
Foto - Misha Gordin
É inevitável que as pessoas defendam os seus feudos. Especialmente os seus feudos de opinião, mesmo que a convicção possa sair um pouco beliscada no confronto de lógicas.
É normal a evolução das opiniões, quanto mais seja porque vamos crescendo e aprendendo mais, e como tal, juntamos mais ideias ao escaparate ou formatos a esse quadro que pincelamos diariamente.
Simplesmente eu não vejo a evolução como uma descaracterização. Se existem casos em que as alterações, muitas delas de fundo, correspondem a um instalar da realização talvez provinda de sonhos para os quais se fez por conseguir, então fica uma conclusão muito clara.
Alguns têm mais sorte que outros, porque deixam de ser atormentados por aquele insubstancial que vamos buscar a cada letra, som, imagem e diferente experiência pessoa.
Alguns encontraram-se, e podiam ter a amabilidade de identificar o quiosque dos mapas.
Mas acho que entendo o porquê dessa retenção informativa.
Certos segredos não fazem sentido quando partilhados. Talvez até não sejam segredos. E dói muito a banalização dos olhares desencantados perante o brilho do tal feudo. Por isso mais vale mostrá-lo na perspectiva da dialéctica possível, mas sem o X a marcar o "spot".
É que provavelmente de nada serviria, e os feudos têm a ocasional mas péssima tendência para se travarem de razões.
Contemos a história.
E vejamos quem fica na sala.
Mas o que não vale é faltar à apresentação da própria narrativa.
É só isso que passo a vida a dizer.
E poucos ficam na sala, o que não me surpreende.
E já me incomodou mais.