ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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terça-feira, agosto 07, 2007

Assim como muitas vezes não sabemos o que se passa com as pessoas, em termos do seu bem estar e equilibrio mental e emocional, o mesmo pode ser dito de cada um sobre si mesmo.
O conjunto de razões que assistem a um auto-diagnóstico são, muitas vezes, determináveis. Temos à mão sempre meia dúzia de explicações para as inflexões dos dias, para os padecimentos que tornam o passar das horas mais complicado.
Ninguém ignora que todos os conceitos são feitos de elementos constituintes. As partes dão pistas, mas é o elemento imaterial da conjugação que constrói esse mesmo conceito. E esse, a mais das vezes, é uma cola imaterial que nos imbui de um espírito ou disposição dificilmente erradicável. Está lá, e a ausência de explicação torna-a omnipresente, como uma disposição por coisa alguma, ou o recortar do humor sem tesoura.
Em consequência, os toques parecem mais ásperos. As vozes demasiado altas. As exposições e os confrontos pequenos rapidamente se transformam em batalhas campais. Os lábios estão mais repuxados para o brilho dos dentes. Os avisos surgem a toda a hora. Os locais de segurança, onde se observa com alguma distância, parecem almofadas de céu. Tudo custa mais. Está mais perro e deslocado.
A ausência de respostas para tal patologia surge então como uma ferrugem generalizada da pessoa. E da ausência de medo passa-se à fortificação, onde nos consumimos para poder redistribuir aquilo que somos. O estalido dos grilhões não tem qualquer parecença com vontade, mas é audível assim mesmo.
E saber o "porquê" talvez seja negar o "quê".
Com sorte, é infalível.