ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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terça-feira, maio 27, 2008

Sydney Pollack morreu hoje.
Grande realizador, também não se safava mal como actor. Vi-o pela última vez no excelente Michael Clayton, na sua classe serena de sempre.
É mais um daqueles nomes chave, recorrente em conversas sobre cinema, que necessita de passar à galeria das memórias e ser referido no pretérito.
Não tenho qualquer perspectiva romântica sobre a morte, ainda para mais sendo agnóstico. Parece-me, em muitos casos, sempre um fim injusto, e a injustiça revolta-me.
Ainda que não seja grande fã de "Out of Africa", fica aqui um vislumbre de um senhor do cinema para quem agora passam os créditos finais.

Corta...






sexta-feira, janeiro 18, 2008

"Tudo mudou muito desde os meus dezasseis anos. Não existe qualquer novidade nesta afirmação, mas é a verdade da percepção disso mesmo que traz algum cansaço associado à admiração. Admiração pelo que deixou de existir, pelo que veio substituir, e pela asneirada incomensurável que poderia ser evitada e não foi. Seja no meu mundo que nada importa, ou no mundo que importa a todos. As minhas perdas, assim todas as que consigo imaginar, são sempre impassíveis de serem justificadas. É a noção cada vez mais vincada que surge quando me lembro do Índio. Ninguém nos consegue explicar o porquê da perda e a estupidez injusta que lhe está associada. Realçar a inevitabilidade como tal não a torna mais suportável ou compreensível. É por isso que é tão difícil acordar e não recordar o que se passou naquela altura.
Então fecho os olhos e vejo a lua prateada a tingir-se de vermelho. Vejo a singularidade de cada momento, através da música que a silhueta toca, percebo com uma pungência terrível aquilo que me escapa e que simultaneamente me faz feliz e sorumbático. A pequenez e a imaginação capaz de delinear aquele contorno.
Ouço e percebo ao deleitar-me com o som.
E acolho a vida como a posso ter."