ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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sexta-feira, junho 13, 2008

"It is the Tale, not he who tells it." - Parte III
S King 1982

"Branca"

Parte 4




" Senti-me inexplicavelmente rendido. Olhava para aquela mulher e nada mais havia que uma erupção infinda de um sentimento nascido havia passado já mais de quinze anos.

Tinha onze anos e o corpo ameaçava crescer a qualquer momento. O cabelo era feito de um castanho luzidio e tinha um sorriso alvo livre de qualquer marca de vida. Eu tinha dez anos e senti algo perfeitamente inaudito. Algo que não tinha entrada no mundo masculino da pré-puberdade. O afloramento daquilo que é reconhecido como o amor de rapazinho. O chamamento nada subtil das feromonas, (que curiosamente já se vendem em embalagens como catalizador de atracção sexual à dose). A idealização e reconhecimento da perfeição de algo. A primeira e talvez a única real noção de amor que temos durante a vida inteira. Contra todas as expectativas, a rapariga perfeita viria a partilhar um beijo comigo. Um beijo algo tímido, pouco mais que um roçar de lábios. Até hoje, não tinha qualquer noção de algo remotamente parecido. Aquele beijo foi o despoletar da mais intensa e excruciante rendição de sentimentos que viria durante a vida inteira, até aquele momento. Tudo isto era misturado com uma ganância e apetite sexual que causava dor física e por alguma razão inexplicável, aquela sensação achava-se multiplicada milhares de vezes. Algo tão arrasador que tolhia-me cada movimento.

E agora acho-me aqui.

Estou nu, e vejo que aquela mulher eras tu. A minha cliente eras tu. E és absolutamente perfeita.

E a cada segundo o cheiro vai-me deixando mais dormente e mais concentrado na tua perfeição. Doem-me os pulsos. Olho para eles e estão com uma coloração roxa que não faz adivinhar nada de bom. Mas esqueço tudo. As imagens da piscina não importam nada. Já nem me lembro bem delas. As da máquina fotográfica são ainda mais enevoadas. O teu contorno parece esbater tudo até ao imperceptível.

O sabor dos teus beijos, o sexo, parece tudo uma imensa primeira vez de um primeiro toque onde tudo é perfeito e tudo se rende. É insuportável, é maravilhoso. Apetece-me morrer e cristalizar o momento.

A tua língua sai da boca ocasionalmente, lambendo o sorriso. Tem um formato estranho, parece bífida. Mas é obvio que o delírio de estar aqui contigo é de tal forma avassalador que qualquer alucinação é sustentável. Sorris e só vejo isso mesmo. Dói-me a visão e arrasa-me o toque em sequência. As luzes do dia ficam lá fora, mas aqui há intermitências. São os pirilampos dentro da máquina fotográfica. Soltam-se um a um. O cheiro permanece como uma manta anestésica que tudo cobre.

Beijas-me mais uma vez.

Estás nua.

Sentas-te em cima de mim, fazemos amor novamente. Há algo a serpentear em cima da cama mas nem vejo o que é. Só tu existes.

Olhas para mim directamente, e dás-me um beijo que desta vez tem o odor da casa. Os olhos lacrimejam mais uma vez. Tudo é uma maravilhosa queda, dor e prazer misturados numa parafernália que parece insustentável.

Olhas-me novamente e…

…Amor, o que vais fazer com essa faca?"


FIM

Lisboa - 05-02-2004

segunda-feira, junho 09, 2008

"It is the Tale, not he who tells it." - Parte III
S King 1982
"Branca"
Parte 3
"Depois do quarto toque a porta da vivenda abriu-se. Não consegui ver ninguém do lado de lá. A transpiração aumentou desta vez devido a algo que não o calor. As palmas das minhas mãos não cessavam de suar e ignoro se os pássaros e cigarras cantavam, mas era provável que o fizessem.
Saltei o portão, que estava trancado e aproximei-me da porta de entrada. A relva estava impecavelmente tratada. Os ladrilhos de tijoleira que atravessavam o relvado até à porta estavam limpos ao ponto de parecerem novos. Acima de mim dois pássaros descreviam elipses, encantados com o Verão.
Depois apareceu o cheiro. Um cheiro terrível porque era dolorosamente nauseabundo, delicioso e indefinível. Ainda por cima contrastava com o aroma da estação, onde se adivinhava o calor que se colava a tudo e a toda a hora.
Entrei e a escuridão do corredor fez-se imediatamente sentir. Um arrepio, apesar da temperatura. E o cheiro. Bolas, o cheiro era algo como eu nunca sentira, ou imaginara sentir. Era repulsivo, mas ao mesmo tempo tinha algo de magnético.
A luz indicou-me a saída para a piscina. Chamei por alguém, mas debalde. Não se ouvia um único som. A pessoa que abrira a porta simplesmente desaparecera.
O terreno que circundava a casa estava pleno de árvores. De ciprestes a castanheiros, passando por um maravilhoso salgueiro, tudo estava ladeado de um tapete de relva, alguma dela já amarelecida devido ao implacável brilho do sol. A piscina ficava situada após um ligeiro declive relvado, recebendo toda a plenitude da luz solar. Quando vi o cenário da piscina fiquei parado, sentindo apenas o calor na face e aquele cheiro. As árvores permaneciam caladas em cumplicidade bem como os pássaros. Aliás, parecia que havia entrado dentro de uma gigantesca garrafa de plástico, deixando o mundo lá fora.
Dentro e à volta do rectângulo de água estavam corpos. Homens. Mortos há algum tempo, pensava eu. Alguns deles boiavam numa água avermelhada e nojenta, outros secavam o sangue ao sol, em olhares parados e corpos destruídos. Era mais ou menos quinze, ou assim me recordo antes do estômago protestar e lançar toda a comida do dia no tapete verde. Podia jogar-se golfe dentro daquela casa, e provavelmente alguém deveria fazê-lo.
Fiquei parado, sem reacção, olhando através das arvores em direcção ao céu. Continuava a não ouvir-se nada. Virei-me e pensei em correr o mais depressa possível, mas olhei para cima. À janela, envolta numa branca e diáfana camisa de dormir estava ela. Acenou-me como quem cumprimenta um recém-chegado, e sorria, ao que me parece. O cheiro aumentou de intensidade, a ponto de mais parecer uma rajada odorífera capaz de trazer lágrimas aos olhos. O medo começou a instalar-se levemente, mas confesso que nem prestei atenção, tal era a ansiedade em vê-la. Sinceramente, nem perguntei porquê. Tinha de a ver, simplesmente.
Entrei dentro da casa. Nem percebi que o sol parava exactamente nas janelas, sendo que nenhum dos seus raios se projectava no solo da imensa habitação. A luz solar simplesmente não entrava, limitando-se a alumiar debilmente como uma lâmpada velha. Era como entrar num imenso caixote com janelas, que mantinha a escuridão cá dentro e a luz lá fora.
Subi as escadas e lá estava ela. No meio da escuridão vi-a deslocar-se para o quarto, e arrastava atrás de si uma cauda, possivelmente da camisa de dormir. Mas parecia estar a mover-se. Que estranho…
Abri a porta do quarto e ela acolheu-me com um sorriso terrível. Os olhos eram límpidos e os dentes de uma brancura irreal. A nudez, absolutamente perfeita, parecia estar viva, como uma estátua esculpida ao milímetro e dotada de vida. O cheiro era agora uma miscelânea infecta, sensual, e absolutamente indefinível. Algures entre excrementos frescos e o mais doce dos óleos de amêndoa, misturados com milhares de outras fragrâncias. Tinha lágrimas a escorrer pelas faces devido à irritação que o estranho odor causava aos meus olhos, mas essa não era a única razão."
to be continued...

quarta-feira, junho 04, 2008

"It is the Tale, not he who tells it." - Parte II
S King 1982


"Branca"

Parte 2


"(...)
Era fim-de-semana. Passava já das duas da tarde quando acordei. A minha memória fotográfica, que muito me ajudara no ofício de taxista licenciado, levou-me a entrar no meu Mini e ir em busca da casa da cliente da noite anterior.
Vista à luz do sol a casa mais parecia um palacete. Era um paralelepípedo de dois andares, rodeado por um jardim que permitiria a realização de pequenas provas de MotoCross ou futebol. Estava pintado de um cor-de-rosa muito leve, e tinha imensas janelas. Um formigueiro nas mãos indicou-me que era tempo de ir procurar o carregador o quanto antes. Ou então falar com o meu amigo Mário que seria certamente capaz de arrancar as imagens do cartão.
Reparei no carro que estava estacionado à porta, mas este podia pertencer à casa em questão como a qualquer outra. Tinha no entanto duas pequenas amolgadelas no pára-choques e um pneu meio vazio. Fiz um comentário interno e machista e lancei-me ao caminho.
Cheguei a casa do Mário cerca de vinte minutos depois. Estava a descarregar alguma música da net. Agarrou na máquina, ligou-a ao computador e fez-me uma descrição completa das suas funcionalidades mesmo sabendo que eu só entenderia um terço da informação. O ecrã reflectia o sol ardente que castigava o dia. Sentia as gotas de suor na testa. O cheiro a seco estava por toda a parte e aquela inexprimível sensação de espaço que o Verão trazia propagava-se a cada centímetro da cidade.
Esta ideia desfez-se num esgar de horror quando o Mário começou a mostrar as fotografias que ainda não tinha visto. Se a perspectiva que eu tinha era de que as coisas se aprestavam a correr mal, depois de ver estas imagens tudo foi transportado para um outro nível. Um bicho feio e espinhoso começou a bambolear-se dentro do meu estômago. O Mário arregalava os olhos em descrédito. Era o cenário de um pesadelo sádico e não pude deixar de pensar que havia dado as minhas costas àquela mulher, completamente descansado da vida.
Sai disparado de casa do Mário, levando a máquina e sem lhe dar quaisquer explicações. Meti-me no Mini e só por milagre não parti o motor durante a viagem para casa da minha cliente. Não sabia exactamente o que ia fazer, mas isso não constituía qualquer forma de argumento dissuasor.
Cheguei à porta de casa e vi o portão fechado. O carro continuava no mesmo sitio, e não se via vivalma. O ar propagava um ruído de água chapinhada à distância, que provavelmente viria da piscina construída no quintal. Toquei à porta e a princípio ninguém respondeu. Voltei a tocar com mais veemência, despertando a atenção dos cães das vivendas adjacentes. Ninguém veio à janela. Era uma tarde incandescente de Sábado, e o rádio já avisara acerca da enchente que as praias haviam tido."
(...) to be continued

terça-feira, junho 03, 2008

"It is the Tale, not he who tells it." - Parte I
S King 1982


Embora saiba quais os riscos de me atrever a escrever histórias, e por essa mesma lógica, a escrever seja o que for, a verdade é que se há nem que seja um pormenor que gosto nas histórias que escrevo, tenho sempre o impulso de as exteriorizar. Poderia dizer que escrevo só para mim, mas a verdade é que embora seja um impulso, que o é, uma mania, na qual se tornou, e uma necessidade, com a qual já nem argumento, há um desejo de ser lido, de passar alguma coisa, de tentar chegar a alguém. Um desejo de expressão, sei lá. Qualquer coisa menos a ocultação. Porque essa já existe e tenho milhentos pedaços de histórias que morreram porque inexplicavelmente já não era minhas.
No meio do caos, da ansiedade, do medo, nascem algumas coisas. E sejam boas ou más, porque sei que uns poderão gostar e muitos simplesmente poderão detestar, uma coisa sei que são. Honestas. Não há flores. Vendo o peixe ao preço que o compro. É o que temos.
E como me disse uma grande amiga, ser lido é uma ambição honesta para quem escreve. Seja ou não, eu tenho-a. Ainda que a duras penas.
Por tudo isso e como este blog é um veículo de escrita que uso há tanto tempo, vou dar algum tempo de antena às minhas histórias, usando esta minha casa como se a mesma tivesse paredes de vidro transparente para deixar ver algo a quem passa.
Por isso mesmo, aqui fica, em jeito de folhetim, a primeira parte da primeira dessas pequenas aventuras pela folha de papel.

(Nota: Todas estas histórias estão devidamente registadas na Inspecção Geral das Actividades Culturais. Não que passe pela cabeça de alguém interessar-se em roubar seja lá o que for, mas pelo menos fica o desclaimer.)




"Branca"

Parte 1

"Ainda que me mate, mesmo assim confiarei Nele.” - Job 13:15
"Eram cerca de quatro da manhã e o calor que fazia dentro do táxi roçara há muito o insuportável. Era uma noite quente e húmida, daquelas que provocam as manchas nos lençóis, sejam elas de sangue, suor ou lágrimas. O tempo perfeito para que tudo descarrilasse, para que as iras se agigantassem e as pessoas perdessem um pouco a noção do que as rodeava. Estávamos em meados de Julho e a cidade incendiada sofria a queda dos corações mudos por pequenos crimes.

Já tinha tido a minha quota parte de marados naquela noite. Dois bêbados, uma menina rica que chorava baba e ranho por entre o inchaço que tinha na face, e um filósofo que me fez dar três voltas ao Restelo antes que a bebedeira lhe permitisse localizar a casa.

A minha penúltima cliente daquela noite era uma mulher muito bonita. Tinha a pele mais impecavelmente bronzeada que alguma vez vira. A noite estava tão quente que mesmo no escuro consegui ver as gotas de suor que lhe escorriam pelos braços. Senti a cobiça num impulso e invejei o percurso descendente das gotas. Duas palavras certeiras e penso que a minha teoria da ausência de paixão à primeira vista iria pelos ares, mesmo depois de cinco anos de pragmatismo na faculdade. Era daquelas pessoas que apenas se vêm uma ou duas vezes na vida. Parecera-me na altura a mulher mais bela do mundo, com toda a inacessibilidade que isso acarretava. Fiquei mudo. Ela pouco falava, mas fazia-o com toda a graça que o corpo já adiantara.
Deixei-a à porta de uma vivenda no Restelo, recebi uma gorjeta digna de nota e fiquei alguns minutos parado. A voz metralhada da colega da central que indicava-me destinos e clientes à espera, mas eu permanecia estático. Perguntei-me onde viera parar e segui abadonei o local pouco tempo depois, ainda meio dormente.
Foi quando retornei à zona de Alcântara que reparei.
As ruas estavam pejadas de gente em férias, entrando ou saindo das portas apinhadas das discotecas. As mulheres nas suas indumentárias reduzidas, os homens perdidos nos olhares ansiosos e expectantes. Estava a olhar para um atrasado mental que seguia atrás de mim com bichos-carpinteiros na buzina e no banco de trás vi algo que cintilava. Parecia uma caixa de metal. Lancei a mão e toquei-lhe. Era uma máquina fotográfica digital que, a julgar pela aparência, não deveria ter mais de duas semanas. Nao precisei de mais que três segundos para reconhecer uma qualidade e preço impensáveis. Concluí que pertencesse à minha última cliente e num ápice apoderei-me da máquina. Poderia muito facilmente ter voltado a casa da senhora e devolvido o aparelho, mas era demasiado fácil, estava demasiado à mão e naqueles dias a hipótese de conseguir alcançar uma máquina daquelas era tão quimérica como arranjar um emprego para o qual efectivamente estudara. Não me orgulho do que sucedeu, mas também não penso que, dadas as mesmas circunstâncias, agisse de qualquer outra forma. Sempre tinha tido uma tendência para os pequenos furtos, aqueles que surgem com a ocasião. Umas vezes por necessidade, mas a maioria por pura impulso. E o antigo brocardo acerca de ladrões e ocasiões acabava por bater certo.
Era o meu último turno da noite, e seguiam-se dois dias de descanso, que coincidiam com o fim-de-semana pela primeira vez em cinco meses. Ainda por cima tinha uma máquina nova. Caraças, se a vida por vezes não era boa!
Naquela mesma noite pus-me a inspeccionar a máquina. Ainda tinha bateria, embora eu soubesse que acabaria por ter de comprar um carregador. Mas uma bateria de lítio de ultima geração dá muitos pontapés antes de morrer efectivamente.
Quando lá percebi minimamente como a coisa funcionava, cheguei à conclusão de que a máquina estava plena de fotografias e dois filmes pequenitos em formato digital. Dizer que estava curioso era um eufemismo. Além disso, a imagem daquela mulher estava constantemente a saltitar dentro da minha cabeça, em meio a pressentimentos. No entanto, como nunca fui de ligar a essas coisas, resolvi chegar a casa e tentar ver algumas das fotografias, temendo a todo o instante que a bateria pudesse terminar.
E assim foi.
Deitado na cama, por volta das seis e picos da manhã, a máquina ainda tinha energia suficiente para mostrar o seu conteúdo através do LCD brilhante. O que vi a principio agradou-me, já que se tratava daquelas fotografias que nos dias de hoje percorriam a Internet numa velocidade alarmante. A minha cliente resolvera fazer um espectáculo privado e erótico e nunca esperaria que alguém pudesse ver aquelas imagens. Mas conforme fui avançando no número de fotografias, a curiosidade e excitação foi dando lugar a uma coisa bem mais desconfortável. Parece que os parceiros sexuais começaram a fartar-se dos rituais do costume, passando para práticas mais complicadas e perigosas. Numa das fotografias a minha cliente empunhava um segmento de arame farpado com mais ou menos um metro e meio de comprimento. Na seguinte, uma faca na mão esquerda e uma corda na mão direita. Depois uma cama e um homem amarrado com um sorriso idiota, e provavelmente ébrio, estampado na cara. Quando premi o comando para ver a fotografia seguinte, a máquina deu o último suspiro e apagou-se definitivamente. A bateria de lítio havia lutado com bravura, mas tinha chegado a hora.
Senti um arrepio próprio daquela sensação que obtemos quando algo não corre bem, ainda que não saibamos porquê. É um vento frio quando nem sequer há brisa. Uma picada na imaginação que se assemelha ao inicio de uma terrível dor de dentes.
Escusado será dizer que só adormeci quando o cansaço conseguiu levar a melhor sobre todas as outras inclinações do espírito. Mas para grande azar meu, os sonhos com a continuidade das fotografias foram os piores que eu poderia imaginar.
E para além deles…"
(to be continued...)

quinta-feira, abril 03, 2008

Num país onde os miúdos se matam uns aos outros por um par de sapatilhas de basquetebol, alguém teve uma ideia absolutamente fantástica, devolvendo à sociedade aquilo que ela lhe providenciou, não se esquecendo de onde vem, sem manias de superioridade.

Stephon Marbury e Steve Berry resolveram criar uma linha de sapatilhas acessíveis aos miúdos, sem as exorbitâncias de preços que a Nike e quejandos praticam de forma que por vezes roça o risível.


Fica aqui o
site que vale bem a pena ver.

Dá gosto ver pessoas que ainda se preocupam realmente em fazer algo pelos outros.

Obrigado X., pela referência!