ESTAÇÕES DIFERENTES
Stephen King - "Different Seasons"
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sexta-feira, fevereiro 01, 2008
quarta-feira, janeiro 09, 2008
Black then white are all I see in my infancy.
red and yellow then came to be, reaching out to me.
lets me see.
As below, so above and beyond, I imagine
drawn beyond the lines of reason.
Push the envelope. Watch it bend.
Over thinking, over analyzing separates the body from the mind.
Withering my intuition, missing opportunities and I must
Feed my will to feel my moment drawing way outside the lines.
Black then white are all I see in my infancy.
red and yellow then came to be, reaching out to me.
lets me see there is so much moreand beckons me to look through to these infinite possibilities.
As below, so above and beyond, I imagine
drawn outside the lines of reason.
Push the envelope. Watch it bend.
Over thinking, over analyzing separates the body from the mind.
Withering my intuition leaving all these opportunities behind.
Feed my will to feel this moment urging me to cross the line.
Reaching out to embrace the random.
Reaching out to embrace whatever may come.
I embrace my desire to
feel the rhythm, to feel connected
enough to step aside and weep like a widow
to feel inspired, to fathom the power,
to witness the beauty, to bathe in the fountain,to swing on the spiral
of our divinity and still be a human.
With my feet upon the ground I lose myself
between the sounds and open wide to suck it in,
I feel it move across my skin.I
'm reaching up and reaching out,
I'm reaching for the random or what ever will bewilder me.
And following our will and wind we may just go where no one's been.
We'll ride the spiral to the end and may just go where no one's been.
Spiral out. Keep going, going...
Lateralus - Tool - Maynard James Keenan
segunda-feira, novembro 05, 2007
Na entrevista a que se refere, a qual também escutei há dias, julgo que MST levanta alguns pontos bastantes pertinentes, sem colocar em causa que o discurso daquele também possa estar inquinado por alguns tiques, mas vejamos.
Julgo, e esta é uma opinião, portanto vale o que vale, que a cultura ou erudição não são nunca desculpa para se ser uma besta ou para, em meu ver, cometer-se um pecado ainda maior que querer ser amado, ou seja, achar-se a dádiva divina para o mundo que o rodeia. E VPV é uma pessoa inteligentíssima, mas há muito que perdeu qualquer objectividade quando fala de qualquer outra coisa que não seja a sua produção e trabalho. Há muito que perdeu a noção de que existem mais fenómenos literários, e que a qualidade pode efectivamente existir em todos os tipos de literatura ou arte. Nunca, ou raramente se vê uma qualquer crítica construtiva de VPV seja ao que for, à excepção do que dele parte ou por ele é criado. Se isto é a característica de um intelectual, então realmente quem tenha um espírito mais aberto e perceba que esta coisa da qualidade raramente se afasta de um juízo subjectivo acerca da verdade daquilo que se quer transmitir, expressar ou criar será um medíocre?
Quando alguém como VPV e seus seguidores fazem da sua missão de vida cascar, (muitas vezes sem qualquer fundamento que não seja linguagem hermética), na obra de outros, (diminuindo e muitas vezes ofendendo quem se calhar para além dele até possa ter alguma coisa para dizer), pergunto-me o que aconteceria a uma carrada de criadores e escritores que sofreram as mesmas (injustas) sevícias e mais tarde vieram a ser grandes? - ocorre-me assim de repente Toole, Bronte, Poe, Dickens, etc...
Uma vez escrevi a um desses sequazes e pedi a grelha ou bitola para calcular a qualidade, uma espécie de escala que tornasse tão explicável as suas frequentes e inexplicáveis invectivas contra tudo e todos. Claro que não recebi nenhuma resposta, porque o meu português sofrível espelhado na carta que escrevi devia ser uma ofensa para tais olhos, mas a verdade é que para criticar e destruir obra alheia convém ter alguns argumentos para além disto, na carta escrita a José Manuel Fernandes:
"Equador" é um romance popular, com a típica obsessão do género pela comida, a roupa, a paisagem, a meteorologia e o sexo. Fora isso, é também uma absurda idealização do autor, entre o patusco e o patético. Esta literatura tem, e merece, o respeito concedido a qualquer indústria alimentar. Mas, para seu mal, e por evidente snobismo, Sousa Tavares decidiu transferir as suas proezas de grande sedutor e a sua famosa "consciência trágica" para o princípio do século passado, época sobre a qual nada sabe. (...)Por mim, uma pergunta: por que razão gasta o PÚBLICO tinta, espaço e trabalho com a incultura quase cómica de Miguel Sousa Tavares? Gostava de perceber. Acredite.Vasco Pulido Valente - Hospital Amadora-Sintra»
Concordo plenamente consigo quando diz que a tiragem e vendas nada dizem da qualidade da obra, mas a verdade é que a obscuridade total ( e sejamos francos, nenhum dos grandes é totalmente obscuro, verdade? - Lee, Coetzee, Tolstoi, Conrad - citando apenas alguns do que gosto) também não indica nada acerca da obra? Wilde dizia que quando os criticos estão em desacordo o artista está de acordo consigo mesmo. Ora para VPV toda a gente deveria estar era quieta, não criar nada, porque acabaria por ofender a sua apurada sensibilidade e a intelectualidade capaz de aferir os misteriosos e supostamente inalcansáveis (excepto para ele) cânones da qualidade aceitável. Isto parece próprio daqueles mestres escola dos tempos da outra senhora, e sinceramente, acho no mínimo, discutível e ausente de qualquer critério de objectividade e bom senso para sequer gerar uma boa discussão.
E sou insuspeito para falar porque não li o livro de MST, mas julgo-me algo legitimado para perceber que há formas e formas de nos dirigirmos às pessoas e suas obras, e sobretudo, quando existem críticas, convém explicar porque é patético e não dizer somente que é patético. E é isso que VPV nunca faz, sendo a última frase da sua carta algo parecido aquele miudo encovado, escondido no fundo da sala e que grita "então é eu? então e eu?? - o que claramente soa a inveja.
Gostei da sua abordagem e da forma como apresentou a questão, e acredite que as minhas questões são genuinas. Que argumentos ou espólio terá alguém para poder cascar assim sem mais em tudo e todos? Onde está a obra que, para além de qualquer contestação, elucidaria a superioridade do inatacável e intratável VPV? Não há qualidade para além de VPV? Se não há qualquer bitola, qual a escala para aferir o que é literatura e aquilo que não é literatura? A que se referem as pessoas quando dizem, "isto é giro, mas não é literatura?" Qual a escala? Existe? Em que se baseia? Haverá alguma teoria racionalizável sobre isto?»
E pergunto genuinamente... haverá?
segunda-feira, outubro 29, 2007
Este senhor, juntamente com um outro que pode considerar-se o seu predecessor, (um homem de cabelo e barba profusa de nome Sir Allan Moore) é, em meu ver, um dos expoentes máximos de criatividade nos tempos que correm, e responsável por aquela que, talvez emparelhada com "Watchmen", é a melhor obra de Banda Desenhada que li até hoje - a monumental obra em dez volumes chamada "Sandman".
Neil Gaiman é daqueles autores que simplesmente abraçou a sua visão com inegável qualidade, e mostrou que o preconceito idiota relativamente ao fantástico, que tanto grassa pela chamada "inteligencia cultural", não pass
a disso mesmo - uma idiotice afectada.
Li várias coisas dele e nunca me deixou mal. Neverwhere e Anasi Boys são dois livros deliciosos (tenho Stardust e American Gods na lista), e Sandman é uma obra prima, tudo envolto num género onde o amor, a contradicção, a violência, a morte, as verdades e angústias humanas estão presentes, ainda que os protagonistas transcendam muito essa característica.
A "Devir" começou há uns tempos a traduzir e publicar esta série, e aconselho seriamente a todos os cépticos a pegar nesta obra e deixar-se ir. Season of Mists é particularmente belo, mas toda a obra é esplendorosa.
E aí está Neil Gaiman, a ler um poema seu, e a mostrar que a sua criatividade nada deve aos estilos designados "sérios", porque a criatividade não se esgota no real, mas nas demonstrações do que é humano, seja lá onde estas se encontrem.
Enjoy!
quinta-feira, outubro 04, 2007

Portugal, ou a sua política de gestão dos intrumentos culturais, ou mesmo aceitação dos mesmos, e ainda a porra da rentabilidade acima de tudo, deu mais um exemplo de indigência, da falta de interesse pela cultura, neste caso o cinema, e pelos nichos e interessados em qualquer coisa impressa que não seja futebol ou as férias da Cinha Jardim.
É com profunda tristeza e desagrado que verifico que a PREMIERE, a única revista portuguesa de cinema em condições, e que se tornou uma bíblia de compra obrigatória, chegou ao fim. Será descontinuada a partir deste mês de Outubro, a quatro números da mitica marca da centena de publicações.
Pelo que se pode ler aqui e aqui, nem os argumentos económicos são convincentes, pois sendo uma revista de nicho de mercado muito específico, tinha uma venda que cobria quase toda a tiragem. Como o mítico Se7e, eis mais um oásis na edição escrita que desaparece, deixando ficar a multiplicidade de verborreia e desperdício de papel que são as revistas do coração e jornais da bola.
