ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Entre várias outras, uma das razões pela qual House M.D. é possívelmente a minha série favorita, a seguir a Firefly, (pelo menos por enquanto já que me falta dar conta da série "Heroes", "Lost", etc...) prende-se com a forma como o personagem principal, e as outras também, vão crescendo e mudando com incrivel sucesso, pelo menos em termos do meu escrutínio pessoal. Já gostei e detestei todas as personagens (com excepção talvez do Wilson - onde já vai o clube dos poetas mortos), num momento ou noutro, embora mais umas que outras. Este efeito é, no entanto, muito mais intensificado no que diz respeito à personagem principal que Hugh Laurie (grande, grande Prince George em Black Adder! Quem diria!) carrega com um grau de excelência só comparável à eficácia na ausência de sotaque.
Entre todos os momentos, são as conversas entre House e Wilson que constituem alguns dos meus momentos preferidos. Porque o primeiro faz coisas ao segundo que talvez nenhum de nós aceitasse com tal bonomia, mas também porque o segundo consegue irritar ou por vezes criar um instante de hesitação que nenhum real idiota sentiria perante as mesmas circunstâncias. No fundo, parecem um pouco como miudos a comparar habilidades, mas com a sofisticação própria da inteligência acima da média, e da desconexão com o real que a mesma traz não raras vezes. House até me faz lembrar algumas pessoas, e confesso que já fiz de Wilson mais vezes do que gostaria de admitir. Mas tudo aquilo parece tão genuíno, tão próprio das coisas que a imperfeição das relações que temos com as pessoas são capazes de provocar e está tão bem escrito, que cada segundo é um absoluto prazer. E sim, parece que vicia.
Até que ponto alguém poderia levar mesmo uma amizade até rebentar com ela?
Até que ponto é que a aceitação de um amigo pode esticar?
(...)
Em semana e meia despachei a terceira série, e agora é esperar pela quarta em DVD, porque acompanhar os horários da série na TV não me é possível. Enfim, adiante.Enjoy!