ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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segunda-feira, dezembro 10, 2007

Tirando o facto de que há um álbum novo dos Puscifer (MJK está definitivamente a passar-se, mas nada do que ele faz tem o mínimo de banalidade) e que vêm aí os Ashes Divide, o que são grandes notícias para os amantes, como eu, dos saudosos Perfect Circle, hoje é um dia estranho. A meio caminho da vida útil da quadra, vejo que o espírito generalizado tarda a instalar-se. E isto não seria para mim uma perplexidade que não achasse que tal situação contamina grande parte das atitudes e das lógicas com que me confronto no dia a dia.
Os míudos passam a vida a dizer-me que isto de crescer é uma seca, o que, em meio ao terrorismo ocasionalmente saudável que são as mentes livres das criancinhas, parece ter alguns argumentos a favor. Vejo muito cansaço, muita manutenção de lógicas vivenciais, muita procura por algo que vai sendo minado por um cansaço subtil mas omnipresente.
Tenho a perfeita noção, talvez porque esteja doente e o dia não esteja assim a correr grande merda, que isto não passam de maus fígados de uma tarde demasiado parada devido à paralisação antecipativa de grandes mudanças, mas a verdade é que o entusiasmo tarda, derivado talvez da paralisia urbana que observo à minha volta, relativa, claro está, aos fenómenos de puerilidade que a espaços julgo tão necessário. O estritamente adulto parece-me seco, cinzento e perdido numa amálgama de coisas inertes, de sequências, dos dias que se seguem uns aos outros como dominós demasiado roídos por dentes entediados.
Mas, claro está, há um audiobook no carro, e talvez a noite precoce traga os brilhos das cores de encontro ao cenário que se pinta de escuro. Em casa há embrulhos para fazer, acompanhado a filmes (que não há treino hoje), algo quente numa chávena, e a ideia de que existem um ou outro par de malucos que também vêem coisas onde elas não estão, e deixam-se enlevar num espírito que, nos dias de hoje, reúne um estranho e organizado concenso detractor.
Isto é só um mau dia com expectativa de gripe.
Passando, passa tudo.
Espero.