ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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sexta-feira, maio 02, 2008

Muitos, como Diablo Cody, dizem que o melhor que podemos esperar é dar de caras com qualquer pessoa que nos aceite como somos. E isto em qualquer registo.
Mas ao fazermos isso mesmo, dificilmente conseguiremos que a premissa se verifique. Porque leva algum tempo e muito esforço até que alguém veja algo do que realmente somos. Que dê sopa nas intimidações, que seja sujeito e protagonista em coincidências, que simplesmente ouça histórias e perceba de e para onde vão.
Ninguém aceita ninguém aprioristicamente. E se há dois ou três detalhes que justificam a investigação, é um amor a coisas várias, desde a quase-loucura dos detalhes ao vociferar dos disparates, que blinda a diferença. O mesmo que gera a confiança. Que instala o descodificador. Que se torna o dicionário da aparente surdez colectiva perante o recorte do indivíduo.
Portanto acho que me atrevo a "ajustar" a frase da senhora, já que para mim, o melhor que podemos esperar é alguém que queira saber, aceite indicações e se ria sarcasticamente perante a previsão de uma parede de tijolos. É alguém que queira realmente perceber se somos suportáveis sendo como somos.

segunda-feira, junho 25, 2007

terça-feira, março 13, 2007

A beleza que encontro nas pessoas está quer na sua construção, quer nos seus pormenores. Está na revelação das suas idiossincrasias, e como elas pintam um mundo meu de forma sempre diferente nos segundos em que por lá aparecem.
Nos pormenores, estão cada uma das piadas que ornamentaram um instante, ou o mau feitio que os transformou em nuvem isolada de verão. Estão as irritantes tipologias que moldam a forma de estar. É por isso que ora gosto delas, ora me apetece emigrar para o Tibete e viver com as cabras e o vento da mentanha.
Nos detalhes estão aquelas coisas que estendem a convivência para além da sacralidade do assunto novo, do acontecimento inédito, mas a banham na recorrência de algo mais pequeno que se acrescentou ao que parecia reconhecível. Reinventar os contributos é estabelecer a continuidade. É fazer da afeição o valor tão seguro quanto possível.
E no fundo, importam-me aquelas que realmente se importam com alguma coisa.
Nem sempre se pode ser conveniente, ou intimidado pelas recusas, ou adaptável.
Mas prefiro mil vezes quem quer ver ou saber, quem tem uma perspectiva nem que seja um grama diferente, que o politicamente correcto de uma forma de segregação que mais não é que uma simpatia dissimulada e tão bem disfarçada como uma girafa à porta de um clube só para ursos.
O que gosto nas pessoas, são os seus detalhes.
São as coisas que são tão sua pertença, que uma vez exteriorizadas, as tornam realmente inconfundíveis. E indignam-se com qualquer tentativa de mácula no processo gregário que tal conceito acarreta.
O que gosto nas pessoas é o que as faz querer saber. Importar. Prestar um mínimo de atenção.
Porque estão lá para descobrir.