Segundo as generalidade das estatísticas, a depressão afecta cerca de 5% da população mundial. Se somos cerca de seis biliões e meio de alminhas isso resulta em qualquer coisa como 319 milhões de pessoas que não sabem o que fazer perante o túnel negro que se vai fechando em torno delas.
O sofrimento inerte cresce a cada dia em ritmos alucinantes, e é necessário ter em conta que estes montantes dizem respeito apenas aos casos declarados. Nestas coisas, devido ao preconceito social, a vergonha encerra muitos casos graves em casa. À semelhança da violência doméstica e da imigração ilegal, estes são números de referência que fazem antever uma realidade muito mais preocupante.
Nos Estados Unidos, terra dos estudos e análises, calcula-se que 35 a 40 milhões de pessoas, (10% da população, portanto) sofre ou já sofreu pelo menos um episódio daquilo a que chamam depressão “major”, que se caracteriza por um desenvolvimento intensificado da distimia, doença psíquica que se caracteriza por uma patologia mais suave e duradoura no tempo. Esta é também conhecida pelo temível epíteto da depressão crónica. Estudos revelam que podem ser necessários dois anos até que as terapêuticas consigam efeitos que perdurem no tempo. Em Portugal, três milhões de pessoas sofrem de doenças mentais, entre elas a depressão nas suas várias espécies.
Esta maleita não é sexualmente discriminatória, já que embora haja mais prevalência nas mulheres (4,5 a 9,3%) comparativamente aos homens (2,3 a 3,2%), não é raro o especialista que denuncia o manto de secretismo em que as pessoas envolvem estas patologias. Aliás, no caso masculino, a maior parte dos casos passa despercebido e protegido da onda de vergonha e estranheza com que a sociedade presenteia este tipo de fenómenos, especialmente em Portugal. E isto ocorre por duas razões. Em primeiro lugar porque as doenças do foro psíquico são encaradas como preguiça, capricho ou egocentrismo. Em segundo lugar, porque existem muitas pessoas que de facto usam uma simulação da sintomatologia para defenderem as suas próprias agendas pessoais, afastando a necessária atenção dos reais problemas.
De acordo com um estudo elaborado pelo INFARMED e publicado em Setembro de 2002 , “ (…) se se mantiverem as tendências da transição demográfica e epidemiológica, a carga da depressão representará, em 2020, 5,7% da carga total de doenças, tornando-se a segunda maior causa de AVAI (anos de vida ajustado por incapacidade) perdidos ”. Em termos de consequências, conclui o mesmo estudo que “ (…)os antidepressivos, a terceira classe terapêutica a nível mundial, tiveram em 2000 um aumento de 18%, representando 4,2% do mercado farmacêutico global.”
Sendo a doença com a 4ª maior taxa de incidência e incapacitação em todo o mundo, e a 2ª no chamado “mundo desenvolvido”, a depressão, na sua escala ascendente, tem provocado desequilíbrios tremendos a nível social, e mesmo económico. O custo económico é tremendo, seja em termos de absentismo ou perda de produtividade. Nos Estados Unidos, mais uma vez, a depressão clínica custa às estruturas produtivas mais de 36 biliões de dólares anualmente. No Reino Unido ascende ao bilião de libras no mesmo período de tempo.
O chamado “mal obscuro”, muito recorrente nas obras de Edgar Allan Poe Virgínia Woolf, Sylvia Plath, William Faulkner, William Blake, Edvard Munch, ou dos nossos Camilo Castelo Branco, Mário de Sá-Carneiro, Florbela Espanca e Antero de Quental , acabou por ser uma realidade também nas suas vidas, ou na forma como terminaram, em alguns casos.
Segundo os especialistas, e reduzindo obviamente o espectro de análise às múltiplas morfologias do fenómeno, pode dizer-se que as causas das chamadas “doenças afectivas” não estão absolutamente determinadas, já que podem ser concorrentes ou podem surgir isoladamente.
Nesta óptica, a depressão pode ser endógena - de cariz biológico e normalmente derivada do património genético que padece de desequilíbrios ao nível das funções do cérebro e sistema nervoso ( o mau funcionamento dos dois principais neurotransmissores, a serotonina e a noradrenalina, sendo que, a título de exemplo, a falta da primeira resulta em altos níveis de agressividade).
Pode no entanto ser reactiva, ou seja, depender de condicionantes do meio ambiente. É a desgraça imposta do exterior que simplesmente dizima as defesas e mergulha a pessoa num estado de desesperança. É um intenso cavalgar na onda da tristeza. Alguns definem como um crescendo de ideias que começam a soterrar outras mais positivas debaixo de uma avalanche de pessimismo quotidiano.
As origens deste tipo de problemas são apenas avançadas através de uma série de teorias de morfologias dispares. É quase unânime a ideia de que ninguém conseguiu isolar um único processo de causa-efeito, não biológico, que explique o facto de algumas pessoas conseguirem suportar o seu horror existencial e outras não. No entanto, uma das teorias avançadas como causa provável é realmente interessante. Arrisco a dizer que nos é familiar, e provavelmente tão velha como a história dos maus tratos físicos e mentais. Se pensarmos que muitas mulheres sob o jugo determinados regimes ou práticas sociais teocráticas não conseguem entender outra realidade senão a sua, podemos arriscar uma conclusão. Quando não se conhece mais nada senão a dor, a indignidade e a violência perante tudo aquilo que alguém é, o que quer ou representa, não parece estranho que se comece a deslocar o senso de responsabilidade para o próprio, encarando a negatividade e a violência como algo merecido em virtude da incapacidade própria. Estas mulheres encaram os espancamentos diários como algo de normal e próprio da sua condição. Crêem firmemente numa suposta inferioridade, induzida desde a infância tenra por um circuito social que desculpa tais práticas no escudo do relativismo cultural. Aprendem a ser indefesas e a tolerar a violência como um enquadramento do seu papel na vida social.
Este conceito, que se pensa poder ser uma das origens de algumas das mais comuns e perigosas formas de depressão, designa-se “learned helplessness”, ou seja, qualquer coisa como “aprendizagem do vulnerabilidade absoluta” ou o “cultivo do indefeso”. No fundo é um processo pavloviano, e sendo o homem um animal de hábitos, como provavelmente serão todos os animais, esta ideia de inferioridade gera uma tristeza inultrapassável pelos próprios meios, indutora de estados depressivos e suas correspondentes consequências. As pessoas aprender a crer e a justificar a sua suposta inutilidade e ausência de valor, e agem com o despojamento próprio da ausência de amor próprio ou dignidade pessoal. Nestes cenários, a própria vida alcança preços bem baixos.
As pressões do mundo actual e a progressão do doutrina da meritocracia estão a desenvolver uma patologia que em breves anos será a segunda maleita mais incapacitante do mundo. Um clima de terror está instalado, traduzido em cargas de stress inimagináveis, ocultas por baixo da linguagem do progresso e da evolução, embora muito boa gente não aparente sequer saber para onde vai.
O distanciamento entre famílias é uma realidade, assim como entre as pessoas e os seus receptáculos de afeição e convivência. A ignorância de outros factores de existência que não assentem nas provas a dar em qualquer sector ou matéria são encaradas com reprovação e escárnio. A ideia não é aprender ou progredir no conhecimento. É ganhar. Vencer. A contemplação e humanismo simples são devorados pela aplicabilidade da teoria selectiva darwiniana. As flores de Yeates morrem, e as estatísticas assustam por meio minuto, acompanhadas pelas lágrimas de crocodilo próprias de sistemas políticos dominados pela insanidade de progressão para um objectivo raramente definido.
No Japão, suicidam-se mais de 30 000 pessoas por ano. Ali as pessoas não vão de férias com medo de serem substituídas ou engolidas pela máquina do utilitarismo puro. O stress e ansiedade são monstruosos e formam este cenário dantesco feito de números que cinco minutos depois são prontamente substituídos pelo anúncio ao iogurte magro no qual a mulher esbelta e perfeita, de pele bronzeada e olhos cobiçosos faz a apologia da vida em prol da saúde e da defesa do individuo. Tecem-se encómios ao crescimento e poder económico, mas as mortes ficam como uma espécie de mal necessário, o preço do ideal. São as peças de desgaste que a engrenagem rejeita para prosseguir na sua caminhada circular e sem alcance.
A tristeza mata. Directa ou indirectamente, mas os dados começam a ser irrefutáveis. E é a comunidade médica e cientifica a concluí-lo, ao falar em epidemia mundial. Portugal não está isento de incidência ou de responsabilidades, embora detenha em grande medida um olhar sobranceiro e desconfiado relativamente a estes fenómenos.
Cada um dos mundos pessoais e interiores é terrivelmente único, provavelmente susceptível e necessitado de uma adaptação interpretativa. Porque as explicações, por vezes, são tão despidas de forma interpretável à semelhança da imaginação própria da unicidade de cada pessoa. Como dizia uma amiga minha, "por vezes as coisas são demasiado pessoais para fazerem sentido". Mas isso não significa que podem ou devem morrer encarceradas.
Assim testemunhava uma outra vítima do “mal obscuro”:
Na vida, para mim, não há deleite.
Ando a chorar convulsa noite e dia...
E não tenho uma sombra fugidia
Onde poise a cabeça, onde me deite!
E nem flor de lilás tenho que enfeite
A minha atroz, imensa nostalgia!...
A minha pobre mãe tão branca e fria
Deu-me a beber a mágoa no seu leite!
Florbela Espanca
O sofrimento inerte cresce a cada dia em ritmos alucinantes, e é necessário ter em conta que estes montantes dizem respeito apenas aos casos declarados. Nestas coisas, devido ao preconceito social, a vergonha encerra muitos casos graves em casa. À semelhança da violência doméstica e da imigração ilegal, estes são números de referência que fazem antever uma realidade muito mais preocupante.
Nos Estados Unidos, terra dos estudos e análises, calcula-se que 35 a 40 milhões de pessoas, (10% da população, portanto) sofre ou já sofreu pelo menos um episódio daquilo a que chamam depressão “major”, que se caracteriza por um desenvolvimento intensificado da distimia, doença psíquica que se caracteriza por uma patologia mais suave e duradoura no tempo. Esta é também conhecida pelo temível epíteto da depressão crónica. Estudos revelam que podem ser necessários dois anos até que as terapêuticas consigam efeitos que perdurem no tempo. Em Portugal, três milhões de pessoas sofrem de doenças mentais, entre elas a depressão nas suas várias espécies.
Esta maleita não é sexualmente discriminatória, já que embora haja mais prevalência nas mulheres (4,5 a 9,3%) comparativamente aos homens (2,3 a 3,2%), não é raro o especialista que denuncia o manto de secretismo em que as pessoas envolvem estas patologias. Aliás, no caso masculino, a maior parte dos casos passa despercebido e protegido da onda de vergonha e estranheza com que a sociedade presenteia este tipo de fenómenos, especialmente em Portugal. E isto ocorre por duas razões. Em primeiro lugar porque as doenças do foro psíquico são encaradas como preguiça, capricho ou egocentrismo. Em segundo lugar, porque existem muitas pessoas que de facto usam uma simulação da sintomatologia para defenderem as suas próprias agendas pessoais, afastando a necessária atenção dos reais problemas.
De acordo com um estudo elaborado pelo INFARMED e publicado em Setembro de 2002 , “ (…) se se mantiverem as tendências da transição demográfica e epidemiológica, a carga da depressão representará, em 2020, 5,7% da carga total de doenças, tornando-se a segunda maior causa de AVAI (anos de vida ajustado por incapacidade) perdidos ”. Em termos de consequências, conclui o mesmo estudo que “ (…)os antidepressivos, a terceira classe terapêutica a nível mundial, tiveram em 2000 um aumento de 18%, representando 4,2% do mercado farmacêutico global.”
Sendo a doença com a 4ª maior taxa de incidência e incapacitação em todo o mundo, e a 2ª no chamado “mundo desenvolvido”, a depressão, na sua escala ascendente, tem provocado desequilíbrios tremendos a nível social, e mesmo económico. O custo económico é tremendo, seja em termos de absentismo ou perda de produtividade. Nos Estados Unidos, mais uma vez, a depressão clínica custa às estruturas produtivas mais de 36 biliões de dólares anualmente. No Reino Unido ascende ao bilião de libras no mesmo período de tempo.
O chamado “mal obscuro”, muito recorrente nas obras de Edgar Allan Poe Virgínia Woolf, Sylvia Plath, William Faulkner, William Blake, Edvard Munch, ou dos nossos Camilo Castelo Branco, Mário de Sá-Carneiro, Florbela Espanca e Antero de Quental , acabou por ser uma realidade também nas suas vidas, ou na forma como terminaram, em alguns casos.
Segundo os especialistas, e reduzindo obviamente o espectro de análise às múltiplas morfologias do fenómeno, pode dizer-se que as causas das chamadas “doenças afectivas” não estão absolutamente determinadas, já que podem ser concorrentes ou podem surgir isoladamente.
Nesta óptica, a depressão pode ser endógena - de cariz biológico e normalmente derivada do património genético que padece de desequilíbrios ao nível das funções do cérebro e sistema nervoso ( o mau funcionamento dos dois principais neurotransmissores, a serotonina e a noradrenalina, sendo que, a título de exemplo, a falta da primeira resulta em altos níveis de agressividade).
Pode no entanto ser reactiva, ou seja, depender de condicionantes do meio ambiente. É a desgraça imposta do exterior que simplesmente dizima as defesas e mergulha a pessoa num estado de desesperança. É um intenso cavalgar na onda da tristeza. Alguns definem como um crescendo de ideias que começam a soterrar outras mais positivas debaixo de uma avalanche de pessimismo quotidiano.
As origens deste tipo de problemas são apenas avançadas através de uma série de teorias de morfologias dispares. É quase unânime a ideia de que ninguém conseguiu isolar um único processo de causa-efeito, não biológico, que explique o facto de algumas pessoas conseguirem suportar o seu horror existencial e outras não. No entanto, uma das teorias avançadas como causa provável é realmente interessante. Arrisco a dizer que nos é familiar, e provavelmente tão velha como a história dos maus tratos físicos e mentais. Se pensarmos que muitas mulheres sob o jugo determinados regimes ou práticas sociais teocráticas não conseguem entender outra realidade senão a sua, podemos arriscar uma conclusão. Quando não se conhece mais nada senão a dor, a indignidade e a violência perante tudo aquilo que alguém é, o que quer ou representa, não parece estranho que se comece a deslocar o senso de responsabilidade para o próprio, encarando a negatividade e a violência como algo merecido em virtude da incapacidade própria. Estas mulheres encaram os espancamentos diários como algo de normal e próprio da sua condição. Crêem firmemente numa suposta inferioridade, induzida desde a infância tenra por um circuito social que desculpa tais práticas no escudo do relativismo cultural. Aprendem a ser indefesas e a tolerar a violência como um enquadramento do seu papel na vida social.
Este conceito, que se pensa poder ser uma das origens de algumas das mais comuns e perigosas formas de depressão, designa-se “learned helplessness”, ou seja, qualquer coisa como “aprendizagem do vulnerabilidade absoluta” ou o “cultivo do indefeso”. No fundo é um processo pavloviano, e sendo o homem um animal de hábitos, como provavelmente serão todos os animais, esta ideia de inferioridade gera uma tristeza inultrapassável pelos próprios meios, indutora de estados depressivos e suas correspondentes consequências. As pessoas aprender a crer e a justificar a sua suposta inutilidade e ausência de valor, e agem com o despojamento próprio da ausência de amor próprio ou dignidade pessoal. Nestes cenários, a própria vida alcança preços bem baixos.
As pressões do mundo actual e a progressão do doutrina da meritocracia estão a desenvolver uma patologia que em breves anos será a segunda maleita mais incapacitante do mundo. Um clima de terror está instalado, traduzido em cargas de stress inimagináveis, ocultas por baixo da linguagem do progresso e da evolução, embora muito boa gente não aparente sequer saber para onde vai.
O distanciamento entre famílias é uma realidade, assim como entre as pessoas e os seus receptáculos de afeição e convivência. A ignorância de outros factores de existência que não assentem nas provas a dar em qualquer sector ou matéria são encaradas com reprovação e escárnio. A ideia não é aprender ou progredir no conhecimento. É ganhar. Vencer. A contemplação e humanismo simples são devorados pela aplicabilidade da teoria selectiva darwiniana. As flores de Yeates morrem, e as estatísticas assustam por meio minuto, acompanhadas pelas lágrimas de crocodilo próprias de sistemas políticos dominados pela insanidade de progressão para um objectivo raramente definido.
No Japão, suicidam-se mais de 30 000 pessoas por ano. Ali as pessoas não vão de férias com medo de serem substituídas ou engolidas pela máquina do utilitarismo puro. O stress e ansiedade são monstruosos e formam este cenário dantesco feito de números que cinco minutos depois são prontamente substituídos pelo anúncio ao iogurte magro no qual a mulher esbelta e perfeita, de pele bronzeada e olhos cobiçosos faz a apologia da vida em prol da saúde e da defesa do individuo. Tecem-se encómios ao crescimento e poder económico, mas as mortes ficam como uma espécie de mal necessário, o preço do ideal. São as peças de desgaste que a engrenagem rejeita para prosseguir na sua caminhada circular e sem alcance.
A tristeza mata. Directa ou indirectamente, mas os dados começam a ser irrefutáveis. E é a comunidade médica e cientifica a concluí-lo, ao falar em epidemia mundial. Portugal não está isento de incidência ou de responsabilidades, embora detenha em grande medida um olhar sobranceiro e desconfiado relativamente a estes fenómenos.
Cada um dos mundos pessoais e interiores é terrivelmente único, provavelmente susceptível e necessitado de uma adaptação interpretativa. Porque as explicações, por vezes, são tão despidas de forma interpretável à semelhança da imaginação própria da unicidade de cada pessoa. Como dizia uma amiga minha, "por vezes as coisas são demasiado pessoais para fazerem sentido". Mas isso não significa que podem ou devem morrer encarceradas.
Assim testemunhava uma outra vítima do “mal obscuro”:
Na vida, para mim, não há deleite.
Ando a chorar convulsa noite e dia...
E não tenho uma sombra fugidia
Onde poise a cabeça, onde me deite!
E nem flor de lilás tenho que enfeite
A minha atroz, imensa nostalgia!...
A minha pobre mãe tão branca e fria
Deu-me a beber a mágoa no seu leite!
Florbela Espanca
Paul Thomas Anderson, numa entrevista a propósito de Magnólia, quando um jornalista o acusou de ter realizado um filme moral, disse somente que não entendia a acusação, quando ele tinha feito um filme na tentativa de demonstrar que provavelmente não andamos a fazer o que deviamos uns pelos outros. Mas devíamos fazer. Pelo menos o mínimo. Não se trata de moralização. Trata-se de sobrevivência.
Eu, com honesta esperança, subscrevo,

