Os sonhos com qualquer manifestação de beleza feminina são um problema.
Ocasionalmente damos com eles... e estamos bem despertos.
O nosso inconsciente não percebe o que constitui um claro conflito de interesses.
Nem para nós somos bons, sinceramente...
ESTAÇÕES DIFERENTES
"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."
Stephen King - "Different Seasons"
Partilhar informação @ estacoesdiferentes@gmail.com
Stephen King - "Different Seasons"
Partilhar informação @ estacoesdiferentes@gmail.com
quinta-feira, maio 12, 2005

É um habito da malta portuguesa, com certeza.
Háuma lógica na intimidação que preclude a ideia do são e honesto confronto.
A intimidação, pela ilicitude do desiquilibrio, mostra uma dupla face. A tentação do poder, e a emergência de vinganças passadas.
Sim, porque como me disse um amigo meu, a maldade é uma puta rodada, mas que nem por isso deixa de ser subtil.
Além disso, a intimidação é fácil, e só se torna eficaz quando o confronto de forças não presume qualquer competição honesta. E como tudo o que é excessivamente fácil, ou não tem qualidade, ou cedo ou tarde dá asneira...
ESPANTO, UM OCEANO DE BABA E EGO NAS IMEDIAÇÕES DE URANO...
Meus amigos, por alguma razão, ou várias que desconheço, a fantástica Charlotte, dona e senhora do excelente e até por vezes intimidante Bomba Inteligente resolveu dar destaque a este estaminé e consequentemente, a este vosso amigo.
Meus amigos, por alguma razão, ou várias que desconheço, a fantástica Charlotte, dona e senhora do excelente e até por vezes intimidante Bomba Inteligente resolveu dar destaque a este estaminé e consequentemente, a este vosso amigo.
Não, não vou ser elegante e deixar de dizer que não caibo em mim de surpreso e obviamente agradado por esta distinção feita por um dos melhores e mais inteligentes locais da blogosfera. Nem vou negar com uma deferência simpática que é precisamente este tipo de situações que compensam a manutenção de um blog. Quem escreve gosta de ser lido. Simple as that.
Mas daí a saber a razão exacta pela qual fui parar ao destaque, há uma considerável diferença. Mas também não me cabe a mim decifrá-la. Mesmo que conseguisse.
Obrigado querida Charlotte, por este gesto. Nem sempre estamos de acordo, mas que piada teria se assim fosse?
A todos quantos cá venham parar, aos visitantes e amigos regulares, só espero que continue a valer a pena dar cá um pulo.
Como diria Kurt Vonnegutt, "And so it goes"...
Grande e agradecido Abraço a todos
SK

Deixem-me dizer-vos uma ou duas coisas acerca da minha família nuclear.
Acerca do meu pai e mãe.
Em meio a tanta conturbação relacinal que se testemunha, os meus pais criaram uma referência esperançosa. Mostraram como se aldraba o tempo, com truques e segredos que só a eles pertencem, e reinventam na sua simplicidade uma progressão de tempo quando a vida necessariamente entra em velocidade de cruzeiro.
A discordância apenas redundou em liberdade. Liberdade de pensamente nunca ausente de disciplina. Disciplina assente na idolatria do respeito e consideração pelo próximo.
Os meus pais estão juntos há 37 anos, e mostram com a graciosidade de quem teve uma sorte incontestável e gloriosa, que por vezes o impensável pode acontecer. Que duas pessoas existem melhorando apenas quem e o que está á sua volta, e em consequência disso nunca granjearam a aprovação ou o poder de outro tipo de conquistas.
Aos meus pais que me salvaram a vida em vários momentos de minutos feitos, e que ao fazê-lo mostraram que certas coisas não se aprendem. Os meus pais não se tornaram no que para mim foram e são. Eles existem como tal desde sempre. E falar de orgulho é fazer-lhe a parca justiça de quem os admira com mil perguntas a mais em cada mão, e tanta mais ignorância relativa á forma de (saber)viver.
Não agradeço vezes suficientes, porque não o sei fazer, e eles não merecem tão pouca justiça feita. Mas crio em mim a referência que me dão desde sempre, como uma espécie de lógica emocional da simplicidade dos afectos. Como aquilo que fazemos, porque gostamos, passa por uma medida de respeito até na discordância. No verdadeiro crescimento.
Por isso deixem-me dizer uma ou duas coisas acerca dos meus pais.
Quem me dera conseguir dizer-lhes na medida em que lhes fizesse justiça.
Quem me dera saber viver com metade da mestria que lhes sai natural, sendo quem são, e criando-me a esperança de que certas coisas são possíveis.
Não é essa a tarefa de qualquer pai?
Demonstrar que o que a vida poderia eventualmente ser?
Que o impo´ssível até acontece, de quando em vez?
quarta-feira, maio 11, 2005
Dizem que uma vez divididos, não há nada a subtrair.
É um pouco como restabelecer a nossa identidade a partir das coisas que nos reconhecemos. Como prática onanista, padece precisamente do mesmo problema. A auto-suficiência, a longo prazo, é uma falácia.
Bem sei que existe uma espécie de louvor omnipresente à identidade e ao isolamento como formas de reforço da auto-confiança ou do valor próprio. Mas a verdade parece-me clara.
A outra face da auto-suficiencia é um corredor de fundo que cedo ou tarde apanha toda a gente. E ao fazê-lo, as conclusões, minadas pelo cansaço e silêncio, são toldadas até se tornarem um murmúrio inaudível.
E precisamente por isso que o protesto não é então ouvido, e tudo se precipita para um fim.
Feliz ou não, depende da reserva que não dividimos. Depende da ulterior massagem do futuro.
Depende de cada um, acho eu.
EXORCISMOS

You've got your ball
you've got your chain
tied to me tight tie me up again
who's got their claws
in you my friend
Into your heart I'll beat again
Sweet like candy to my soul
Sweet you rock
and sweet you roll
Lost for you I'm so lost for you
You come crash into me
And I come into you
I come into you
In a boys dream
In a boys dream
Touch your lips just so I know
In your eyes, love, it glows so
I'm bare boned and crazy for you
When you come crash
into me, baby
And I come into you
In a boys dream
In a boys dream
If I've gone overboard
Then I'm begging you
to forgive mein my haste
When I'm holding you so girl
close to me
Oh and you come crash
into me, babyAnd I come into you
Hike up your skirt a little more
and show the world to me
Hike up your skirt a little more
and show your world to me
In a boys dream.. In a boys dream
Oh I watch you there
through the window
And I stare at you
You wear nothing but you
wear it so well
tied up and twisted
the way I'd like to be
For you, for me, come crash
into me
Dave Matthews - "Crash"

You've got your ball
you've got your chain
tied to me tight tie me up again
who's got their claws
in you my friend
Into your heart I'll beat again
Sweet like candy to my soul
Sweet you rock
and sweet you roll
Lost for you I'm so lost for you
You come crash into me
And I come into you
I come into you
In a boys dream
In a boys dream
Touch your lips just so I know
In your eyes, love, it glows so
I'm bare boned and crazy for you
When you come crash
into me, baby
And I come into you
In a boys dream
In a boys dream
If I've gone overboard
Then I'm begging you
to forgive mein my haste
When I'm holding you so girl
close to me
Oh and you come crash
into me, babyAnd I come into you
Hike up your skirt a little more
and show the world to me
Hike up your skirt a little more
and show your world to me
In a boys dream.. In a boys dream
Oh I watch you there
through the window
And I stare at you
You wear nothing but you
wear it so well
tied up and twisted
the way I'd like to be
For you, for me, come crash
into me
Dave Matthews - "Crash"
Steve Nash é o MVP da NBA deste ano. Baixo, não é especialmente forte, nem salta grande coisa. Tem um controle de bola absolutamente espantoso, e um lançamento certeiro.
Um triunfo da garra, do talento para além do impensável e de uma mistura entre loucura, uma visão e inteligência para o jogo que talvez só seja comparável a esse grande mito que é Larry Bird.
Grande, grande, grande Steve Nash. É o segundo "estrangeiro" (Nash é canadiano) a ser galardoado com este troféu MVP, tendo sido precedido por Hakeem Olajuwon, para mim o melhor poste/centro/jogador5 de sempre da NBA.
Go Phoenix! Só por isto, seria engraçado vê-los ganhar este ano, mas não só. Jogam o basquetebol mais divertido e espectacular da liga.
terça-feira, maio 10, 2005
DAYDREAMING

Só falta um livro de W.H. Auden, a colecção "Sandman" do Neil Gaiman e o Slaughterhouse 5 debaixo do braço, uma roupa de Verão, e estar sentada numa esplanada a beber um Vodka Absolut "straight", enquanto espera pela reposição do American Beauty, do Big Fish no Monumental, ou do "Sonho de Uma Noite de Verão" no palácio de Queluz...

Só falta um livro de W.H. Auden, a colecção "Sandman" do Neil Gaiman e o Slaughterhouse 5 debaixo do braço, uma roupa de Verão, e estar sentada numa esplanada a beber um Vodka Absolut "straight", enquanto espera pela reposição do American Beauty, do Big Fish no Monumental, ou do "Sonho de Uma Noite de Verão" no palácio de Queluz...
SPORTING A UM PASSO E FINALMENTE UM IRMÃO
Ontem em Alvalade, com o meu irmão.
Como já vos tinha dito, tenho-o de volta, e neste momento, mais do que nunca, a presença, contributo e companhia são fundamentais, prazenteiras, e um alívio depois de cinco anos de ausência.
Os irmãos mais velhos podem significar conceitos dispares para cada pessoa, tendo em conta um historial feito de tantas coisas quantas as experiências partilhadas. A verdade é que normalmente se tornam uma referência, ainda que as diferenças sejam assinaláveis.
Mas de alguma forma, o seu retorno prova isso mesmo. Porque mais que a presença física, está em vias de retornar alguém que torna os locais melhores e diverte com o seu mau perder, teimosia de aço e auto-confiança inabalável.
É que sabem, nada disto lhe retira a humanidade e generosidade, não obstante as tentativas de anos a fio por parte tantos que o rodearam.
Não, não há paralelismos com o Sporting.
Mas ontem foi a primeira vez que fomos a um estádio, só os dois.
E muitas coisas que lá se passaram, não conseguiria explicar-vos.
Um dos meus blogs favoritos, o Barnabé , adoptou um sistema para os comentários que mais me parece um tiro no pé.
A obrigatoriedade de um sistema de registo, embora tenha a sua lógica, afasta muitos dos comentadores ocasionais, e alguns dos regulares, porque as pessoas simplesmente não estão para perder tempo a registar-se em algo que nem sabem bem o que é.
Não coloco em causa de forma alguma a ideia que assistiu a esta inovação, mas a eficácia parece-me duvidosa. Basta olhar para o número de participações nos posts, e constatar isso mesmo.
Amigos, vejam lá se mudam isso.
Um Abraço
SK
A obrigatoriedade de um sistema de registo, embora tenha a sua lógica, afasta muitos dos comentadores ocasionais, e alguns dos regulares, porque as pessoas simplesmente não estão para perder tempo a registar-se em algo que nem sabem bem o que é.
Não coloco em causa de forma alguma a ideia que assistiu a esta inovação, mas a eficácia parece-me duvidosa. Basta olhar para o número de participações nos posts, e constatar isso mesmo.
Amigos, vejam lá se mudam isso.
Um Abraço
SK
segunda-feira, maio 09, 2005
Por objectivos.
Dizia-me uma amiga que por vezes não temos outra solução que não seja regermo-nos por objectivos. Por indicadores.
Faz sentido. A progressão, ou a sensação de que estamos mesmo no seio desta, é o móbil de qualquer vida. Nada se compara a uma viagem. Ao deslocarmo-nos de um ponto para o outro. O conseguir, tornando-nos diferentes. Mais completos, infelizes, questionadores, ansiosos, cobiçosos.
Por objectivos.
É precisamente por isso que se é feliz a espaços. Porque as viagens também terminam, e há que constituir bagagem para a próxima.
A infelicidade é a ausência de bilhetes em cima da mesa.
A propósito do programa de ontem do Júlio Machado Vaz, recordo algumas das questões que sobrevieram à discussão que surgiu.
Falamos em modos diferentes de gostar das pessoas, e das traduções fácticas desses estados emocionais. No fundo, defende-se o relativismo necessário da formas de manifestação, como elemento necessário da diversidade intelectual.
No entanto pergunto-me até que tempo essa forma de amar, de conceder ao outro aquilo que somos nós, pode ser relativizado ao extremo, e colocado como uma escolha legítima.
Existirá mesmo uma total ausência referencial dos modos de gostar de uma pessoa?
Ou será a compatibilidade apenas uma lógica implacável, relativamente à qual nem vale a pena estabelecer directrizes?
Falamos em modos diferentes de gostar das pessoas, e das traduções fácticas desses estados emocionais. No fundo, defende-se o relativismo necessário da formas de manifestação, como elemento necessário da diversidade intelectual.
No entanto pergunto-me até que tempo essa forma de amar, de conceder ao outro aquilo que somos nós, pode ser relativizado ao extremo, e colocado como uma escolha legítima.
Existirá mesmo uma total ausência referencial dos modos de gostar de uma pessoa?
Ou será a compatibilidade apenas uma lógica implacável, relativamente à qual nem vale a pena estabelecer directrizes?
sábado, maio 07, 2005
Ao encontrar-me no rescaldo de um período de tempo durante o qual me certifiquei a cada instante da afeição que me une a uma série de pessoas, concluo que só posso esperar que as escolhas efectuadas por cada um se demonstrem em si mesmas como legítimas e justificadas.
Porque ao celebrar-se os sorrisos das pessoas de que se gosta, e aceitando a finitude necessária de alguns esforços, só é possível esperar que quem realmente os estime, entenda porque são feitos.
Que seja possível entender que os erros e más interpretações assentam numa teimosia muito clara. Pelas pessoas. Por algumas, pelo menos.
E que no fim, será isso que ao restar, definirá a potencialidade da vida como um circulo de objectivos.
Como um local antes visto, mas que nunca ficou igual.
Felizmente.
Felizmente.
sexta-feira, maio 06, 2005
Ao acordar hoje, reparei que existe já um cheiro a Verão no ar.... geejhr.. tieteitrjj...tzzrrr...zrrrmme.... (system overload.... warning! warning!...)
SPOOOOORTIIIIIING!!!!!!!!
Desculpem, mas hoje não é possível...
Vivam os heróis de Alvalade!!!!!!!
Se possível, a dobradinha malta!!!!!
Vamos a isso!!!!
SPOOOOORTIIIIIING!!!!!!!!
Desculpem, mas hoje não é possível...
Vivam os heróis de Alvalade!!!!!!!
Se possível, a dobradinha malta!!!!!
Vamos a isso!!!!
quinta-feira, maio 05, 2005
Um dos grandes problemas, e que sinceramente, obstam a que as relações entre as pessoas conheçam momentos mais risonhos, prende-se com a incapacidade de ajeitar a vingança ao crime cometido. A impunidade faz com que a infecção perdure, e a dor se torne viciada, antiga, traiçoeira. E essa impunidade vive na mente enquanto a esperança de retracção lá se mantiver. De nada adianta esquecer as falhas com que nos alvejam, se o senso de correcção não for minimamente restítuido.
É por isso que uma mão erguida no ar, em jeito de pedido de desculpas faz toda a diferença ao transformar o atrasado mental a quem somos capazes de abrir o crânio porque cruzou a faixa sem pisca, num tipo que, coitado, estava distraído e vendo a merda que fez, tenta remediá-la da única forma possível.
Parece simples, mas imaginem num segundo a quantidade de situações em que este gesto não é executado, e no que isso deriva. E depois certo tipo de raiva já não parece tão inexplicável...
As lógicas de vivência de cada um assentam nos seus pontos fracos.
Melhor dizendo, nas pontes contruidas para evitar os seus baixios e armadilhas.
O principal problema é a falibilidade de certas estratégias, porque se o medo é um constritor de vida, a antecipação é a inércia auto-infligida.
O anseio de chegar lá, de fazer as coisas de maneira diferente, de tornar o dia a dia em algo absolutamente divergente da lógica de progressão uniforme depende de um esforço de transformação.
E que busca magnífica essa! Que lógica dolorosa na sua praticabilidade, mas necessária na sua essência!Porque sinceramente, safarmo-nos do ambiente que a sobrevivência nos cria, só se torna possível pela materalização imaginativa de pequenas loucuras, e a desarrumação do quarto interno.
E isto porque se não podemos arder como o fogo florestal que sentimos, temos de queimar a espaços.
Para estar vivos.
Melhor dizendo, nas pontes contruidas para evitar os seus baixios e armadilhas.
O principal problema é a falibilidade de certas estratégias, porque se o medo é um constritor de vida, a antecipação é a inércia auto-infligida.
O anseio de chegar lá, de fazer as coisas de maneira diferente, de tornar o dia a dia em algo absolutamente divergente da lógica de progressão uniforme depende de um esforço de transformação.
E que busca magnífica essa! Que lógica dolorosa na sua praticabilidade, mas necessária na sua essência!Porque sinceramente, safarmo-nos do ambiente que a sobrevivência nos cria, só se torna possível pela materalização imaginativa de pequenas loucuras, e a desarrumação do quarto interno.
E isto porque se não podemos arder como o fogo florestal que sentimos, temos de queimar a espaços.
Para estar vivos.
"When you think of the huge uninterrupted success of a book like Don Quixote, you're bound to realize that if humankind have not yet finished being revenged, by sheer laughter, for being let down in their greatest hope, it is because that hope was cherished so long and lay so deep!"
Georges Bernanos (1888-1948)
Georges Bernanos (1888-1948)
quarta-feira, maio 04, 2005
Respondendo a um questionário para o qual não fui convidado:
Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
Vários. Deve ser da minha esquizofrenia paranóica, mas não me consigo cingir a só um livro.
Gostava de ser "A Odisseia" de Homero, "A Agressão" do Konrad Lorenz, "O Corpo" do Stephen King (grande admirador de Bradbury, diga-se) e o "Midsummer Night's Dream" do Shakespeare. Mas há mais com certeza...
Já alguma vez ficaste apanhado por uma personagem de ficção?
Sim. Várias. Mais até em filmes que em livros. Clementine do "Eternal Sunshine of the Spotless Mind", por exemplo. Ewoyn do Senhor dos Anéis. enfim...
Qual foi o último livro que compraste?
"Slaughterhouse 5" - Kurt Vonnegut
Que livros estás a ler?
"Slaughterhouse 5" - Kurt Vonnegut, "The Heavenly Bones" - Alice Sebold, e toda a colecção das Sandman Chronicles do Neil Gaiman
Que cinco livros levarias para uma ilha deserta?
Preferia levar pessoas... e já agora, um barco a motor porque isto das férias eternas é um grande mito... somos mais papalagui do que queremos admitir...
A que três pessoas vais passar este testemunho?
Ao Bird, à Lisa e à Sara
Desengomem-se amigos...
Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
Vários. Deve ser da minha esquizofrenia paranóica, mas não me consigo cingir a só um livro.
Gostava de ser "A Odisseia" de Homero, "A Agressão" do Konrad Lorenz, "O Corpo" do Stephen King (grande admirador de Bradbury, diga-se) e o "Midsummer Night's Dream" do Shakespeare. Mas há mais com certeza...
Já alguma vez ficaste apanhado por uma personagem de ficção?
Sim. Várias. Mais até em filmes que em livros. Clementine do "Eternal Sunshine of the Spotless Mind", por exemplo. Ewoyn do Senhor dos Anéis. enfim...
Qual foi o último livro que compraste?
"Slaughterhouse 5" - Kurt Vonnegut
Que livros estás a ler?
"Slaughterhouse 5" - Kurt Vonnegut, "The Heavenly Bones" - Alice Sebold, e toda a colecção das Sandman Chronicles do Neil Gaiman
Que cinco livros levarias para uma ilha deserta?
Preferia levar pessoas... e já agora, um barco a motor porque isto das férias eternas é um grande mito... somos mais papalagui do que queremos admitir...
A que três pessoas vais passar este testemunho?
Ao Bird, à Lisa e à Sara
Desengomem-se amigos...
terça-feira, maio 03, 2005
Slow Tango
on the sixth day
when the word came
we began our journey
we would not break the promise
lonelyhasten to the shore line
just in time to see them sail away
all the times when we lay sleepless
and the weather made no sense
challenge your hands
to capture these landscapes,holy days,
landscapes of dunes and red skies
there is only one horizon
rolling thunder this wilderness
so lonely tangled up forever
hold me for a while my love,
I can hardly hear you
heal me, feel my love
so I find your breast against mine
is this the slow tango
I have no regrets, my love
I let you press I forget the rest
but I feel it like the rushing dove
that beats against the hands of time
with pounding heart again
is this the slow tango?
I have no regrets, my love
Jane Siberry
Parte da banda sonora de Faraway so Close de Win Wenders, é provavelmente das mais excruciantes e fantasmagóricas canções que já pude ouvir. E das mais belas, acrescente-se.
on the sixth day
when the word came
we began our journey
we would not break the promise
lonelyhasten to the shore line
just in time to see them sail away
all the times when we lay sleepless
and the weather made no sense
challenge your hands
to capture these landscapes,holy days,
landscapes of dunes and red skies
there is only one horizon
rolling thunder this wilderness
so lonely tangled up forever
hold me for a while my love,
I can hardly hear you
heal me, feel my love
so I find your breast against mine
is this the slow tango
I have no regrets, my love
I let you press I forget the rest
but I feel it like the rushing dove
that beats against the hands of time
with pounding heart again
is this the slow tango?
I have no regrets, my love
Jane Siberry
Parte da banda sonora de Faraway so Close de Win Wenders, é provavelmente das mais excruciantes e fantasmagóricas canções que já pude ouvir. E das mais belas, acrescente-se.
segunda-feira, maio 02, 2005
Medo Real
Quinta das celebridadades, Juras de Amor.
Em casa dos meus pais, num jantar tardio, fui obrigado a deparar-me com isto enquanto a minha mãe tinha a caridade de me dar um jantar divinalmente cozinhado, para contrastar a cozinha simplificada e normalmente efectivada aqui pelo vosso amigo.
E chego à conclusão que nem Orwell nem Huxley tinham ideia do que realmente estaria para acontecer...
Quinta das celebridadades, Juras de Amor.
Em casa dos meus pais, num jantar tardio, fui obrigado a deparar-me com isto enquanto a minha mãe tinha a caridade de me dar um jantar divinalmente cozinhado, para contrastar a cozinha simplificada e normalmente efectivada aqui pelo vosso amigo.
E chego à conclusão que nem Orwell nem Huxley tinham ideia do que realmente estaria para acontecer...
Wishfull Thinking ....
Leaves are falling all around,
It’s time I was on my way.
Thanks to you, I’m much obliged
For such a pleasant stay.
But now it’s time for me to go,
The autumn moon lights my way.
For now I smell the rain,And with it pain,
And it’s headed my way.
Ah, sometimes I grow so tired,
But I know I’ve got one thing I got to do,
Ramble on,
And now’s the time, the time is now
To sing my song.
I’m goin’ ’round the world,I got to find my girl, on my way.
I’ve been this way ten years to the day, ramble on,
Gotta find the queen of all my dreams.
Got no time to for spreadin’ roots,
The time has come to be gone.
And tho’ our health we drank a thousand times,
It’s time to ramble on.
Ramble on,
And now’s the time, the time is now
To sing my song.
I’m goin’ ’round the world,I got to find my girl, on my way.
I’ve been this way ten years to the day, ramble on,
Gotta find the queen of all my dreams.
I ain’t tellin’ no lie.
Mine’s a tale that can’t be told,My freedom I hold dear;
How years ago in days of old
When magic filled the air,
T’was in the darkest depths of mordor
I met a girl so fair,
But gollum, and the evil one crept up
And slipped away with her.
Her, her....yea.
Ain’t nothing I can do, no.
Ramble on,
And now’s the time, the time is now
To sing my song.
I’m goin’ ’round the world,I got to find my girl, on my way.
I’ve been this way ten years to the day, ramble on,
Gotta find the queen of all my dreams.
Gonna ramble on, sing my song
Gotta keep-a-searchin’ for my baby...
Gonna work my way, round the world
I can’t stop this feelin’ in my heart
Gotta keep searchin’ for my baby
I can’t find my bluebird!
I’d listen to my bluebird sing but
I can’t find my blue bird
A-keep-a ramblin’ baby...
Led Zeppelin - "Ramble On"
Leaves are falling all around,
It’s time I was on my way.
Thanks to you, I’m much obliged
For such a pleasant stay.
But now it’s time for me to go,
The autumn moon lights my way.
For now I smell the rain,And with it pain,
And it’s headed my way.
Ah, sometimes I grow so tired,
But I know I’ve got one thing I got to do,
Ramble on,
And now’s the time, the time is now
To sing my song.
I’m goin’ ’round the world,I got to find my girl, on my way.
I’ve been this way ten years to the day, ramble on,
Gotta find the queen of all my dreams.
Got no time to for spreadin’ roots,
The time has come to be gone.
And tho’ our health we drank a thousand times,
It’s time to ramble on.
Ramble on,
And now’s the time, the time is now
To sing my song.
I’m goin’ ’round the world,I got to find my girl, on my way.
I’ve been this way ten years to the day, ramble on,
Gotta find the queen of all my dreams.
I ain’t tellin’ no lie.
Mine’s a tale that can’t be told,My freedom I hold dear;
How years ago in days of old
When magic filled the air,
T’was in the darkest depths of mordor
I met a girl so fair,
But gollum, and the evil one crept up
And slipped away with her.
Her, her....yea.
Ain’t nothing I can do, no.
Ramble on,
And now’s the time, the time is now
To sing my song.
I’m goin’ ’round the world,I got to find my girl, on my way.
I’ve been this way ten years to the day, ramble on,
Gotta find the queen of all my dreams.
Gonna ramble on, sing my song
Gotta keep-a-searchin’ for my baby...
Gonna work my way, round the world
I can’t stop this feelin’ in my heart
Gotta keep searchin’ for my baby
I can’t find my bluebird!
I’d listen to my bluebird sing but
I can’t find my blue bird
A-keep-a ramblin’ baby...
Led Zeppelin - "Ramble On"
Parece simples, quando se sabe fazer...
O infeliz destino da swastika
A cruz "swastika" é mais uma das inumeras vítimas inocentes do regime nazi.
A cruz "swastika" é mais uma das inumeras vítimas inocentes do regime nazi.
Originária do budismo, representa os quatros elementos, e antes do 3º Reich, estava relacionada com prosperidade e boa sorte...
É caso para dizer que se trata de um símbolo que embora tenha sido injustamente associado a um repugnante regime e período da História, nunca mais se livrará da conotação que lhe está associada...
À morte de pessoas, juntou-se a morte de um simbolo e um conceito.
sexta-feira, abril 29, 2005
Afinal não percebo nada.
É complicado chegar a uma idade em que julgamos estar a entrar pelo portal da maturidade mínima, em que tudo deveria tornar-se supostamente menos confuso. Em que se calhar olhamos para um terço das nossas palavras e convicções com alguma segurança, porque a experiência de vida assim o permitiu.Como qualquer combatente, olhamos para as cicatrizes e julgamos que cada traço na pele tem uma justificação.
Olhamos para os instantes em que o mundo desabou no interior da nossa mente, e julgamos que cada etapa dolorosa se deveu apenas a um esquema de progressão direccionado a um claro sentido para as coisas. E então percebo que não percebo nada. Que o relativismo, do qual sou defensor por ser uma forma de elasticidade da mente, vai no entanto demasiado longe. Entendo que o sentido achado para conceitos supostamente fundamentais assenta apenas e só na forma como eles podem ser adaptáveis a cada um, e isso quebra a ilusao de uma concha de humanidade que julgava inatacável. É um erro meu, claro.
A perseguição aos fantasmas próprios assenta numa percepção de alguns limites, julgava eu. Mas percebo então que não percebo nada, e que talvez seja tudo apenas um golpe de sorte.
A dormência da consciência produz o essencial do cinismo. É a anestesia necessária antes que se enlouqueça pelo relativismo, já que a crença, essa, não é opcional. Como não a jogo fora, fica no plano dos conceitos.
Viva, mas adormecida.
E tão cheia de perguntas incómodas... :)
quinta-feira, abril 28, 2005
As coisas só ganham a importância que têm, quando lha atribuímos.
Irracionalidades ou não, essa é uma verdade inquestionável.
Assim sendo, e embora possa parecer uma solução radical, a estratégia está em verificar cada aspecto luminoso da realidade, desligar o nosso foco de luz negra, e pensar que se existe um sentido inerente para as coisas, ou um plano determinista que desconhecemos, ele cedo ou tarde revelar-se-á.
O drama e a graça de ser agnóstico, é não duvidar da eficácia desse plano, mas sim da sua efectiva existência.
Quando se crê através de perguntas, o mundo é de facto muito diferente...
POIS...
"What do women want, my God, what do they want? What does a woman want."
Sigmund Freud (1856-1939)
Como não faço ideia, e esse estado aumenta cada vez mais, prefiro outro dos aforismos de Freud acerca do mesmo conceito, que me aprece bem acertado...
"Flowers are restful to look at. They have neither emotions nor conflicts."
Só falta saber onde andam as que podem ser colhidas. E já agora quais as ferramentas de jardinagem...
"What do women want, my God, what do they want? What does a woman want."
Sigmund Freud (1856-1939)
Como não faço ideia, e esse estado aumenta cada vez mais, prefiro outro dos aforismos de Freud acerca do mesmo conceito, que me aprece bem acertado...
"Flowers are restful to look at. They have neither emotions nor conflicts."
Só falta saber onde andam as que podem ser colhidas. E já agora quais as ferramentas de jardinagem...
terça-feira, abril 26, 2005
GIVE ME LOVE - SO THAT I CAN START AGAIN
BE THE ONE - SO THAT I CAN START AGAINTRAVEL THE WORLD - SO THAT I CAN RUN AGAIN
BE SOMEONE - SO I CAN BELIEVE AGAIN
TRUE LOVE COMES AROUND
TRUE LOVE COMES AROUND
GIVE ME WORDS - SO THAT I CAN GIVE YOU MINE
TEACH ME SOME - SO THAT I CAN BELIEVE YOUR LIES
TRAVEL THE WORLD - SO THAT I CAN MOVE AGAIN
BE SOMEONE - SO THAT I CAN SEE YOU AGAIN
TRUE LOVE COMES AROUND
TRUE LOVE COMES AROUND
TRUE LOVE COMES AROUND
TRUE LOVE COMES AROUND
WE REMAIN THE SAME... AHH.. AHH..
WE REMAIN THE SAME... AHH.. AHH..
(chorus)TRUE LOVE COMES AROUNDT
RUE LOVE COMES AROUND
TRUE LOVE COMES AROUND
TRUE LOVE COMES AROUND
MUSICA/LETRA : MIGUEL FONSECA, PEDRO GALHOZ, RUI BERTON, LUIS CUSTODIO
"Around" dos Plastica
Que grande faixa, num grande álbum!
Acho que as pessoas realmente não se entendem. Consigo mesmas, com os outros, com as lógicas que encontram, com as dificuldades que as tolhem. Existem demasiados entraves a uma forma escorreita de posicionar a vida, e consequencialmente, ao que designamos de fundamentos.
Existem algumas pessoas que prezam o facto de estar sozinhas. E atenção, atente-se. Não se trata de estar sem família ou amigos. Fala-se de uma espécie de celibato divertido e supostamente libertador, no qual, pelos vistos, é suposto proceder-se a uma purificação do ser até atingir uma qualquer harmonia que depois deriva em quê?
No óbvio retomar da corrida, com os seus riscos inerentes, com os temores de vitórias e derrotas feitas de um guinar mais agudo do volante.
Sim, porque estas coisas de afectos, amores, e quejandos é em tudo semelhante a uma corrida de Stock-Cars. Anda-se a alta velocidade, numa trajectória emocionante, em direcção a triunfos vários. Mas basta uma aceleração a mais, uma má travagem, uma desatenção ao volante, e os estragos podem ser impensáveis. Estraçalha-se tudo num meio segundo, lançando muitas coisas á distância.
Posto isto, eu pergunto-me.
Claro que existe uma logica de exigência, e essa pode prender-se com algo que já se indentificou e se busca, ou com uma qualificação mais ou menos abstracta de essencialidades indispensáveis.
Mas onde raios é que está a virtude de estar sozinho? Onde é que reside esse bem supremo em partilhar a casa própria com o vazio e o silêncio? Em deixar de viver coisas aparentemente pequenas com a companhia de alguém, pelo simples prazer de estar junto a outro ser humano que nos diz algo, que resolver partilhar algo connosco?
Há alguma dignidade em estar só. Em viver bem consigo mesmo.
Ah sim?
Qual?
Segundo o que me parece, a solidão vai comendo a pessoa a pouco e pouco, tolhendo as suas espontaneidades até á irascibilidade.
Entrar numa casa dias a fio e escutar apenas o silêncio entrecortado com o barulho das chaves em cima de uma mesa, ou o ruido dos passos, ou mesmo o som da própria respiração, é o suficiente para colocar toda esta teoria dos benefícios da solidão em cheque.
E caraças, quanto mais não seja, porque gostar é daquelas coisas que faz bem. Especialmente ao darmos o melhor, porque nos tornamos, julgo eu, algo mais próximo ao que desejamos ser e sentir.
Sinceramente, não vejo qualquer benefício na solidão purificadora.
Entendo que exista, mas na minha óptica, só incrementa as dificuldades.
A não ser que se viva para outra coisa que não si próprio.
Para os pragmatismos que vencem pelo cansaço e senso de caça e progressão. E ainda assim, as coisas não são fáceis, e cedo ou tarde os triunfos dessa espécie soam precisamente a passos num imenso soalho de uma casa e vida vazias. ("rosebud"? Talvez...)
Por vezes não temos outra opção senão procurar, ou esperar, ou mudar. E há que fazê-lo numa espécie de destacamento do resto do mundo, embora sempre misturado com a sua estrutura.
Mas a manutenção de exigências não deve afastá-lo.
É perigoso, e na maior parte das vezes, inútil...
Julgo eu.
Já lá estou há muito tempo, e não me parece ser possível de nenhuma outra forma...
sexta-feira, abril 22, 2005
Uma amiga minha disse-me, há um tempo, que as pessoas acabam por encontrar-se.
Como bom agnóstico que sou, nunca fui adepto do fatalismo, porque acho que podemos sempre dar a volta ao texto.
E além disso, até que ponto é que essa noção não nos lança numa lógica espartilhada de vida?
E como é que as encontramos, já agora?
Como bom agnóstico que sou, nunca fui adepto do fatalismo, porque acho que podemos sempre dar a volta ao texto.
E além disso, até que ponto é que essa noção não nos lança numa lógica espartilhada de vida?
E como é que as encontramos, já agora?
Está para publicação, (em Portugal sabe-se lá quando), uma biografia de Robert Oppenheimer
Kalosmi lokaksaya krt pravrddho - "I am Death, the destroyer of worlds."
"Their book has such range that it connects a trauma that 14-year-old Robert experienced at summer camp with the self-destructive stoicism he would eventually demonstrate on the witness stand. "American Prometheus" is a work of voluminous scholarship and lucid insight, unifying its multifaceted portrait with a keen grasp of Oppenheimer's essential nature. What did he do upon finding himself in a Capitol Hill elevator with Senator Joseph McCarthy, the embodiment of Oppenheimer's comeuppance? "We looked at each other," the physicist told a friend, "and I winked."
"American Prometheus" sees the full implications of such a gesture: charm and bravado on the surface, Dostoyevskian darkness underneath. It traces Oppenheimer's arrogance to the kind of upbringing that would give him his own sloop at age 16 (he named it for a chemical compound) and lead one of the oral examiners of his doctoral thesis to say: "I got out of there just in time. He was beginning to ask me questions."
NY Times
Sim, esse mesmo.
A descobrir, especialmente para quem como eu, sabe pouco mais que o essencial da vox populi acerca deste homem.
Kalosmi lokaksaya krt pravrddho - "I am Death, the destroyer of worlds."
"Their book has such range that it connects a trauma that 14-year-old Robert experienced at summer camp with the self-destructive stoicism he would eventually demonstrate on the witness stand. "American Prometheus" is a work of voluminous scholarship and lucid insight, unifying its multifaceted portrait with a keen grasp of Oppenheimer's essential nature. What did he do upon finding himself in a Capitol Hill elevator with Senator Joseph McCarthy, the embodiment of Oppenheimer's comeuppance? "We looked at each other," the physicist told a friend, "and I winked."
"American Prometheus" sees the full implications of such a gesture: charm and bravado on the surface, Dostoyevskian darkness underneath. It traces Oppenheimer's arrogance to the kind of upbringing that would give him his own sloop at age 16 (he named it for a chemical compound) and lead one of the oral examiners of his doctoral thesis to say: "I got out of there just in time. He was beginning to ask me questions."
NY Times
Sim, esse mesmo.
A descobrir, especialmente para quem como eu, sabe pouco mais que o essencial da vox populi acerca deste homem.
Un Dia Feliz
César das Neves, Maria José Nogueira Pinto e toda a beatada (O Recém Eleito papa deve estar a passar-se dos carretos a esta altura) estará á beira da síncope cardíaca.
Espanha, esse bastião católico que já admitia a IVG, prepara-se para aprovar legislação tendente a permitir que pessoas do mesmo sexo possam viver em paz e comunhão, como é o seu direito legítimo enquanto cidadãos e seres humanos.
Aliás, ficam as palavras de uma representante do Governo Espanhol, que são elucidativas:
“É injusto ser um cidadão de segunda por causa do amor”, afirmou a deputada socialista Cármen Monton, sublinhando: “a Espanha junta-se agora à vanguarda daqueles que defendem total igualdade para os ‘gays’ e lésbicas”.
Em Espanha, além de nascerem três Linces Ibéricos, esta legislação está á beira de ser aprovada, acabando com um disparate preconceituoso que ainda grassa por grande parte da (demasiado velha a espaços) Europa fora.
Bolas, quando os dias começam assim, até temos medo que de um momento para o outro a realidade e instale.
E eis que um país mostra como pode ser grande!
E viva la España!!!!!
César das Neves, Maria José Nogueira Pinto e toda a beatada (O Recém Eleito papa deve estar a passar-se dos carretos a esta altura) estará á beira da síncope cardíaca.
Espanha, esse bastião católico que já admitia a IVG, prepara-se para aprovar legislação tendente a permitir que pessoas do mesmo sexo possam viver em paz e comunhão, como é o seu direito legítimo enquanto cidadãos e seres humanos.
Aliás, ficam as palavras de uma representante do Governo Espanhol, que são elucidativas:
“É injusto ser um cidadão de segunda por causa do amor”, afirmou a deputada socialista Cármen Monton, sublinhando: “a Espanha junta-se agora à vanguarda daqueles que defendem total igualdade para os ‘gays’ e lésbicas”.
Em Espanha, além de nascerem três Linces Ibéricos, esta legislação está á beira de ser aprovada, acabando com um disparate preconceituoso que ainda grassa por grande parte da (demasiado velha a espaços) Europa fora.
Bolas, quando os dias começam assim, até temos medo que de um momento para o outro a realidade e instale.
E eis que um país mostra como pode ser grande!
E viva la España!!!!!
São coisas destas que nos reconciliam com a vida.
Talvez fosse bom que alguns energúmenos, especialmente estilistas da nossa praça com nome de santa olhassem para isto e tivessem a vergonha que lhes falta!
Talvez fosse bom que alguns energúmenos, especialmente estilistas da nossa praça com nome de santa olhassem para isto e tivessem a vergonha que lhes falta!
quarta-feira, abril 20, 2005
"Having a clear faith, based on the creed of the church, is often labeled today as fundamentalism," he said at the Mass. "Whereas relativism, which is letting oneself be tossed and 'swept along by every wind of teaching,' looks like the only attitude acceptable to today's standards."
Cardinal Ratzinger has often criticized religious relativism, the belief - mistaken, he says - that all beliefs are equally true.
"We are moving toward a dictatorship of relativism which does not recognize anything as for certain and which has as its highest goal one's own ego and one's own desires," he added. "
NY Times de hoje.
Depois desta pequena amostra de "tolerância" e "humildade" por parte do novo papa, pouco mais há a dizer. Os factos falam por si.
Cardinal Ratzinger has often criticized religious relativism, the belief - mistaken, he says - that all beliefs are equally true.
"We are moving toward a dictatorship of relativism which does not recognize anything as for certain and which has as its highest goal one's own ego and one's own desires," he added. "
NY Times de hoje.
Depois desta pequena amostra de "tolerância" e "humildade" por parte do novo papa, pouco mais há a dizer. Os factos falam por si.
Pois é.
Ratzinger ou Bento XVI, a verdade é que o conservadorismo venceu, e a Igreja ameaça tornar-se ainda mais hermética do que durante o pontificado de João Paulo II.
Se fosse católico, estaria seriamente preocupado e algo aborrecido, porque este novo papa vai continuar na senda de afastamento do Concilio Vaticano II, e consequencialmente, do mundo como ele é hoje.
A ala dura e conservadora vai ditar as regras, e quem mais vai sofrer é quem realmente professar uma fé honesta e ecléctica, sabendo diferenciar entre a experiência (que deve ser excelente) de ter uma companhia divina, e o castramento do ser humano através de dogmas, que, no mínimo, são discutíveis.
Aos meus amigos católicos, desejo boa sorte, porque este artista alemão vai persistir em muita da asneirada que o precedeu.
Ratzinger ou Bento XVI, a verdade é que o conservadorismo venceu, e a Igreja ameaça tornar-se ainda mais hermética do que durante o pontificado de João Paulo II.
Se fosse católico, estaria seriamente preocupado e algo aborrecido, porque este novo papa vai continuar na senda de afastamento do Concilio Vaticano II, e consequencialmente, do mundo como ele é hoje.
A ala dura e conservadora vai ditar as regras, e quem mais vai sofrer é quem realmente professar uma fé honesta e ecléctica, sabendo diferenciar entre a experiência (que deve ser excelente) de ter uma companhia divina, e o castramento do ser humano através de dogmas, que, no mínimo, são discutíveis.
Aos meus amigos católicos, desejo boa sorte, porque este artista alemão vai persistir em muita da asneirada que o precedeu.
terça-feira, abril 19, 2005
Um cantor falava a certa altura, numa das suas letras, no crescimento dos pequenos crimes entre as pessoas. Como grãos de areia, soterram e matam pela quantidade, porque em si , como particulas sós, pouco sérios serão.
Mas como aparentam pouco sérios na individualidade, passam despercebidos pela parca ameaça que inspiram.
Os pequenos crimes podem também ser como moléculas, que constituem um tecido maior. Aquele que gera a irrecuperabilidade aparente, e que acaba por depender de uma lógica despojada para encontrar uma solução.
Aquela que assenta numa entrega que a espaços muito parcos, desafie a lógica.
Mas nada disto se pode pedir.
Nem se sabe de quem ou de que dependerá.
He wakes up in the morning
Does his teeth bite to eat and he's rolling
Never changes a thing
The week ends the week begins
She thinks, we look at each other
Wondering what the other is thinking
But we never say a thing
These crimes between us grow deeper
Goes to visit his mommy
She feeds him well his concerns
He forgets them
And remembers being small
Playing under the table and dreaming
Take these chances
Place them in a box until a quieter time
Lights down, you up and die
Driving in on this highway
All these cars and upon the sidewalk
People in every direction
No words exchanged
No time to exchange
And all the little ants are marching
Red and black antennas waving
They all do it the sameThey all do it the same way
Candyman tempting the thoughts of a
Sweet tooth tortured by the weight loss
Program cutting the corners
Loose end, loose end, cut, cut
On the fence, could not to offend
Cut, cut, cut, cut
Take these chances
Place them in a box until a quieter time
Lights down, you up and die
Ants Marching - Dave Matthews
Mas como aparentam pouco sérios na individualidade, passam despercebidos pela parca ameaça que inspiram.
Os pequenos crimes podem também ser como moléculas, que constituem um tecido maior. Aquele que gera a irrecuperabilidade aparente, e que acaba por depender de uma lógica despojada para encontrar uma solução.
Aquela que assenta numa entrega que a espaços muito parcos, desafie a lógica.
Mas nada disto se pode pedir.
Nem se sabe de quem ou de que dependerá.
He wakes up in the morning
Does his teeth bite to eat and he's rolling
Never changes a thing
The week ends the week begins
She thinks, we look at each other
Wondering what the other is thinking
But we never say a thing
These crimes between us grow deeper
Goes to visit his mommy
She feeds him well his concerns
He forgets them
And remembers being small
Playing under the table and dreaming
Take these chances
Place them in a box until a quieter time
Lights down, you up and die
Driving in on this highway
All these cars and upon the sidewalk
People in every direction
No words exchanged
No time to exchange
And all the little ants are marching
Red and black antennas waving
They all do it the sameThey all do it the same way
Candyman tempting the thoughts of a
Sweet tooth tortured by the weight loss
Program cutting the corners
Loose end, loose end, cut, cut
On the fence, could not to offend
Cut, cut, cut, cut
Take these chances
Place them in a box until a quieter time
Lights down, you up and die
Ants Marching - Dave Matthews
A despreocupação que permite seguir em frente sem hesitação, é o sintoma dos homens seguros e das felicidades de tal forma embrenhadas no quotidiano que chegam a ficar maravilhosamente esquecidas. Porque fazem parte da estrutura pessoal, porque assentam no que é de tal forma natural como colocar um pé à frente do outro quando se anda, ou encher o peito para respirar.
Essas felicidades não são dispiciendas, e podem transformar-se em fantasmas teimosos em eterno desassossego.
E pensamos esquecer-nos delas quando tudo volta, numa pequena vingança irónica do circulo de que são feitas todas as vidas.
Essas felicidades não são dispiciendas, e podem transformar-se em fantasmas teimosos em eterno desassossego.
E pensamos esquecer-nos delas quando tudo volta, numa pequena vingança irónica do circulo de que são feitas todas as vidas.
A despreocupação que permite seguir em frente sem hesitação, é o sintoma dos homens seguros e das felicidades de tal forma embrenhadas no quotidiano que chegam a ficar maravilhosamente esquecidas. Porque fazem parte da estrutura pessoal, porque assentam no que é de tal forma natural como colocar um pé à frente do outro quando se anda, ou encher o peito para respirar.
Essas felicidades não são dispiciendas, e podem transformar-se em fantasmas teimosos em eterno desassossego.
E pensamos esquecer-nos delas quando tudo volta, numa pequena vingança irónica do circulo de que são feitas todas as vidas.
Essas felicidades não são dispiciendas, e podem transformar-se em fantasmas teimosos em eterno desassossego.
E pensamos esquecer-nos delas quando tudo volta, numa pequena vingança irónica do circulo de que são feitas todas as vidas.
SOLIDÃO E MEDO
"Arguably, the oldest and strongest emotion of mankind isn't fear. The first emotional state, if you consult the Bible, appears to be loneliness. After a day naming the animals, Adam is willing to give up one of his brand-new ribs for a little companionship, and the heroes of Lovecraft stories are similarly bereft. "
Daniel Handler - Acerca de Lovecraf
"Arguably, the oldest and strongest emotion of mankind isn't fear. The first emotional state, if you consult the Bible, appears to be loneliness. After a day naming the animals, Adam is willing to give up one of his brand-new ribs for a little companionship, and the heroes of Lovecraft stories are similarly bereft. "
Daniel Handler - Acerca de Lovecraf
segunda-feira, abril 18, 2005
O alento é uma intenção simples.
Está radicado na forma como enfrentamos a nossa própria capacidade de reacção.
E sendo que cada vez se torna mais complicado fazê-lo, resta-nos os instantes em que o corpo nos poupa, e nos quais somos lançados pela própria imaginação em busca do que criamos por esperança.
Nesse entretanto, encontramos sinais de coragens inauditas. Feitos carne e sangue, que nos sorriem despojados de tudo que não seja a simplicidade do que têm para dar.
É por isso que ocasionalmente danço com pés de chumbo e ancas pregadas ao solo.
Que desenho com dedos partidos.
Que corro sem respirar.
O alento é uma intenção simples.
A coragem é mais complicada...
Está radicado na forma como enfrentamos a nossa própria capacidade de reacção.
E sendo que cada vez se torna mais complicado fazê-lo, resta-nos os instantes em que o corpo nos poupa, e nos quais somos lançados pela própria imaginação em busca do que criamos por esperança.
Nesse entretanto, encontramos sinais de coragens inauditas. Feitos carne e sangue, que nos sorriem despojados de tudo que não seja a simplicidade do que têm para dar.
É por isso que ocasionalmente danço com pés de chumbo e ancas pregadas ao solo.
Que desenho com dedos partidos.
Que corro sem respirar.
O alento é uma intenção simples.
A coragem é mais complicada...
Tonight I'm tangled in my blanket of clouds
dreaming aloud
things just won't do without you
matter of fact
I'm on your back
if you walk out on me
I'm walking after you
if you'd accept surrender
I'll give up some more
weren't you adored
I cannot be without you
matter of fact
I'm on your back
if you walk out on me
I'm walking after you
another heart cracked in two
I'm on your back
Foo Fighters - Walk After You
dreaming aloud
things just won't do without you
matter of fact
I'm on your back
if you walk out on me
I'm walking after you
if you'd accept surrender
I'll give up some more
weren't you adored
I cannot be without you
matter of fact
I'm on your back
if you walk out on me
I'm walking after you
another heart cracked in two
I'm on your back
Foo Fighters - Walk After You
sexta-feira, abril 15, 2005
Bem sei que não se deve transcrever artigos inteiros de jornais, mas isto só lido. Especialmente as partes sublinhadas.
O dia já havia começado triste.
A tendência é para piorar, e com coisas destas, apetece mesmo é ir viver para o Tibete, no meio das cabras...
Standing Up After Fearing Standing Out
By JULIET MACUR
Published: April 15, 2005
By JULIET MACUR
Published: April 15, 2005
NY TIMES de hoje
LOOMBURG, Tex., April 14
LOOMBURG, Tex., April 14
In this rural East Texas town, where news spreads among the 375 residents through phone calls and gossip-gathering trips to the Shell Mart, Merry Stephens knew the rumors about her.
Stephens is a lesbian, the townsfolk whispered.
Though it was true, Stephens denied it for five years while she was the coach of a championship high school basketball team in Bloomburg, afraid the truth would cost her a job.
Last December, the board of the Bloomburg Independent School District, in a 4-3 vote, began proceedings to fire Stephens for what she said was homophobia veiled as unfounded allegations of insubordination. She was put on administrative leave.
Stephens contested the charges, calling in lawyers from the Texas State Teachers Association and the National Center for Lesbian Rights, and last week she agreed to a settlement with the school district on condition that she refrain from further legal action.
The district will buy out the last two years of Stephens's contract, amounting to about $100,000, one of her lawyers said.
"The school board expected me to pack up and get out of Dodge," Stephens, 39, said. "But I couldn't let them do that to me and humiliate me anymore. I couldn't let them win just because they think it's their duty to rid the world of lesbians."
The case has split the town while underscoring a growing willingness among people on both sides of the issue nationally to speak out.
Helen Carroll, the coordinator for the Homophobia in Sports Project of the National Center for Lesbian Rights, said that lesbian coaches have been quietly pushed out of their jobs for decades, but that the days of coaches slinking out of town are coming to an end.
She said that lesbian coaches are increasingly empowered by role models who have stood up for themselves.
Carroll said there also was an opposing trend. "There is a firm religious group in this country that has been supported by our government that says we think it's fundamentally wrong to be gay or lesbian," she said. "That gives some people unspoken permission to try to keep gays and lesbians out of coaching, no-holds-barred."
In 1999, Stephens, who grew up in a small town in Arkansas, started coaching at the Bloomburg Independent School District, which is only one building, kindergarten through 12th grade, and last year had 264 students.
The next year, she moved from nearby Longview into Bloomburg, about 25 miles south of Texarkana, Tex.
Most townspeople work at the paper mill a few miles away, in oil fields and in the chicken-raising and logging industries.
Downtown is a three-block strip of neglected and abandoned buildings.
The biggest happening of the year is the town's Cullen Baker County Fair, a celebration commemorating the townsfolk's murder of an infamous outlaw in the 1800's. They poisoned his whiskey, shot him in the head and dragged his body through town, one resident said with pride.
Stephens learned quickly that everyone in town was interested in everyone else's business.
"They'd test me to try to figure out if I was a lesbian or not," she said. "They'd ask if I had a boyfriend or if I wanted one. I lied because I knew it would be career suicide to admit anything."
In 2000, Stephens moved in with Sheila Dunlap, the school's bus driver and a teacher's aide. Dunlap, whose family has lived in Bloomburg for more than 100 years, had two children and was in the process of divorcing her husband of 25 years.
In the meantime, Stephens was building the high school girls basketball squad into one of the best teams in school history.
Last year, it won the area, district and regional championships, coming within one game of the state tournament, and was given a parade in town. Even then, there was talk that the school board was trying to fire Stephens.
She said she was being harassed at school and written up for inconsequential things like failing to tell the superintendent and principal that she was going to her grandmother's funeral.
"It was always our policy to tell the secretary, not anyone else, that we'd be missing school, but all of a sudden they changed the rules for Merry," said Thresha Jones, a fellow teacher. "It was bogus and very obvious that the board had a specific plan to get rid of her because she was a lesbian."
Dunlap's daughter, Heather Cloninger, said Stephens had a bad temper and had cursed in front of students.
"Never has the town been so split over an issue," said Cloninger, who does not have a relationship with her mother anymore. "It's like Peyton Place here."
Some parents of Stephens's players wanted her gone. Craig Hale, who owns an oil company, said he does not want a lesbian teaching his children and possibly influencing the way they think. His daughter, Kaitlyn Cornelius, played for Stephens last season and said she felt uncomfortable around the coach, though she said Stephens never did anything inappropriate.
"I had nothing against her as a person," Hale said, but if he stood up for "one lesbian" that would mean he was "for them adopting kids, and my morals and the Bible doesn't allow that."
Three sisters on last year's team - Amy, Amber and April Medina - said that Stephens was a great coach and that they did not mind that she was a lesbian, though they never knew she was, for sure.
After the last basketball season, Stephens resigned as coach and took a full-time teaching job at the school.
While 25 girls played basketball at Bloomburg in the 2003-4 season, only seven ended up on this season's team. Many quit because Coach Stephens was gone.
Still, the debate about her continued. Stephens said that she was blamed when one of her former players, now in college, revealed she was a lesbian. That player's parents insisted that the superintendent, Jerry Hendrick, fire Stephens because she had "converted their daughter," Stephens said. Hendrick and all but one of the six school board members did not return phone messages seeking comment on the controversy.
Three days before Stephens was placed on administrative leave in December, Dunlap, 46, was also fired, and given no reason, she said, because she is not under contract. Then Stephens's case against the district began.
Michael Shirk, Stephens's lawyer from the Texas State Teachers Association, took depositions from community members, including the school board president, Derous Byers, who was opposed to the effort to fire Stephens.
Byers said in the deposition that another board member, Ronnie Peacock, told him that Stephens "doesn't deserve to work here" because she is a lesbian. In that deposition, Byers recalled Peacock saying: "We're bonded or insured for a million dollars apiece. We ought to fire her and see what happens."
In a telephone interview, Peacock, denied making that statement although he favored Stephens's dismissal. "I liked Coach Stephens personally and I thought she was a great coach and teacher, but we had reasons to fire her that I can't tell you," he said.
Since leaving their school jobs, Stephens and Dunlap, who live in a spacious log house on nine acres, have started a concession business selling fruit drinks at fairs. They are still the talk of the town, especially because the school board election is coming up, pitting candidates who were pro-Coach Stephens against those who opposed her.
"There have been many times that I wanted to quit coaching because of the scrutiny and pressure of being what people wanted me to be," said Stephens, who said she may coach again somewhere. "So in a strange way, I'm glad this all happened. I can be who I really am now."
Stephens is a lesbian, the townsfolk whispered.
Though it was true, Stephens denied it for five years while she was the coach of a championship high school basketball team in Bloomburg, afraid the truth would cost her a job.
Last December, the board of the Bloomburg Independent School District, in a 4-3 vote, began proceedings to fire Stephens for what she said was homophobia veiled as unfounded allegations of insubordination. She was put on administrative leave.
Stephens contested the charges, calling in lawyers from the Texas State Teachers Association and the National Center for Lesbian Rights, and last week she agreed to a settlement with the school district on condition that she refrain from further legal action.
The district will buy out the last two years of Stephens's contract, amounting to about $100,000, one of her lawyers said.
"The school board expected me to pack up and get out of Dodge," Stephens, 39, said. "But I couldn't let them do that to me and humiliate me anymore. I couldn't let them win just because they think it's their duty to rid the world of lesbians."
The case has split the town while underscoring a growing willingness among people on both sides of the issue nationally to speak out.
Helen Carroll, the coordinator for the Homophobia in Sports Project of the National Center for Lesbian Rights, said that lesbian coaches have been quietly pushed out of their jobs for decades, but that the days of coaches slinking out of town are coming to an end.
She said that lesbian coaches are increasingly empowered by role models who have stood up for themselves.
Carroll said there also was an opposing trend. "There is a firm religious group in this country that has been supported by our government that says we think it's fundamentally wrong to be gay or lesbian," she said. "That gives some people unspoken permission to try to keep gays and lesbians out of coaching, no-holds-barred."
In 1999, Stephens, who grew up in a small town in Arkansas, started coaching at the Bloomburg Independent School District, which is only one building, kindergarten through 12th grade, and last year had 264 students.
The next year, she moved from nearby Longview into Bloomburg, about 25 miles south of Texarkana, Tex.
Most townspeople work at the paper mill a few miles away, in oil fields and in the chicken-raising and logging industries.
Downtown is a three-block strip of neglected and abandoned buildings.
The biggest happening of the year is the town's Cullen Baker County Fair, a celebration commemorating the townsfolk's murder of an infamous outlaw in the 1800's. They poisoned his whiskey, shot him in the head and dragged his body through town, one resident said with pride.
Stephens learned quickly that everyone in town was interested in everyone else's business.
"They'd test me to try to figure out if I was a lesbian or not," she said. "They'd ask if I had a boyfriend or if I wanted one. I lied because I knew it would be career suicide to admit anything."
In 2000, Stephens moved in with Sheila Dunlap, the school's bus driver and a teacher's aide. Dunlap, whose family has lived in Bloomburg for more than 100 years, had two children and was in the process of divorcing her husband of 25 years.
In the meantime, Stephens was building the high school girls basketball squad into one of the best teams in school history.
Last year, it won the area, district and regional championships, coming within one game of the state tournament, and was given a parade in town. Even then, there was talk that the school board was trying to fire Stephens.
She said she was being harassed at school and written up for inconsequential things like failing to tell the superintendent and principal that she was going to her grandmother's funeral.
"It was always our policy to tell the secretary, not anyone else, that we'd be missing school, but all of a sudden they changed the rules for Merry," said Thresha Jones, a fellow teacher. "It was bogus and very obvious that the board had a specific plan to get rid of her because she was a lesbian."
Dunlap's daughter, Heather Cloninger, said Stephens had a bad temper and had cursed in front of students.
"Never has the town been so split over an issue," said Cloninger, who does not have a relationship with her mother anymore. "It's like Peyton Place here."
Some parents of Stephens's players wanted her gone. Craig Hale, who owns an oil company, said he does not want a lesbian teaching his children and possibly influencing the way they think. His daughter, Kaitlyn Cornelius, played for Stephens last season and said she felt uncomfortable around the coach, though she said Stephens never did anything inappropriate.
"I had nothing against her as a person," Hale said, but if he stood up for "one lesbian" that would mean he was "for them adopting kids, and my morals and the Bible doesn't allow that."
Three sisters on last year's team - Amy, Amber and April Medina - said that Stephens was a great coach and that they did not mind that she was a lesbian, though they never knew she was, for sure.
After the last basketball season, Stephens resigned as coach and took a full-time teaching job at the school.
While 25 girls played basketball at Bloomburg in the 2003-4 season, only seven ended up on this season's team. Many quit because Coach Stephens was gone.
Still, the debate about her continued. Stephens said that she was blamed when one of her former players, now in college, revealed she was a lesbian. That player's parents insisted that the superintendent, Jerry Hendrick, fire Stephens because she had "converted their daughter," Stephens said. Hendrick and all but one of the six school board members did not return phone messages seeking comment on the controversy.
Three days before Stephens was placed on administrative leave in December, Dunlap, 46, was also fired, and given no reason, she said, because she is not under contract. Then Stephens's case against the district began.
Michael Shirk, Stephens's lawyer from the Texas State Teachers Association, took depositions from community members, including the school board president, Derous Byers, who was opposed to the effort to fire Stephens.
Byers said in the deposition that another board member, Ronnie Peacock, told him that Stephens "doesn't deserve to work here" because she is a lesbian. In that deposition, Byers recalled Peacock saying: "We're bonded or insured for a million dollars apiece. We ought to fire her and see what happens."
In a telephone interview, Peacock, denied making that statement although he favored Stephens's dismissal. "I liked Coach Stephens personally and I thought she was a great coach and teacher, but we had reasons to fire her that I can't tell you," he said.
Since leaving their school jobs, Stephens and Dunlap, who live in a spacious log house on nine acres, have started a concession business selling fruit drinks at fairs. They are still the talk of the town, especially because the school board election is coming up, pitting candidates who were pro-Coach Stephens against those who opposed her.
"There have been many times that I wanted to quit coaching because of the scrutiny and pressure of being what people wanted me to be," said Stephens, who said she may coach again somewhere. "So in a strange way, I'm glad this all happened. I can be who I really am now."
quinta-feira, abril 14, 2005
"Dez mil colheres quando preciso de uma faca" - Já lá dizia a moça Morrissette.
E com muita razão. A consciência de que as oportunidades não pululam como animais alegres da floresta é uma evidência por demais sintomática de tempos de individualidade. É complicado acertar linguagens, modos de ver, e sobretudo, traçar com caneta de tinta permanente os contornos de inexplicabilidade que podem detereminar todo um curso de vida. As pessoas que se aproximam do local onde tudo está assente, são perigosas por natureza, e nem sequer intencionalmente. Perdemos a noção do momento em que estas se aproximam porque conseguem, ou porque as deixamos chegar lá perto. E depois vemos a lógica de salvação no antecipar de instantes e sensações. Somos feitos delas. Da criação de pequenos sonhos que nos levam a querer e manter uma união, porque afinal de contas, ficar sozinho é mesmo a pior forma de vida possível.
Mas ao celebrarmos as hipóteses do amor, devemo-nos a nós próprios a consciência de que as devemos consumir até á inexistência, quando nem sequer dermos por isso. As dez mil colheres são afinal facas. Mas quão dolorosa é injustiça feita do tempo que levamos a afiá-las. Porque é quando finalmente cortam que as feridas provocadas nunca fecham. Escorremos por elas, e vivemos em função de estancar o derrame de nós próprios. E é aí que estamos necessariamente mais vivos.
Só espero que a clarividência chegue. Porque a oportunidade está lá. Viva, visível, insofismável. A coragem é afinal o unguento da permanência.
E como dizia Erica Jong:
"Do you want me to tell you something really subversive? Love is everything it's cracked up to be. That's why people are so cynical about it. It really is worth fighting for, being brave for, risking everything for. And the trouble is, if you don't risk anything, you risk even more."
Miss Jong, estou consigo.
Passo a vida a dizer a mesma coisa.
quarta-feira, abril 13, 2005
Sonho de uma tarde de Primavera
Cabelos escuros, longos, soltos e lisos. Um sorriso que aparece sem ordem expressa, uns sapatos de salto não excessivamente alto, uma ameaça velada de fio dental e uma barriga acolhedora do calor da primavera.
Mãos ágeis em cima de um bloco de notas, mala aberta deixando ver um exemplar de "Big Fish" do Daniel Wallace, "To Kill a MockingBird" da Harper Lee" ou um dos volumes da "Sandman Chronicles" do Neil Gaiman...
Num rádio exposto ao sol, toca Snow Patrol ou Perfect Circle e consigo ver-lhe o arrepio na pele...
Ah, a Primavera...
Cabelos escuros, longos, soltos e lisos. Um sorriso que aparece sem ordem expressa, uns sapatos de salto não excessivamente alto, uma ameaça velada de fio dental e uma barriga acolhedora do calor da primavera.
Mãos ágeis em cima de um bloco de notas, mala aberta deixando ver um exemplar de "Big Fish" do Daniel Wallace, "To Kill a MockingBird" da Harper Lee" ou um dos volumes da "Sandman Chronicles" do Neil Gaiman...
Num rádio exposto ao sol, toca Snow Patrol ou Perfect Circle e consigo ver-lhe o arrepio na pele...
Ah, a Primavera...
Este blog tem mais de um ano e meio, e salvo as preciosas colaborações dos poucos e corajosos leitores assíduos (meus amigos, só por vocês é que isto vale a pena) não encontro nenhuma outra justificação para debitar palavreado dia após dias.
Bem, talvez como forma de diário - o Moleskine que nunca consegui manter, muito por causa da minha caligrafia pavorosa, mas tambem outros factores.
Ou então porque a podermos contar realmente com o cuidado e a bondade de estranhos, tendemos a falar-lhes de coisas que aos mais próximos raramente referimos, porque de alguma forma, é como se já soubessem. E agissem em conformidade.
A quem ande por estas bandas a ler estas coisas, o meu obrigado.
A mulher fatal enquanto conceito é um "bluff".
A crueldade e instrumentalização assentam mais na permissão dada, do que na invasão feita.
E usar um ascendente até á dor alheia é sinal de preocupação. Talvez até de sociopatia...
"I've been a bad bad girl
I've been careless with a delicate man
And it's a sad sad world
When a girl will break a boy Just because she can"
Fiona Apple - Criminal
O Paul Thomas Anderson terá passado as passas do Algarve?
A crueldade e instrumentalização assentam mais na permissão dada, do que na invasão feita.
E usar um ascendente até á dor alheia é sinal de preocupação. Talvez até de sociopatia...
"I've been a bad bad girl
I've been careless with a delicate man
And it's a sad sad world
When a girl will break a boy Just because she can"
Fiona Apple - Criminal
O Paul Thomas Anderson terá passado as passas do Algarve?
Que me recorde, nunca defendi outro papel para a mulher que não aquele que esta queira assumir. É engraçado que, no momento de trocar impressões com conservadores, femininistas, ultraliberais e doutrinadores do caos da relação intersocial, reconheço que não consigo encanixar-me em nenhuma das teorias expostas.
Porquê?
Bem, porque a diferença necessária decorre das escolhas que nada têm a ver com o papel fundamental na perspectiva da cidadania e direitos recorrentes. Tem sim a ver com sensibilidades, gostos, perspectivas, consciencias do belo, adequado e prazenteiro e, claro está, na manifestação de curiosidade pelo outro lado da barricada.
Assim sendo, aborrece-me ouvir falar do "papel" das mulheres, como me aborreceria se alguém tivesse um "papel" pronto para mim. Parece que estamos a falar de uma pré-programação sociológica que assenta numa lógica de adequação. Concretizando, cada sexo terá de ter os chamados comportamentos "adequados" - o que me parece um grande disparate e sobretudo um grande contributo para o fosso comunicacional que se instala entre géneros.
A iniciativa ou agressividade sexual das mulheres não as faz "menos qualquer coisa", mas quanto muito o contrário. A sua assumpção como ser completo em busca das mais variadas formas de realização e identidade pessoal é uma expressão da naturalidade das coisas. Talvez por isso, o movimento contrário, ou seja o paternalismo da suposta superioridade feminina, também seja artificial e a predes meias com o ridículo.
A verdade é que a curiosidade relativa ao outro lado da barricada nunca termina, e muita da vitalidade do relacionamento social nasce dessa fricção e busca mútua.
Mas não é o facto de se defender uma igualdade em termos da objectividade necessária, que abolimos a ideia da diferença desejável, porque sem ela, nada aprendemos relativamente a elas. E vice-versa, que nós também não somos feitos da simplicidade que tanto se apregoa...
terça-feira, abril 12, 2005
segunda-feira, abril 11, 2005
Bernard Law...
Parece que a Igreja tem uns critérios algo elásticos quanto á redenção por pecados e coisas que tais... Confirmem
aqui...
Parece que a Igreja tem uns critérios algo elásticos quanto á redenção por pecados e coisas que tais... Confirmem
aqui...
MAIO
Longo é o tempo de chegada da serenidade.
Por milhares de razões, ela estende-se perdida no seio de tudo o que nos é dado sentir num espaço incandescente.
O espaço que é feito de nós, numa progressão de tempo, nos segundos deitados no tabuleiro, como pintas num dado feito dos nossos passos.
Mas ela aparece. E a espaços aprendemos a defender-nos. A ver a criança na lua, de olhos tristes, nadadora no trapo tecido em simplicidade cortante.
Quando ela vem, o mundo de paz invejada transforma-se num planeta de flores inéditas, que, traiçoeiras, mascaram as cicatrizes. O sangue nunca pode ser a cor das pétalas, mas assim surge, tingido por um infindável baú de vontades, aberto e inconsequente.
A justiça fica de fora a espaços. E é a vontade que não lhes dá essa oportunidade.
É como me identifico nas estrelas por onde passaste. Por onde talvez não reste senão a opção de lá ficares.
Mas a serenidade chega. Obriga-nos á alternatividade feita de Maio, vitoriosa sobre um Inverno demasiado longo. É a ilusão feita dos milhares de palavras que ardem no teu conceito.
Longo é o tempo de chegada da serenidade.
Por milhares de razões, ela estende-se perdida no seio de tudo o que nos é dado sentir num espaço incandescente.
O espaço que é feito de nós, numa progressão de tempo, nos segundos deitados no tabuleiro, como pintas num dado feito dos nossos passos.
Mas ela aparece. E a espaços aprendemos a defender-nos. A ver a criança na lua, de olhos tristes, nadadora no trapo tecido em simplicidade cortante.
Quando ela vem, o mundo de paz invejada transforma-se num planeta de flores inéditas, que, traiçoeiras, mascaram as cicatrizes. O sangue nunca pode ser a cor das pétalas, mas assim surge, tingido por um infindável baú de vontades, aberto e inconsequente.
A justiça fica de fora a espaços. E é a vontade que não lhes dá essa oportunidade.
É como me identifico nas estrelas por onde passaste. Por onde talvez não reste senão a opção de lá ficares.
Mas a serenidade chega. Obriga-nos á alternatividade feita de Maio, vitoriosa sobre um Inverno demasiado longo. É a ilusão feita dos milhares de palavras que ardem no teu conceito.
domingo, abril 10, 2005
Está na hora de escrever alguma coisa sobre isso.
Não vale apena olhar para o final com um olhar mais estreito ou mesmo torto. Ele aproxima-se, avoluma-se como uma espécie de tapete vivo e imenso. É uma tempestade. Não de areia ou insectos, mas de pedaços de uma realidade que era feita de cada instante em que tudo parece valer a pena. Cacos da suprema ilusão de infinidade.
Dizem que certas coisas, perante os pressupostos correctos, não se desvanecem, precisamente porque fazem parte da realidade. Existem porque nada mais é concebível relativamente a elas. Estão lá porque o sol tem de aparecer e às rochas não lhes é dada outra alternativa senão estar lá quando tudo o resto desapareça.
Mas talvez ao selarmos o nosso próprio curso de acção, estejamos a depender de uma lógica externa. De uma visão comparativa que se clarifique na noção mais básica de esperança... E talvez assim acabemos por esperar demasiado.
Mas é inevitável.
A esta altura, pouco mais resta senão isso mesmo.
Aceitar a alternatividade de Maio sobre um inverno demasiado longo.
Não vale apena olhar para o final com um olhar mais estreito ou mesmo torto. Ele aproxima-se, avoluma-se como uma espécie de tapete vivo e imenso. É uma tempestade. Não de areia ou insectos, mas de pedaços de uma realidade que era feita de cada instante em que tudo parece valer a pena. Cacos da suprema ilusão de infinidade.
Dizem que certas coisas, perante os pressupostos correctos, não se desvanecem, precisamente porque fazem parte da realidade. Existem porque nada mais é concebível relativamente a elas. Estão lá porque o sol tem de aparecer e às rochas não lhes é dada outra alternativa senão estar lá quando tudo o resto desapareça.
Mas talvez ao selarmos o nosso próprio curso de acção, estejamos a depender de uma lógica externa. De uma visão comparativa que se clarifique na noção mais básica de esperança... E talvez assim acabemos por esperar demasiado.
Mas é inevitável.
A esta altura, pouco mais resta senão isso mesmo.
Aceitar a alternatividade de Maio sobre um inverno demasiado longo.
quinta-feira, abril 07, 2005
Ontem à noite tive mais uma revelação, e novamente pelas parcas mas significativas palavras do meu irmão.
Falamos de uma pessoa que experimentou toda a espécie de sucesso pessoal que se possa imaginar, e com todas as possibilidades de voltar a esse patamar. Mas é engraçado verificar como uma pessoa que a espaços se afogou tanto na meritocracia, mostra agora a prevalência das suas prioridades, a rendição à necessidade dos afectos e ao poder da felicidade possivel e quotidiana. Comp pude ler das suas palavras mais ou menos tristes e cansadas, mas tão sinceras, como andamos todos a bater a portas em endereços que desconhecemos. Como normalmente, e em nome da perseguição de um qualquer ideal exteriorizável, abdicamos da dimensão pessoal e da simplicidade dos prazeres que fundamentam o facto de andarmos cá. De nos levantarmos de manhã. De procurarmos nas exteriorizações de outros, os reflexos dos nossos estados de alma, e como o transformamos em prazer.
No New York Times de há uns dias atrás, na secção do Sunday Book Review, Charles McGrath dizia que Ian Mcewan era "A Literary Star Who Finds Art in Happiness, Not Pain", como é o aparente apanágio deste neorealismo confuso em que vivemos emergidos. Eu julgo que este tipo de ideias é precisamente o conceito que está em deficit.
A malta anda a esquecer-se de rir, de procurar o prazer das pequenas e grande coisas, substitui a estruturação do amor por planos de vida (coisa tenebrosa que normalmente envolve mais contas que a arte de contar a dois, ou três ou seja lá como ou com quem for).
Mas sobretudo questiona-se a cada passo, na tentativa desesperada de afastar um tédio sem causas ou paixões, acerca da sua ansiedade, da procura de algo cujo contorno é desconhecido, ou estão simplesmente oculto em meio a tantas coisas práticas.
No fundo, andamos a esquecer-nos uns dos outros, enquanto procuramos meios que nos permitam, segundo a crença reinante, retornar devidamente preparados para junto da congregação á qual queremos pertencer. Criamos uma estrutura para que depois nos seja possível amar, confraternizar, descobrir, viver, saborear. O problema é que a mais das vezes, acaba por ser tarde.
E sinceramente, a ideia do sacrificio imediato e quase aboluto, para que a caminho da meia idade se possa estar descansado, é a falácia dos tempos modernos, e a receita da infelicidade mais verificada.
Há que simplificar, mas sem deixar de absorver o mundo. Sem deixar de verificar que cada momento da experiência do belo, do bom, do prazenteiro e humano, é afinal a justificação para optarmos pela consciência. E optando, pensarmos no onírico apenas como uma transformação surreal daquilo que colhemos cá fora.
Do que vivemos.
Cada vez menos...
quarta-feira, abril 06, 2005
Há dias em que nem apetece sair da cama...
É já "vox populi" o conteúdo do vídeo que anda a circular por aí protagonizada pela avantesma chamada Fátima Lopes e o seu assentimento e colaboração com o tratamento dado aos animais para lhes retirar a pele.
Ao vê-lo, (parcialmente porque não consegui chegar ao fim do show de horror gratuito que significava), recordei o que me tinha sucedido ao ver o excelente filme de Iñarritu - Amores Perros, ou seja, fiquei duas semanas a remoer as lutas de cães na cabeça, genuinamente espantado com o desejo e rigozijo que algumas pessoas têm em ver sangue e violência a níveis que eu considero insuportáveis. O júbilo em ver sofrimento absolutamente revoltante.
A mim o que me espanta é como alguém é capaz de defender o uso de peles. Estamos a falar em submeter animais em vias de extinção, ou mesmo que não o sejam, a um sofrimento excruciante apenas com o intuito de passear com as suas peles em cima do nosso lombo. Haverá móbil mais imbecil e injustificável do que este? Haverá fundamento mais ausente de explicação para a depredação da natureza ( como o caso Vicaima), que a vaidade? Para ter um casaco ou um móvel praticam-se actos no mínimo inenarráveis?
É um triste mundo quando alguém consegue exibir um sorriso enquanto fala de métodos de morte tão bárbara que desafiam quaisquer rituais medievos para justificar o uso de peles no corpo. Quando alguém acha que a moda é justificação para uma violação atroz do mundo natural, e da simples decência.
O comércio de peles e espécies protegidas é algo que existe apenas porque alguém quer o produto final desta cadeia infernal de trocas. E enquanto assim for, enquanto "pessoas" como Fátima Lopes mantiverem o autismo relativo ao que é já uma realidade premente, a crueldade é olhada com inexplicável complacência, e o destino da natureza será facilmente conhecido.
Só espero já estar a fazer tijolo nessa altura, porque em momentos como este, perco toda a esperança na capacidade colectiva do Homem para fazer alguma coisa com jeito.
Morpheus, dá-me mas é o comprimido azul...
Uma curiosidade relativamente á eleição do novo papa. Será que a Igreja tem a coragem de eleger o Cardeal Francis Arinze, da Nigéria? Garanto que muito boa gente, especialmente organizações xenófobas que se dizem tementes a Deus, iam ter uma palavrita a dizer.
Será que deste conclave emerge mais um apoiante do anacronismo e da ala conservadora da Igreja, fazendo esquecer completamente o que pareceu uma luz ao fundo do túnel com o Concílio do Vaticano II? Será que vai continuar a misoginia, a repressão do conceito de sexualidade enquanto prática ou orientação?
Esperemos que com a visão do fumo branco não ardam as esperanças de muitos católicos que conheço que anseiam por uma Igreja que esteja mais de acordo com a natureza daqueles a quem se dirige, ou seja, seres humanos.
Que bom seria um novo João XXIII . . .
So glad to see you well
Overcome and completely silent now
With heaven's help
You cast your demons out
And not to pull your halo down
Around your neck and tug you off your cloud
But I'm more than just a little curious
How you're planning to go about
Making your amends to the dead
To the dead
Recall the deeds as if
They're all someone else's
Atrocious stories
Now you stand reborn before us all
So glad to see you well
And not to pull your halo down
Around your neck and tug you to the ground
But I'm more than just a little curious
How you're planning to go about
Making your amends to the dead
To the dead
With your halo slipping down
Your halo slipping
Your halo slipping down
Your halo slipping down
Your halo slipping down [repeated]
Your halo slipping down to choke you now
Maynard James Keenan - Perfect Circle - "The Noose"
Porque algumas pessoas precisam de ler...
Overcome and completely silent now
With heaven's help
You cast your demons out
And not to pull your halo down
Around your neck and tug you off your cloud
But I'm more than just a little curious
How you're planning to go about
Making your amends to the dead
To the dead
Recall the deeds as if
They're all someone else's
Atrocious stories
Now you stand reborn before us all
So glad to see you well
And not to pull your halo down
Around your neck and tug you to the ground
But I'm more than just a little curious
How you're planning to go about
Making your amends to the dead
To the dead
With your halo slipping down
Your halo slipping
Your halo slipping down
Your halo slipping down
Your halo slipping down [repeated]
Your halo slipping down to choke you now
Maynard James Keenan - Perfect Circle - "The Noose"
Porque algumas pessoas precisam de ler...
domingo, abril 03, 2005
Júlio Machado Vaz tem um blog!!!!
Isto é mesmo uma boa notícia!!!
Obrigado pela inestimável dica, querida amiga!
Isto é mesmo uma boa notícia!!!
Obrigado pela inestimável dica, querida amiga!
Subscrever:
Mensagens (Atom)



