ESTAÇÕES DIFERENTES

"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."

Stephen King - "Different Seasons"


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quarta-feira, junho 01, 2005

O problema nunca é errar. As pessoas fazem asneira a torto e a direito, por razões mais ou menos válidas. Sermos imperfeitos tem a graça já conhecida e debatida, e muitas vezes deriva da confluência algo descompensada de paixões e racionalidades. Tal caldeirada por vezes estraga-se e damos connosco a meter o pé na real poça.
É persistir no erro, como uma espécie de atitude bipartida, que consiste no problema. Não é cair no lago sem saber nadar, mas ficar lá a chafurdar mesmo sabendo que se tem pé.
Claro que existem vários problemas, como a questão do orgulho, do medo que a nossa perspectiva perante as pessoas que maltratamos ou perante as quais errámos tenha ficado de tal forma danificada que qualquer tentativa de reparação conduziria a resultados piores.
Dar o braço a torcer, como a própria imagem popular indica, dói. Coloca-nos numa posição de fragilidade, na qual é preciso reconher que os nossos esforços para sermos uns tipos porreiros também sofrem de insuficiência, e por conseguinte, também somos capazes de ser maldosos, injustos, traidores, etc.
Mas não errar, além de uma utopia que sinceramente deve ser uma estopada do caraças, é extremamente difícil, e pressupõe uma perfeição descaracterizada. Sermos circulos fechados dentro de circulos, (sem analogias hegelianas que a malta aqui é do clube do Kant) e por isso finitos em algumas das nossas caracteristicas, é o que nos torna diferenciados. Talvez únicos.
É necessário pensar que algumas das grande demandas do mundo, de produção literária ou não, pressupõem a correcção de uma falha, a reconstrução de um sonho ou a chamada redenção ou expiação.
Basta pensar da demanda de Hércules, Schindler, Andy Dufresne, etc...
Quanto muito, o que é exigível, é que tentemos o mais possível não fazer mal a nada ou ninguém. Simultaneamente, chegar á conclusão que nunca conseguiremos fazer isso de forma completa e absoluta, e julgar que a nossa capacidade de aprender com erros, e sobretudo tentar corrigi-los é um dos maiores argumentos que temos.
Afinal de contas, como já dizia alguém que não me recordo, divino é aquele que sabe ser humano.
Melhor ainda é assumi-lo, e tentar reparar com a honestidade e emoção possíveis aquilo que foi mal feito.
"Hell is yourself and the only redemption is when a person puts himself aside to feel deeply for another person."
Tennessee Williams




Existem várias espécies de filhos da puta.
E uma dessas espécies foi o energúmeno que tentou envenenar o meu cão esta noite.
Existem pessoas a quem todo o mal que se possa desejar não é suficiente, e que prova que a maldade existe, e não provém de condicionamentos sociológicos. É uma espécie de fio solto dentro da cabeça que leva a que se tomem atitudes destrutivas, lesivas e cruéis por qualquer gosto obsceno por incutir sofrimento.
O Steve, é assim que se chama, vai ao veterinário hoje de manhã, e espero a qualquer momento notícias. Ao que parece, seja lá o que lhe tenham dado não foi suficiente para o matar. É coisa que nem sequer quero imaginar, porque é como um membro da família.
Este espécie de filho da puta tem a cobardia e o carácter insioso dos piores membros da sua espécie. A maldade invisível. O simples gosto de destruir. Capaz de olhar um animal bem disposto, com uma gula divertida por bolachas, (ou tudo o que lhe ponham à frente), e imaginar conscientemente a proximidade da agonia daquele.
Felizmente parece estar a recuperar... veremos...
Tenho o dia, e a semana estragadas...


terça-feira, maio 31, 2005

Os Milagres de Maio (fora de Fátima)
A propósito desta discussão e correndo o risco de alienar até algumas pessoas, tenho de esclarecer uma coisa.
Neste período pré-férias, os ginásios, incluindo o meu, enchem-se de pessoas que levam o optimismo às ultimas consequências. Não são gente com esperança, mas autênticos crentes no milagre a cada esquina. Falo da malta que entope o local onde um tipo anda a treinar o ano inteiro, mesmo naqueles dias de inverno em que eles enchiam a mula com chocolate quente e quejandos enquanto outros suavam o pouco possível para poder dar alguma saúde ao corpo.
Esses amigos têm a noção de que no espaço de um mês, a treinar mal e porcamente, aquele biquini da
Giselle lhes vai assentar que nem uma luva. Julgam que a porcaria com que se entupiram o ano inteiro escorre juntamente com o suor vertido em duas ou três corridas e alguns pesos. E quando se pergunta a essa malta, durante o ano em que está frio e custa como a merda sair do trabalho e ir dar ao cacete, a razão pela qual não treinam, dizem que não têm tempo, têm mais o que fazer, que são preguiçosos, que estão muito bem assim e quem não gostar, azarinho.
E no entanto , em Maio, lá os encontro a todos na sala de ginásio, a impedir o uso das máquinas em tempo útil ao pessoal que efectivamente lá vai para treinar.
Lê-se naquelas caras uma genuina esperança de que um mês de treino, (durante o qual o corpo limita-se a olhar para cima e dizer " foda-se, agora é que te lembras, palhaço?") vá corrigir as curvas todas e salientar aquele aparelho muscular que fica tão bem com o modelito da estação.
Mas o milagre vai mais longe.
Estas espécies desaparecem do ginásio em fim de Junho, em direcção ás ansiadas, e não duvido, merecidas férias. O treino fica suspenso até ao próximo Maio, como é óbvio, e toca a enfardar que nem camelos novamente porque, caraças, afinal estão de férias e ninguém é de ferro. E em férias a malta até se pode exceder porque afinal, é festa e tal e o camandro...
Claro que os fatos de banho não servem, e aqueles que metem na cabeça que em um mês a coisa se regulou e ainda assim resolvem vestí-los, fazem uma figura interessante, como aqueles moços de barriga proeminente que resolvem vestir calções justos de malha de lycra. Um portento.
Ora esta pequena constatação tem dois intuitos.. bem, três.
1º - Deixem-me treinar em condições, porra!
2º - Na linha da discussão supra referida, existe uma grande diferença entre os excessos de peso por ausência de escolha, [ou seja, patologias físicas e psíquicas, falta de vil metal que permita a frequência de um local de prática desportiva ( se bem que existem alternativas, mas está bem), ou um estilo de vida não opcional que consuma cada segundo de tempo - profissional, familiar, etc. ], e as auto-induzidas por falta de vontade, preguiça, inércia, e sobretudo, uma falsa auto-aceitação de si mesmos que depois os impede de por os pés na praia porque, e cito, têm algum pudor em mostrar a trampa que fizeram durante o ano inteiro ao corpo.
Realmente é apenas mais uma diversificação do culto da desresponsabilização ou facilitismo, onde as tendências se baralham e as pessoas não se percebem a si mesmas. E digo isto porque quem se sente bem de uma certa maneira, fá-lo o ano inteiro, tenha mais ou menos roupa em cima. Não sofre alternâncias consoante a natureza o obrigue a mostrar perspectivas alternativas.
E a esses, que podendo, optam por simplesmente deixar-se chegar a um estado de falta de saúde ou auto-insatisfação por pura preguiça e mais nada, não me custa reputá-los de gorduchos, ou banhosos. Porque afinal de contas, quem o defende como uma escolha, deve ter até orgulho em que o reconheçamos, quer-me parecer.
3 - Comparo isto á aversão que também existe pelo fenómeno de aculturação, leia-se, ter algum caraças de algum interesse em alguma coisa. Pegar num livro sem ser para estudar, procurar ver coisas novas. Porque se o desenvolvimento da mente é tão bem visto, e com muita razão, porque ainda acaba por ser o mais importante, porque será que existe uma (falsa) despreocupação com o corpo, com a saúde que daí advém? Sim porque o corpo em forma melhora tantas coisas, desde o sexo (mais fôlego, força agilidade) ao simples prazer de movimentar-se e ter alegria na agilidade. Somos uma unidade compostas, feita de carne e alma. Pensar que qualquer uma delas é dispicienda em detrimento da outra, quando existe escolha, é dizer apenas meia verdade. É correr hipocritamente aos ginásios um mês antes da época balnear. É por o adoçantezinho no café, porque o açucar engorda, mesmo que se tenha comido meio cabrito antes, e não esquecer que em Portugal só se for com muito pão!
Em suma, o lugar comum do mens sana in corpore sano não é senão uma lógica que me parece evidente. Uma lógica que assenta num respeito da pessoa por si mesma, em querer ser cada vez melhor, e sentir-se de acordo com isso mesmo.
A escolha é aqui o factor decisivo. Porque ao escolhermos, traçamos um caminho. E se o fazemos, é porque queremos a maioria das consequências da mesma, julgo eu.
Por isso, amigos, por favor, deixem-me treinar como deve de ser, e tratem de vocês.
Se não quiserem, é legítimo, mas não se queixem depois, porque precludem essa hipótese por mão própria. Enfardem como quiserem, mas assumam a escolha ao fazê-lo. É um direito que toda a gente tem, e ainda bem por isso.
Desporto é saúde, é alegria, e sobretudo, é crescimento enquanto pessoa, porque o corpo também é quem somos, e uma extensão magnífica no romance com todos os fenómenos do mundo.
No fundo, sermos nós próprios em todos os aspectos, e viver de acordo com isso mesmo.
Mais felizes, espero.
EM OBRAS...

Aguarda adjudicação do pacto de fé no próximo e semelhante.

segunda-feira, maio 30, 2005

As crónicas de Stephen King na Entertainment Weekly

A não perder.
As exigências existem enquanto nos atrevemos a sonhar.
E fazemos o que podemos no sentido de as fundamentar, porque de nenhuma outra forma se consegue ultrapassar a aleatoriedade dos mecanismos empáticos.
Os arquétipos são no fundo previsões. São um reconhecimento dos gostos próprios que antevêm um impacto. No fundo, não passa de sonhar acordado, com uma lógica definida. Aquela que de alguma forma rejeita a aleatoriedade porque esta, quando pura, fere o reduto de qualidade da pessoa.
No fim, todos nós sabemos o que fizémos, e muito pior, o que queremos.
E isso não tem lugar na aletoriedade. Aliás, como num jogo de peças conhecidas, a aleatoriedade comanda o rolar do dado, mas as pintas deste e o tabuleiro já existem.
E depois entram as regras, se bem que a criação da chamada regra do jogador simplifica o jogo e aumenta o gozo do mesmo.
Sim...
É exactamente isso.
Desafio da semana:
Imaginar um fim para o que teima em não começar.
Fazer de um objectivo pragmático uma venda emocional.
Bonne chance everybody!
Concerto.
No meio dos miúdos. Nos empurrões, na febre da música e do entusiasmo.
No som que reverberava até fazer tremer o corpo.
Penso na maioria das pessoas da minha idade perante este cenário, e tiro apenas uma conclusão relativa às suas ideias do que são comportamentos adequados.

Cresçam!
Embora nunca cá chegue, eu gostaria de ver este filme, embora tenha a noção que depois de o ver, vou desejar nunca ter pensado nisso.
Horror e impassividade internacional.
A frio.
Este fabuloso artigo de crítica literária do NY Times dá-nos um lamiré sobre a vida da avó de Mary Shelley... aquela, sabem, que escreveu, a par com Bram Stoker, aquela que é a mais conhecida história de horror de sempre. Mulher formidável, devia ser um óptimo fantasma para colcar na mesma sala que o Nuno da Câmara Pereira...
E existe lá uma engraçada incongruência da autora, como acontece com todos nós, a qual vale a pena salientar:
"And then, astonishingly, within two years, this brilliant, focused woman moved to Paris to write about the French Revolution, lost her virginity at 34 -- yes, she was, notably, a virgin when she wrote her germinal work, and perhaps the wiser for it -- to the charismatic though clearly ''unsuitable'' American adventurer Gilbert Imlay and gave birth to their daughter, Fanny. She attempted suicide with laudanum when Imlay proved faithless. Within two weeks, Imlay persuaded her to spend several months, with baby and French nanny in tow, on a mysterious, madcap mission to Scandinavia to recover, on his behalf, £3,500 worth of silver cargo from a treasure ship. There was no silver, no ship and, when she returned to England, no Imlay; he had taken another mistress."
Saberão aquilo que querem até mesmo os mais galhardos e congruentes?
É complicado aceitar qualquer uma das premissas.
O mundo conforme o conhecemos, em cada uma das realidades pessoais, encerra determinados fluxos, tendências e conjunturas que levam á tal conclusão da via em ciclos.
Para os amantes de desportos aquáticos, esta lógica é evidente. A vida como que surge em sets (não sei se é assim que se soletra), semelhante a ondas, num movimento sempre expectante, que faz adivinhar de que forma se encaracolará a superficie do tecido real no instante seguinte.
Talvez o mais complicado seja aceitar o carácter necessário de alguma mudança. Até porque dizem os optimistas, as pessoas encontram-se e os eventos não ficam guardados. A estrutura gregária talvez até seja mais forte que toda a espécie de condicionalismos idiossincráticos.
Através de histórias recentes, chega ao meu conhecimento que os "volte-faces" não são apenas produto de mentes rocambolescas, e que até acontecem a boas pessoas, com naturezas que as tornam merecedoras de todas as felicidades parecelares possiveis e para além dos relativismos.
A passagem do tempo esclarece-nos. Permite que sejamos uma espécie de painel multifacetado, pejado de tendências, cores e recortes que esperamos a cada instante que sejam suficientes.
E em instantes perdidos no tempo, feitos da mais nostálgica e pura associação de ideias, quatro acordes e uma palavra podem fazer uma grande diferença.
A que assenta na persistência do que não é relativo. Aquilo e aqueles que amamos de paixão, e que de alguma forma, identificam e forma o nosso contorno. Porque a nossa criação pessoal, ainda que fique internamente encerrada, é feita dos impulsos lá semeados, que derivam em disparidades emocionais de amores, odios, desilusões e alegrias desmedidas.
E que vida triste seria sem que em alguns recantos nossos não perdurasse a fervorosa paixão por alguém ou alguma coisa.
Que marasmo não sentir um abraço cúmplice e arrasador entre a consciência e o afecto na contemplação de coisas que são a nossa vida.
Podem ser terrivelmente complicadas de explicar, mas é no seu contorno que está a nossa identidade, e como tal, é através desse mundo de detalhes que podemos ter a expectativa de ser amados por alguém.
Somos aquilo que criamos, amamos e entregamos, como uma espécie operação de transferência. Somos a estrutura da nossa própria forma de paixão.
É por isso que amamos o que as pessoas são, e não apenas o que traduzem factualmente.
É pelo menos o que acho...



Doze anos à espera da voz do Chris Cornell neste tema.
Desde que perdi a esperança de ver Soundgarden ao vivo, devido à dissolução da banda em anos posteriores a 1992, ano em que vieram a Alvalade.

Senti algo indescritível porque este tema era da minha banda preferida, porque me acompanhou em momentos tremendamente dificeis da minha vida, porque é como encontrar um velho amigo que se adora num local improvável.
Que maravilha de concerto.
In my eyes
Indisposed
In disguise
As no one knows
Hides the face
Lies the snake
The sun
In my disgrace
Boiling heat
Summer stench’neath the black
The sky looks dead
Call my name
Through the cream
And I’ll hear you
Scream again
Black hole sun
Won’t you come
And wash away the rain
Black hole sun
Won’t you come
Won’t you come
StutteringCold and damp
Steal the warm wind
Tired friend
Times are gone
For honest men
And sometimes
Far too long
For snakes
In my shoes
A walking sleep
And my youth
I pray to keep
Heaven send
Hell away
No one sings
Like you
Anymore
Hang my head
Drown my fear
Till you all just
DisappearIn my eyes
Indisposed
In disguise
As no one knows
Hides the face
Lies the snake
The sun
In my disgrace
Boiling heat
Summer stench’neath the black
The sky looks dead
Call my name
Through the cream
And I’ll hear you
Scream again
Black hole sun
Won’t you come
And wash away the rain
Black hole sun
Won’t you come
Won’t you come
StutteringCold and damp
Steal the warm wind
Tired friend
Times are gone
For honest men
And sometimes
Far too long
For snakes
In my shoes
A walking sleep
And my youth
I pray to keep
Heaven send
Hell away
No one sings
Like youAnymore
Hang my head
Drown my fear
Till you all justDisappear
Chris Cornell
As for now, à tona. :)

terça-feira, maio 24, 2005

Verdades Absolutas


"KAUFMAN
I don't want to die, Donald. I've wasted
my life. God, I've wasted it.


DONALD
You did not. And you're not gonna die.

KAUFMAN
I wasted it. I admire you, Donald,
y'know? I spend my whole life paralyzed
worrying what people think of me and you -
- you're just oblivious.


DONALD
I'm not oblivious.


KAUFMAN
No, you don't understand. I say that as
a compliment. I really do.

There was this time in high school. I
was watching you out the library window.
You were talking to Sarah Marsh.


DONALD
Oh, God. I was so in love with her.


KAUFMAN
I know. And you were flirting with her.
And she was really sweet to you.


DONALD
I remember that.


KAUFMAN
Then when you walked away, she started *
making fun of you with Kim Canetti. It *
was like they were laughing at me. You *
didn't know at all. You seemed so happy.


DONALD
I knew. I heard them.


KAUFMAN
How come you looked so happy?


DONALD
I loved Sarah, Charles. It was mine,
that love. I owned it. Even Sarah *
didn't have the right to take it away. I
can love whoever I want.


KAUFMAN
She thought you were pathetic.


DONALD
That was her business, not mine. You are
what you love, not what loves you.
That's what I decided a long time ago.
"


Adaptation - Charlie Kauffman
Atenção á excelente crónica de Daniel Oliveira na sua estadia no Iemen - aqui

Miguel Sousa Tavares, eat your heart out.
Stan
Stan

Which South Park Character Are You?

Cortesia da querida Charlotte

Alguém ponha os olhos nisto
O nosso planeta fartar-se-á desta merda qualquer dia.
E varre-nos com a mesma limpeza com que o fez relativamente aos dinossauros.
Os religiosos podem achar que qualquer deus terá feito os homens à sua imagem.
Mas a mãe-terra está-se a borrifar para isso, e num ápice pode realmente mostrar-nos aquilo que o Michael Crichton disse uma vez - ao contrário do que pensamos, o planeta terra não precisa de nós para nada. Deixa-nos cá estar. Mas só por enquanto.

segunda-feira, maio 23, 2005

A propósito de uma demonstração de má - vontade...
Se há algo que não é incongruente nas pessoas, é a mistura de um carácter acessível e afável com sensualidade.
No entanto a percepção externa que se tem coloca a sensualidade num pedestal inacessível, como condição necessária do impacto a provocar.
Sinceramente, isso parece-me uma treta tão grande como a ideia de que se consegue ignorar a silhueta em detrimento de um interior absolutamente completo.
Alguns conceitos não excluem os outros, e a sensualidade não abstrai a pessoa da sua natureza mais generosa ou ternurenta. É um erro facilmente cometido, onde se confunde o gelo com uma espécie de capa sexualmente predatória e despótica, quando sinceramente, não é nada disso que se pretende.
Como homem, posso dizer que a lógica da petulância como condição necessária da beleza um pouco acima da média, é uma espécie de crachat inglório e produtor de muitos dos preconceitos que existem relativamente às pessoas mais dotadas pela natureza.
Aliás, recordo o "Almost Famous" de Cameron Crowe, filme no qual se dizia qualquer coisa como o facto da construção da personalidade ser menos conseguida por parte de quem é belo ou quase. Porque a personalidade faz-se de perdas, dores, aprendizagem, e quem parece um anjo sexuado, seja de que género for, estará muito menos sujeito a estas coisas.
Não têm culpa.
Talvez seja mesmo essa a ordem natural das coisas.
Mas será mesmo assim?
Não me ajudem a perceber-vos.
Limitem-se a deixar-me tentar.
É o suficiente.
Aproxima-se o festival.

Chris, vê lá essa garganta, ok?

Da última vez que te ouvi na televisão estavas um pouco roufenho...
A Imbecilidade Politicamente Correcta

No caso português seriam os Verdes e Vermelhos contra os quê - Vermelhos e Amarelos? E de que cor era a padeira? Tinha uma camisola diferente como os tipos do voleibol que só defendem?
Enfim...