Celebrizada por Robin Williams, (o qual apesar de algumas pessegadas histriónicas, é um óptimo actor), num dos filmes de culto e referência para grande parte da malta da minha geração, ( mesmo que muitos o neguem) Dead Poets Society , a expressão significava não só agarrar o dia, mas elevar o nosso potencial ao máximo da concretização. Fosse ou tivesse ela a morfologia que tivesse.
ESTAÇÕES DIFERENTES
Stephen King - "Different Seasons"
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quinta-feira, agosto 04, 2005
Celebrizada por Robin Williams, (o qual apesar de algumas pessegadas histriónicas, é um óptimo actor), num dos filmes de culto e referência para grande parte da malta da minha geração, ( mesmo que muitos o neguem) Dead Poets Society , a expressão significava não só agarrar o dia, mas elevar o nosso potencial ao máximo da concretização. Fosse ou tivesse ela a morfologia que tivesse.
quarta-feira, agosto 03, 2005

ILÍACOS

Há grupos, há afinidades, há sobretudo qualificações necessárias.
Existem os temores, as intimidações.
O suposto bom e o suposto mau.
Os ghettos.
As linguagens de "rua" ( o meu asco pela linguagem abreviada continua de boa saúde...) e o código dos guerreiros.
Os arautos e os desejados.
As expectativas.
As mensagens subliminares enviadas a alguém que nem sabe o que procura, mas espera ser encontrado.
As coincidências e o serviço de pessoas desaparecidas.
Enfim, pela Internet se comunica, é verdade, mas as dificuldades permanecem. Encontrar os tipos certos de discurso torna-se uma tarefa digna de figurar num dos jogos da Santa Casa da Misericórdia.
E no entanto as imagens estão lá. Juntas a um livro preferido ou a devoção a um filme.
Junto à imensa cautela de um mundo que cada vez mais aprende a desconfiar.
Não faço ideia se estes sites produzem companhia ou não.
Sei sim que criam a expectativa. Criam a noção de que por mais remoto que seja o "bitaite" a enviar, ele será, pelo menos, ouvido.

A forma pela qual as pessoas se encontram e desencontram, faz lembrar um pouco o novelo de Ariadne. Andam perdidos numa espécie de labirinto onde infelizmente no qual deambula mais que um único monstro.

Quando se instala o medo e a irracionalidade feita de ataque á diferença, o terrorismo atinge a sua primeira e mais fundamental vitória.
A criação dos mecanismos de ódio à escala mundial traz ventos alarmantes.
Your Brain is 53.33% Female, 46.67% Male |
Your brain is a healthy mix of male and female You are both sensitive and savvy Rational and reasonable, you tend to keep level headed But you also tend to wear your heart on your sleeve |
Não sei bem o que isto quer dizer, mas coração na manga?...
A espaços, está mesmo na ponta dos dedos...
Via Charlotte
terça-feira, agosto 02, 2005
segunda-feira, agosto 01, 2005
Confessando a minha ignorância, sei que se trata de uma série de máximas que se aplicam a uma possivel explicação em termos de causa e efeito para os fenómenos. Mas não é Física. Trata-se apenas de avaliações espirituosas para aquilo que designamos de "saber de experiência" feito e um certo pendor que a realidade possui para parecer estranha a espaços desconcertante.
Olhamos para certo tipo de coincidências ou sequência de eventos que parecem controlados por alguém com um senso de humor no mínimo torcido. Mas esses elementos estão lá. E aplicam-se um pouco como a mitologia politeísta. Cada evento acaba por ter um Deus, ou uma observação pretensamente lógica, neste caso.
E da experiência que tenho, a noção que mais me vem à cabeça talvez até possa ser de criação própria.
sexta-feira, julho 29, 2005
John Laroche Says:
"Point is, what's so wonderful is that every one of these flowers has a specific relationship with the insect that pollinates it. There's a certain orchid look exactly like a certain insect so the insect is drawn to this flower, its double, its soul mate, and wants nothing more than to make love to it. And after the insect flies off, spots another soul-mate flower and makes love to it, thus pollinating it. And neither the flower nor the insect will ever understand the significance of their lovemaking. I mean, how could they know that because of their little dance the world lives? But it does. By simply doing what they're designed to do, something large and magnificent happens. In this sense they show us how to live - how the only barometer you have is your heart. How, when you spot your flower, you can't let anything get in your way."
Charlie Kauffman "Adaptation"

Fracas Palavras por um Amigo que não salvei...
Os amigos não vão.
Eles ficam.
As memórias também não.
Nem o que significam.
O tempo não ajuda
Ao contrário da crença
A ausência não muda
Porque havia pertença
A mágoa permanece
A ira pelo desconhecido do porquê
A imagem pára, mas não fenece
Os amigos não vão, será que ninguém vê?
quinta-feira, julho 28, 2005
quarta-feira, julho 27, 2005

Se as pessoas se mantêm as mesmas, ou se o desejo é que se mantenham assim o mais possível, qual a razão para o justificar, a partir do momento em que se trata dessa manutenção que não basta, não chega, não serve?
Porque a teia é bonita, mas o seu propósito parece ser prender aqueles que não se querem dar a alimentar.

No museu erótico de Barcelona, (duas salitas com alguns quadros e artefactos interessantes que constituiram uma decepçãonão em termos da qualidade dos mesmos, mas da dimensão do dito museu), vi e retratei este abraço africano.
A estatueta é fantástica, e fazia parte de uma série de objectos que elucidavam uma preocupação com o retrato do quotidiano sexual como elemento imprescindível da vida de qualquer civilização em qualquer tempo ou espaço.
Em religiões ou cultos antigos,a sexualidade chega a ter mais história que qualquer forma de organização politico social.

terça-feira, julho 26, 2005
Eis o que me espera na cabeceira:
Bono por Bono , de Michka Assayas - Sempre quis ler uma biografia do moço. Espero que seja boa. Estou especialmente interessado em saber o que ele dirá sobre a fase "Zoo (cínica) TV"
American Gods e Neverwhere, do grande Neil Gaiman - Depois de ter andado pelo maravilhoso universo de Sandman , chego aos romances do rapaz. Se a qualidade se mantiver, esperam-me duas excelentes viagens. Junto a Allan Moore, é um dos autores de imaginação mais irrestrita que tive a oportunidade de ler até hoje.
Jonathan Strange & Mr. Norrell , de Susanna Clarke. Há quem diga que é o melhor romance fantástico desde o Senhor dos Anéis. A crítica parece rendida. Vamos lá ver que pasa.
Hell House , de Richard Matheson, o senhor responsável pelo argumento do primeiro filme de Steven Spielberg - "Duel". Aquele do carro que é perseguido pelo camião através de estradas no deserto. Deste senhor já li "I Am Legend" e adorei, recomendando a todos aqueles que desejem mergulhar em páginas de puro medo e um ensaio sobre a solidão daí decorrente.
segunda-feira, julho 25, 2005
Um raio de luz é a representação da trajectória da luz em determinado espaço, e sua representação indica de onde a luz sai (fonte) e para onde ela se dirige. O conceito de raio de luz foi introduzido por Alhazen. Propagando-se em meio homogéneo, a luz sempre percorre trajectórias rectilíneas; somente em meios não-homogéneos é que a luz pode descrever "curva".
sábado, julho 23, 2005
quinta-feira, julho 21, 2005
Ideia via Charlotte

"A protecção dos animais faz parte da moral e da cultura dos povos."
Victor Hugo
"Saudade é o inferno dos que perderam, é a dor dos que ficaram para trás, é o gosto de morte na boca dos que continuam."
Pablo Neruda
O sorriso, a total falta de má vontade.
Algumas pessoas fazem com que o cinismo recém-despontado se encaracole como um insecto peçonhento e fique sossegado na presença de uma tal alegria pela vida e o optimismo.
Uma dessas pessoas fez anos ontem. Está aqui.
E embora não tenha podido dar-lhe os parabéns pessoalmente, espero poder compensar a minha falta.
Aqueles que nem sequer estiveram na praia em questão, mas que automaticamente engoliram a história do enxame de quinhentos meliantes que terá invadido a praia de Carcavelos.
Começam as vítimas dos delitos de opinião própria. Campos e Cunha foi o primeiro.
Tudo normal no reino da Dinamarca, infelizmente...
quarta-feira, julho 20, 2005
terça-feira, julho 19, 2005

"Steve" - 1997-2005
"The poor dog, in life the firmest friend. The first to welcome, foremost to defend."
Lord Byron
Como é que se racionaliza a maldade? Quero dizer, como é que pura e simplesmente encontramos uma medida explicativa, quando não existe qualquer fundamentação que não seja o exercício de um desejo mórbido de causar sofrimento e destruir?
Quando olhamos para as atitudes alheias, já lá dizia o Fitzgerald, devemos tentar refrear o ímpeto para julgar. Talvez porque em quase todos os comportamentos se pode pelo menos tentar ver a motivação e o passado construtor dessa mesma atitude. E não é raro encontrar-se alguma coisa. Agora quando a motivação não existe, quando a única coisa que permanece é o niilismo do desejo destrutivo, não é possível compreender e dá origem à raiva mais primeva que se possa imaginar.
Na noite de Sábado mataram-me um amigo. Um amigo e membro da família. Uma presença alegre e desinteressada que não nos deu nada além de afeição durante sete anos. Possuidor de uma saúde de ferro conjugada com uma desobediência divertida, o Steve aparentava ser muito mais novo. Nunca perdera a feição de puto, de cachorro obstinado pela brincadeira. Bem sei que para muitos um animal é um animal, mas quantos existem bem melhores que muitas pessoas? Era um amigo.
Na noite de Sábado mataram um membro da família. Um animal que se fundira na estrutura familiar a que pertenço e que era alvo da mesma preocupação, irritação e afeição reservada a todos. Nessa noite mergulharam todos numa tristeza e raiva sem limites ou explicação, especialmente às duas pessoas que compartilhavam com ele o maior dos períodos de tempo. Os meus pais.
Na noite de Sábado não mataram só um animal, mas a alegria de uma casa, uma companhia incansável e um comediante nato. Nessa noite mataram a felicidade de poder tratar um animal como um amigo e receber o melhor que ele tinha para dar. Foi-se um companheiro de uma família, mas essencialmente de um casal que com ele vivia diariamente, e bebia da sua refrescante traquinice como uma novidade reiterada. Uma alegria simples, poder gostar de alguém ou de um animal. Sem que isso interferisse com quem quer que fosse.
Mas não se limitaram a assassinar este amigo. Fizeram-no de forma a que o mesmo sofresse agonias que nem consigo recordar. Ou talvez nem queira. Para que morresse em dor, destruído internamente, em meio ao desespero daqueles que o estimaram e acarinharam até ao final. Da pior forma possível, portanto.
A marca ficará sempre. Uma noite interminável que não derivou em nada senão um fim trazido pela compaixão. E depois o vazio. Depois a tal falta de explicação. Depois a ira. O perdurar da maldade simples, que desarma pelo seu carácter estanque. Dali nada pinga senão um gás nauseabundo da falta de sentido, e da tristeza que fica. Pela intenção de magoar pelo gozo sádico e repugnante de o fazer.
Gostava apenas de deixar uma mensagem ao filho da puta, energúmeno cobarde e sádico que deixou este vazio, que me fez olhar para os meus pais e ter de ver a tristeza no rosto dos mesmos, que me fez pensar novamente sobre certas coisas bem incómodas acerca da natureza humana e que me roubou mais uma coisa num tempo onde as perdas têm sido constantes.
Que eu nunca tenha o azar/sorte de saber quem foi o assassino deste meu amigo. Porque essa escória, porque isto não é uma pessoa, tem o privilégio de ser a primeira desde que me conheço que odeio de forma concreta e quase perigosa (sim, há muita gente que o merece, mas tive a sorte de nunca os ter encontrado na minha esfera pessoal directa). A primeira pessoa para quem tenho de usar a palavra ódio, o que desde já representa uma perda impassível de definição e uma tristeza adicional em si.
Por isso pergunto. Como é que se explicam certas coisas?
Qual a génese de algo como isto?
Fica para mim, e levará muito tempo a desaparecer, a imagem deste amigo, com os olhos postos na bolacha de água e sal e a cabeça rebelde à procura de uma palma da mão amiga. É sempre difícil deixar ir aqueles de quem se gosta, e tentar sentir apenas o que de bom nos deu. Uma perda é uma perda. Ponto final. O que é que faço com esta falta que dele sinto?
Mas uma coisa é certa. Haverão outros amigos.
Mas o nome ficará sempre o mesmo.
Steve.
quarta-feira, julho 13, 2005

Dear friends.
It's my father's birthday today, and I just had to be here. We’re all getting together for dinner later on at an Indian restaurant. I hope he likes it, because he’s kind on one track minded when it comes to alternative food. But we’ll all be together and that’s fine by me. Since my brother came and got his divorce, and I lost my girl, things have been different. Not easy, but rather easily confusing.
We all got a little closer I guess, and that feels good.
He's one of a kind. A wonderfull man, who lives his life still being to nice. His health, happily, is iron made. Strong as a bull, time just seems to pass and leave him undisturbed. He’s 76 today, but he just doesn’t look like an old man. He smiles, and sometimes his reasoning has lost some of its customary warp speed, but he is as I remember him ten or fifteen years ago. He’s generous and resilient. Brave and somehow scared of some changes necessary in the so called modern world. He as bonr in 1929, ok? Give the guy a break...
I’m happy that in these last years I have had the chance to get closer to him and my mother. My ( tiny tiny) maturity has allowed me to enjoy my parents. Allowed me to savour their contribution as a fundamental part of whatever I might do right. If I do anything correctly, it's because of them. My parents made an agnostic. And just for that, I could love them as I do.
Happy Birthday young man.
You’ve always set the best example for me.
I hope someday to become at least just a little bit of what you are.
Then I’ll have a story to tell, and might be proud of something in my life.
As I am of you and your permanent legacy.
Love You DAD!
Happy Birthday!
Your loving son. .
Vasco Rato para Presidente da Câmara?
Ainda por cima de Vila Franca de Xira, tão longe dos locais supostamente próprios para os seus modos educados, afectados e pedantes? Ainda estou à espera da volta ao Rossio todo nu, que deve acontecer quando aparecerem as armas de destruição maciça, ou seja, no planeta imaginário da Lúcia no Céu com Diamantes...
Ao que alguns elitistas não descem pelo belo do tacho...
terça-feira, julho 12, 2005
Ainda para o meu irmão. :)
"Kate: Other men have loved me, you know.
Bill: I figured as much.
Kate: And I've loved them too.
Bill: That's only natural.
Kate: And all of those men have gone out of my life. Why do you think that is?
Bill: Because they weren't me.
Kate: And who are you?
Bill: I'm the man who's going to make you happy.
Kate: That's very romantic.
Bill: Be good to her and she'll be good to you.
Kate: Are you sure you're not just trying to seduce me?
Bill: It's you who has seduced me.
Kate: We'll see. "
Hal Hartley - Simple Men
Mano, esta é para ti :)
"Ned: I want adventure. I want romance.
Bill: Ned, there is no such thing as adventure. There's no such thing as romance. There's only trouble and desire.
Ned: Trouble and desire.
Bill: That's right. And the funny thing is, when you desire something you immediately get into trouble. And when you're in trouble you don't desire anything at all.
Ned: I see.
Bill: It's impossible.
Ned: It's ironic.
Bill: It's a fucking tragedy is what it is, Ned."
Hal Hartley - Simple Men
Bem vistas as coisas, somos duais, e por isso mesmo completos.
O neo-realismo feioso, cínico e supostamente esclarecido que se foda.
Não tem direito a mais que o seu devido quinhão. E no que me diz respeito, já é demasiado grande.
Ver porque aqui
I threw you the obvious
And you flew with it on your back
A name in your recollection down among a million same
Difficult not to feel a little bit disappointed and passed over
When i've looked right through
To see you naked and oblivious and you don't see me
But i threw you the obvious
Just to see if there's more behind the eyes of a fallen angel
Eyes of a tragedy
Here i am expecting just a little bit too much from the wounded
But i see through it all and see you
So i threw you the obvious
To see what occurs behind the eyes of a fallen angel
Eyes of a tragedy
oh well
apparently nothing
You don't see me
You don't see me at all...
Maynard James Keenan - 3 lybras

segunda-feira, julho 11, 2005

No fim da Rambla, e já na zona comercial e portuária, existe um homem que, pelo menos nos cinco dias em que lá estive, alimentava os pombos. Tinha um olhar perdido, a pele acastanhadas pela torreira de mil dias de sol, e sorria-nos simpaticamente enquanto dançava com os seus amigos emplumados. Estava em todos os planetas menos no nosso.
Porta sim porta sim, existem paquistaneses ou indianos que vendem toda a espécie de souvenirs, lado a lado com os restaurantes, dos quais saem senhores calvos que praticamente nos deitam as ementas para as mãos, na esperança que escolhamos comer ali alguma coisa. À porta de um desses restaurantes estava uma rapariga de vinte e poucos anos, com um par de olhos de um azul faíscante e sorriso terno. Estive quase para entrar e beber uma caña, só por causa daquele sorriso.
A cidade a caminho de Montjuic é um desfilar de monumentos, de cultura e espaços verdes. Do "Poble Espanhol" á fundação Miró, é um deleite escolher o local para parar e passear. Há imensas linguas e sotaques, cores de olhos e sorrisos, por toda a parte.O recinto Olímpico é de uma grandiosidade e luminosidade assombrosas, completamente rodeado pelo verde da vegetação luziriante que envolve toda a encosta da cidade.
O bairro gótico é uma maravilha de ruas estreitas e escuras, cheias de lojas de comércio tradicional ( os centro comerciais colombos e hipermercados são pragas que em Barcelona ainda não atacaram), onde dá gosto andar e andar até que os pés fiquem em sangue ( foi o que literalmente me aconteceu).
E depois há Gaudi. E a Sagrada Família. E não há fotografia que faça jus à imponência trabalhada das suas paredes, à imaginação e beleza das suas esculturas e figuras paralisadas na construção. A sagrada família é possívelmente o meu monumento sacro preferido, e é uma maraviha de originalidade e irreverência. E ou percebi mal as indicações do guia, ou só estará pronta daqui a 20 anos... É obra!
Viajar sozinho pode ser o prelúdio da esquizofrenia. Ter visto, passeado e sentido a cidade com outra pessoa seria muito diferente. Lançaria outra luz, outra qualidade, porque aquilo que é muito bom normalmente sabe sempre melhor se devidamente partilhado com quem aprecie. Mas por outro lado, entre fazê-lo sozinho e não fazer, mais vale a solidão parcial da perdição da descoberta, onde há sempre para onde olhar, o que descobrir, e tuas estreitas e escuras para passear.
Barcelona é um romance de Verão que se poderia tornar a única história de amor para além de Lisboa.
sexta-feira, julho 08, 2005
Por vezes é preciso dar aquele salto no vazio, e esperar que algum sentido, que se encontra na lógica de progressao de qualquer vida, apareça por si.
Essa é a máxima de vida assente num mecanismo de esperança simples.
Aquele que permite que coisas como a que aconteceu em Londres nao nos deixem num desespero total perante a arbitrariedade das acçoes de algumas pessoas.
Que permite pensar num circulo que se feche com alguma razao de ser, em quase tudo.
Londres, todos os pensamentos estao contigo...
segunda-feira, julho 04, 2005
SK
Olá Amigos:
De um cyber café em Barcelona aproveito para mandar umas palavras.
A primeira é que tenho de comprar um moleskine. Tenho de tirar alguns apontamentos, embora esta cidade já me seja familiar, como um amor antigo que se vai renovando.
A segunda é que está um calor infernal, os homens estátua estao cada vez mais incríveis, há mulheres lindíssimas por toda a parte, a luz e cor da cidade fazem do seu bulicio uma delicia, e esta é uma cidade do amor sem duvida...
Já vi o Dennis Rodman ao vivo ( grande como o caraças!!!), o mais fantástico beijo entre duas mulheres em plena "Rambla", e estou prestes a viajar pelo Porto e recorte maritimo da bela Barcelona.
Esta é de facto uma cidade diferente, a única concorrente ao meu amor eterno por Lisboa.
Esta está também a tornar-se uma cidade de reflexao da qual, espero, emergirei com outra perspectiva. Nunca uma semana pareceu tao decisiva, realmente...
Um abraço forte a todos. Lá para o meio da semana, pois tentarei escrevinhar mais alguma coisa.
Ah, já vi T-shirts do Tim Burton...
SK
sexta-feira, julho 01, 2005
Em vez de cenas de pancadaria para saber de quem é a vez de operar a Playstation, adorava ver algo como isto:
"With a single copy to share, my two oldest daughters devised a plan to read it simultaneously. Each girl got the book for a five-hour period, after which she had to mark her place and relinquish it - without pinching or hair pulling - to her sister. For three days reading proceeded around the clock, at intervals enforced by stopwatch. " ( NY Times de hoje)
Lindo!




