... para quê?...
... pergunta o esclarecido...
ESTAÇÕES DIFERENTES
"The most important things are the hardest things to say. They are the things you get ashamed of, because words diminish them - words shrink things that seemed limitless when they were in your head to no more than living size when they're brought out. But it's more than that, isn't it? The most important things lie too close to wherever your secret heart is buried, like landmarks to a treasure your enemies would love to steal away. And you may make revelations that cost you dearly only to have people look at you in a funny way, not understanding what you've said at all, or why you thought it was so important that you almost cried while you were saying it. That's the worst, I think. When the secret stays locked within not for want of a teller, but for want of an understanding ear."
Stephen King - "Different Seasons"
Partilhar informação @ estacoesdiferentes@gmail.com
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segunda-feira, novembro 28, 2005
quinta-feira, novembro 24, 2005
Quando tentei pensar num conceito de musa, apareceu-me isto....
Nos pequenos sons, onde te escondes como aquela cábula que nunca se consegue consutar num exame, reconheço-te.
Não tens forma, mas és feita de toda a recordação e futurologia possivel. Magoas porque não podes ser ignorada, mas como não existes, faço-te num quadro imaterial, cujo pincel do meu sorriso muda a cada dez segundos da tua imobilidade.
Não tenho a lógica comigo. Deixei-a no outro casaco, aquele que num dos outros bolsos tinha aquilo que arriscava como alma. A agonia caiu por um buraco no tecido de cujo qual não fui causador. As unhas que o poderiam ter furado, ou afastado a tua pele de veneno doce, nunca cresceram.
E se no tempo presente não consigo dar-te forma, embora dances incógnita nos cantos das minhas percepções, entrego-me ao que parece feito de ti. Porque os velhos truques são os melhores, especialmente vindos da cartola da genuinidade.
E a dor, imensa e translúcida, que emerge da percepção clara de que és feita de linha ainda não artisticamente domesticadas, ameaça-me pelo conceito de ilusão.
E nos pequenos sons, onde estás partida em milhares de bocados que falam a linguagem da intuição sensível, reside a terrível ameaça de verdade.
Está lá o calor da luz trespassante, e a teimosia da culpa que sei ser minha.
Mas os dias aproximam-se.
E nascem.
E nem mesmo a falta de memória de um mapa rouba a ansiedade de um espaço.
Que acaba por ser casa.
FALA QUEM SABE OU QUEM CONSEGUE
II
The rose is a rose,
And was always a rose.
But now the theory goes
That the apple's a rose,
And the pear is, and so's
The plum, I suppose.
The dear only knows
What will next prove a rose.
You, of course, are a rose
But were always a rose.
The Rose Family
Robert Lee Frost
FALA QUEM SABE OU QUEM CONSEGUE
I
The sea is calm to-night.
The tide is full, the moon lies fair
Upon the straits;--on the French coast the light
Gleams and is gone; the cliffs of England stand,
Glimmering and vast, out in the tranquil bay.
Come to the window, sweet is the night-air!
Only, from the long line of spray
Where the sea meets the moon-blanch'd land,
Listen! you hear the grating roar
Of pebbles which the waves draw back, and fling,
At their return, up the high strand,
Begin, and cease, and then again begin,
With tremulous cadence slow, and bring
The eternal note of sadness in.
Sophocles long agoHeard it on the {AE}gean, and it brought
Into his mind the turbid ebb and flow
Of human misery; we
Find also in the sound a thought,
Hearing it by this distant northern sea.
The Sea of Faith
Was once, too, at the full, and round earth's shore
Lay like the folds of a bright girdle furl'd.
But now I only hear
Its melancholy, long, withdrawing roar,
Retreating, to the breath
Of the night-wind, down the vast edges drear
And naked shingles of the world.
Ah, love, let us be true
To one another! for the world, which seems
To lie before us like a land of dreams,
So various, so beautiful, so new,
Hath really neither joy, nor love, nor light,
Nor certitude, nor peace, nor help for pain;
And we are here as on a darkling plain
Swept with confused alarms of struggle and flight,
Where ignorant armies clash by night.
Dover Beach
by
Matthew Arnold
by
Matthew Arnold
quarta-feira, novembro 23, 2005
If I dream and see your eyes, lost inside a city of untamed hair, and come to a conclusion, is that beauty sometimes transcends all definitions, and the capability to state them.
As I see myself small in front of that beauty, I believe myself to be huge when I find it possible to behold it, as a simple miracle, as a killer of cynicism.
And as I imagine, and find myself incapable of letting the images go, I recreate pain in the form of energy, for rage, when just, saves our sense of dignity. Because it states realism, and we feed on the ground on which we stand.
Of course you are nothing but imagination. But that doesn’t mean that you do not feed on me, and my debt is my simple and explicit demonstration of a quiet rage.
You do not exist, and yet I hear you all the time. My hands just flow through whatever they have to do to reach some representation of a synonym for beauty that has no defined form, no unthinkable pain derived from distance.
And as I always told you, on the edge of what I am, a simple and mild child, don’t think that I can pretend that the world can’t come to an end.
But let him say that to me, in person.
As I see myself small in front of that beauty, I believe myself to be huge when I find it possible to behold it, as a simple miracle, as a killer of cynicism.
And as I imagine, and find myself incapable of letting the images go, I recreate pain in the form of energy, for rage, when just, saves our sense of dignity. Because it states realism, and we feed on the ground on which we stand.
Of course you are nothing but imagination. But that doesn’t mean that you do not feed on me, and my debt is my simple and explicit demonstration of a quiet rage.
You do not exist, and yet I hear you all the time. My hands just flow through whatever they have to do to reach some representation of a synonym for beauty that has no defined form, no unthinkable pain derived from distance.
And as I always told you, on the edge of what I am, a simple and mild child, don’t think that I can pretend that the world can’t come to an end.
But let him say that to me, in person.
Apenas uma demonstração da palhaçada asquerosa em que se tornou a modorra cultural e artistica feita de tipos que falam em vez de cantar, mostram umas gajas com mamas e cus empinados e vendem uma porrada de discos a malta que acha que é cool andar de arma á cintura e parecer-se com um gangster.
Leiam e constatem a razão pela qual o novo album de Fiona Apple não é editado e que explicará talvez o problema que a Sony Music terá tido com mais artistas no passado.
O mercantilismo economicistas é realmente, a espaços, o conceito mais nojento e infeccioso do planeta.
Leiam e constatem a razão pela qual o novo album de Fiona Apple não é editado e que explicará talvez o problema que a Sony Music terá tido com mais artistas no passado.
O mercantilismo economicistas é realmente, a espaços, o conceito mais nojento e infeccioso do planeta.
Se:
As pessoas não fazem esforços,
Aceitam a rotina como algo de absolutamente normal,
Acham que tudo se torna mais importante que cuidar de algo que supostamente deveria unir duas pessoas,
Encontram a importância nas merdices e picuinhices, porque tudo pode ser deixado para amanhã,
Desistem da sua individualidade porque aceitam que não a podem partilhar a certo nivel com a pessoa que escolheram,
Encaram o desinteresse como uma consequência normal da dinâmica relacional,
Abandalham o espólio intelectual e físico porque afinal de contas, "há coisas mais importantes" e "isso já não interessa" porque afinal, no que diz respeito à pessoa, "já está",
Nada criam, nada provocam, nada mudam, nada evoluem porque o pragmatismo levou a melhor e há que pensar em tudo menos nisso,
Entendem que a voz interna morre na vida adulta porque a imaginação é coisa de miudos,
Aceitam que uma qualquer espécie de relação duradoura/estável é uma negação de brincadeira, de travessura ou risco,
Encaram os outros como bibelots num anúncio simpático a cerveja os whisky novo,
Acham que está tudo dito quando se atolam das supostas felicidades das obrigações, e deixam morrer a voz interna, o espirito criativo e a ideia de que a sua liberdade nunca pode estar em causa, porque só a entregando de livre vontade e sempre na medida certa é que se consegue pertencer a alguém...
...Façam um favor a vós próprios, e aos outros.
Fiquem sós e pensem no que andam a fazer. Na merda que andam a fazer.
Se acham que no complexo afectivo entre duas pessoas tudo é relativo, então a maior das faltas de respeito está efectuada. A falta de esforço redunda no desrespeito de considerar que qualquer acordo tácito relacional justifica todo o tipo de modorra ou automatismo sonolento.
Ou então aceitem, e não se queixem. Assumir as responsabilidades é já um caminho célere para a dignificação de uma mudança necessária.
E percebam rapidamente que estão mortos, e ainda não receberam o aviso lá em casa.
A maturidade não é medida pela ausência de rugas na gravata, ou as medalhas de mérito obtidas na realização dos pragmatismos.
A maturidade é aceitar as coisas na verdadeira medida, mas rebelar sempre contra aquilo que afoga a idiossincrasia do espírito. Porque se é certo que não podemos ser sempre felizes, é igualmente indiscutivel que a felicidade a espaços é possível, desde que procurada activamente.
Se não estão para isso, não se queixem.
Não têm qualquer legitimidade para o fazer...
terça-feira, novembro 22, 2005
(...)Qualquer coisa que esteja bem nestas tomadas de consciência, é mérito de quem as passou.
O que estiver mal, estará por culpa de quem as interiorizou incorrectamente, ou seja, eu. Se vos parecer demasiadamente com um texto de auto ajuda, fica desde já esclarecida que não é essa a intenção, e apresentadas as desculpas por isso mesmo :)
A LISTA - PARTE II
11. Conhece o teu corpo. Usa-o ao extremo. Mas conhece o teu ponto de harmonia. Raramente conseguirás lá chegar, mas poderás estar sempre nas redondezas.
12. Quando cumprimentares alguém, não te fiques pelos monossílabos. Pergunta sempre como elas estão, pois não estão habituadas.
13. Recorda-te que o dinheiro não é tudo, mas que sem ele não podes fazer nada.
14. Serve-te da natureza, mas nunca abuses dela. A memória da terra não é assim tão má como a ignorância parece crer.
15. Sê modesto, mas acredita no que podes efectivamente fazer.
16. Dá o exemplo, mas acalenta os vícios que te tornam mais humano. A negação destes tornar-te-ão frio e inacessível.
17. Numa conversa de amigos, inventa acerca de ti uma história divertida. Depressa te aperceberás de que as histórias que são verdadeiras virão à memória muito mais rapidamente, e com outro gosto e vivacidade.
18. Lê! Seja lá o que for, mas tenta sempre saber coisas diferentes, nem que seja algo chato. A cultura, em alguns aspectos, é necessariamente chata!
19. Tem cuidado com as crianças que encontres. Se não tens jeito para elas, aprende rapidamente, pois serás recompensado de uma forma que nunca ninguém espera.
20. Ao cumprimentares as pessoas, toca-as o mais possível.
O que estiver mal, estará por culpa de quem as interiorizou incorrectamente, ou seja, eu. Se vos parecer demasiadamente com um texto de auto ajuda, fica desde já esclarecida que não é essa a intenção, e apresentadas as desculpas por isso mesmo :)
A LISTA - PARTE II
11. Conhece o teu corpo. Usa-o ao extremo. Mas conhece o teu ponto de harmonia. Raramente conseguirás lá chegar, mas poderás estar sempre nas redondezas.
12. Quando cumprimentares alguém, não te fiques pelos monossílabos. Pergunta sempre como elas estão, pois não estão habituadas.
13. Recorda-te que o dinheiro não é tudo, mas que sem ele não podes fazer nada.
14. Serve-te da natureza, mas nunca abuses dela. A memória da terra não é assim tão má como a ignorância parece crer.
15. Sê modesto, mas acredita no que podes efectivamente fazer.
16. Dá o exemplo, mas acalenta os vícios que te tornam mais humano. A negação destes tornar-te-ão frio e inacessível.
17. Numa conversa de amigos, inventa acerca de ti uma história divertida. Depressa te aperceberás de que as histórias que são verdadeiras virão à memória muito mais rapidamente, e com outro gosto e vivacidade.
18. Lê! Seja lá o que for, mas tenta sempre saber coisas diferentes, nem que seja algo chato. A cultura, em alguns aspectos, é necessariamente chata!
19. Tem cuidado com as crianças que encontres. Se não tens jeito para elas, aprende rapidamente, pois serás recompensado de uma forma que nunca ninguém espera.
20. Ao cumprimentares as pessoas, toca-as o mais possível.
domingo, novembro 20, 2005
Os modos de vida que nos são apresentados, por circunstâncias de vida, surgem como estranhos, mas depois encaixam perfeitamente. Primeiro estranha-se, depois entranha-se, já lá dizia o génio.
Acabamos por gerar a normalidade a partir do que surge inicialmente como gritante originalidade. Há quem diga que alguns aceitam a lógica do que são capazes. Outros simplesmente aceitam o receio como parte integrante de uma vivência, e entregam-se ao que são capazes.
Dificil aceitação aquela que se apega à normalidade. Aos códigos do que, sendo aceitável, simplesmente restaura uma noção de desespero em contagem decrescente perante o que toda a gente considera como "o normal objectivo".
E se aquilo que toda a gente quer tiver sido roubado? E precisamente por excesso de aceitação do que é considerado aceitável, ou bonito, ou mesmo desejável?
Ninguém responde.
E os pequenos crimes acumulam-se.
Quid Juris... ?
Acabamos por gerar a normalidade a partir do que surge inicialmente como gritante originalidade. Há quem diga que alguns aceitam a lógica do que são capazes. Outros simplesmente aceitam o receio como parte integrante de uma vivência, e entregam-se ao que são capazes.
Dificil aceitação aquela que se apega à normalidade. Aos códigos do que, sendo aceitável, simplesmente restaura uma noção de desespero em contagem decrescente perante o que toda a gente considera como "o normal objectivo".
E se aquilo que toda a gente quer tiver sido roubado? E precisamente por excesso de aceitação do que é considerado aceitável, ou bonito, ou mesmo desejável?
Ninguém responde.
E os pequenos crimes acumulam-se.
Quid Juris... ?
sexta-feira, novembro 18, 2005
Começo hoje uma espécie de listagem de máximas que apenas têm eco naquilo que o contributo dos outros me ensinou.
Conceitos e ideias que retive dos ensinamentos e experiências junto a outros, e que me levaram a estas pequenas e inconsequentes conclusões.
Qualquer coisa que esteja bem nestas tomadas de consciência, é mérito de quem as passou.
O que estiver mal, estará por culpa de quem as interiorizou incorrectamente, ou seja, eu. Se vos parecer demasiadamente com um texto de auto ajuda, fica desde já esclarecida que não é essa a intenção, e apresentadas as desculpas por isso mesmo :)
É dirigida a uma um personagem feminino que sinceramente, nem sei bem que é...
A LISTA - PARTE I
1. Quando acordares, levanta-te depressa. É a única forma de apagar rapidamente o toque da preguiça;
2. Fala bem alto de manhã. Nem que seja sozinha, pois esse tipo de loucura é sedutora;
3. Entristece-te se for necessário, mas evita ao máximo o desespero. A primeira é genuína e válida, mas o segundo não é condição de vida, apesar do que possa ser dito em contrário;
4. Elogia as pessoas que amas, sem bajulices. Os silêncios subentendidos não são tão subentendidos como isso, e o amor necessita de ser falado;
5. Sê sempre educado, mas nunca deixes de perder a calma quando isso se justificar. A contemporização é, infelizmente, demasiadas vezes confundida com fraqueza;
6. Faz algo disparatado todos os dias. Mesmo aquilo que te pareça mais idiota no momento menos importante. O absurdo praticado ajuda a entender o alheio;
7. Sorri para todas as pessoas que o merecem, mesmo que a tua disposição não seja a melhor. é a melhor forma de ser facilmente reconhecido;
8. Não apagues toda a irreverência do teu espírito. A tua resistência tornar-te-á identificável e respeitada até mesmo pelos teus antagonistas e inimigos;
9. Nunca olhes para um momento especial pensando no medo que tens do seu término. Conta antes os segundos em que te apercebes que foi melhor estar vivo para estar a vivê-lo.
10. Aceita as críticas, mas procura sempre refutá-las. Os teus argumentos serão sempre prova de que elas foram injustas, e a incapacidade dos mesmos provará a irrefutabilidade daquelas.
(...)
quarta-feira, novembro 16, 2005

A ausência de palavras, perante a manifestação complexa e subjectiva de beleza, é apenas a lógica comportamental que determina a reacção perante o evidente e completo.
Porque nos deparamos com algo que transcende uma certa capacidade analítica de explicar cada arrepio leve da estética que nos invade, ao mesmo tempo que percebemos o que ultrapassa essa mesma ideia, e que no fundo até a pode revelar.
É por isso que a complementaridade e o equilíbrio são uma busca.
Constroem-se, e ninguém, mas ninguém nasce com eles.
Talvez a voz, talvez o contorno, mas talvez a visão só seja possível quando o resto leva o palpável a transcender-se.
terça-feira, novembro 15, 2005
sexta-feira, novembro 11, 2005
O silêncio que se pensava impensável, tornou-se afinal uma lógica, muito determinável.
As voltas que sentem estáticas, não são mais que amostras de delírio, necessariamente erráticas.
Aquilo que é feito de alegria impensada, é o produto de cada pedaço de originalidade dispensada.
A paragem dos papagaios num céu sem vento, são as escolhas alheias, cuja fundamentação é tão inexplicável como o seu intento.
O facto de não querer saber, não é verdade, trata-se apenas de defesas, nascidas de simples ansiedade.
O silêncio que se pensava impensável está cá por escolha, à espera que a mesma se torne consciente, e alguma redenção a recolha.
E nas percepções dos dias que se sucedem, na rapidez que entontece, vejo o imenso sucedido, porque se calhar, afinal tudo acontece.
Tornada incolor a consistência de cada pedaço de memória, deixa-se de lado uma possível e dolorosa realidade, para se tornar história.
O silêncio que se pensava impensável, e a vida daí decorrente, torna o passado já suportável, porque afinal, não é o presente.
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