(...)Qualquer coisa que esteja bem nestas tomadas de consciência, é mérito de quem as passou.O que estiver mal, estará por culpa de quem as interiorizou incorrectamente, ou seja, eu. Se vos parecer demasiadamente com um texto de auto ajuda, fica desde já esclarecida que não é essa a intenção, e apresentadas as desculpas por isso mesmo...
A LISTA - PARTE V
1. Lê um livro e aprimora o teu modo de vida. Arranja mais um ideal ou quem sabe um novo.
2. Faz um exercício de consumismo perfeitamente disparatado pelo menos uma vez na vida. Mas com algo que queiras pelo menos um pouco.
3. Viaja. De carro, avião, para outros países, pelo teu próprio, mas arranja maneira de caminhar sempre para qualquer lado que não conheces, ou rever aqueles nos quais não podes estar frequentemente.
4. Questiona-te sempre. E depois de obteres as respostas momentâneas, volta a questionar-te.
5. Nunca te leves demasiado a sério. Mas também não deixes que a importância que possas ter seja eterna e completamente desconsiderada.
6. Sê feliz à tua custa. Mas aceita ajuda de outros quando esta te parecer sincera. Se vier de quem está melhor que tu, é bom, se for de quem está pior, é óptimo!
7. Delimita os conceitos e atitudes até que te pareçam consistentes e reais. Mas recorda-te de que se tudo são símbolos, à tua interpretação não poderá faltar o cunho pessoal e a parcela de inexplicável.
8. Combate a prepotência e o despotismo. Mas primeiro, aprende a reconhecê-los em ti e começa por aí.
9. Cuidado com a sinceridade. Quando existe de menos, consegue viver-se até melhor que quando ela sobeja, mas a ilusão morrerá quando morrer o nível de poder pessoal e circunstancial que possas ter. No segundo caso, as pessoas reconhecerão o que podes fazer. No primeiro, apenas reconhecerão o que poderás fazer por elas.
10. Divide as tarefas da casa. Cozinha com grande aparato, suja a cozinha toda, mas lembra-te de a limpares somente no dia seguinte.
11. Cuidado com os “presentes de grego”. Há muitos simulacros muito mais subtis que um enorme cavalo de madeira, mas que fazem muito mais estragos.
12. Aproxima-te dos teus irmãos. Dos teus pais. Aprende a conhecê-los. Não os tomes por garantidos, apenas por se tratar da família.
13. Nunca desprezes ou desconsideres um festejo ou celebração abstractamente merecedora de atenção. É um tipo de passividade que se torna um hábito muito mais rapidamente do que se possa imaginar.
14. Preocupa-te. Mas nunca desesperes. E se não puderes evitar, resiste até sentires que podes passar o testemunho.
15. Procura uma certa estranheza. Se a encontrares, tenta adaptá-la, mas se não conseguires, recorda-te dela como exemplo para algo que eventualmente te aconteça.
16. Aceita conselhos, mas não adoptes cegamente quaisquer máximas.
17. Recorda-te o menos possível o que te deixa infeliz. Mas nunca te esqueças desse mesmo algo. Evitarás amargas surpresas e falsas ignorâncias.
18. Inventa qualquer coisa. Basta uma frase que nunca mais ninguém possa repetir.
19. Entende que o relativismo pode ser absoluto em conceito, mas altamente destrutivo se absoluto na realidade.
20. Quem nada teme, nada ama. Tem muito medo!
21. Aprende a jogar às cartas.
22. Olha atentamente para os cartazes de cinema e teatro. Podem ser o indicativo para umas horas que mudam uma vida.
23. O sofrimento verdadeiro só é alardeado em situações limite. Para aplacá-lo, é preciso saber procurá-lo.
24. Encontra um bom clube de vídeo!
25. Organiza os teus álbuns de fotografias. Mais tarde, serão arautos da tua memória e depositários de todos os pormenores.