ESTAÇÕES DIFERENTES
Stephen King - "Different Seasons"
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domingo, fevereiro 19, 2006
and it makes a firery ring
bound by wild desire
I fell in to a ring of fire...I
fell in to a burning ring of fire
I went down,down,down
and the flames went higher.
And it burns,burns,burns
the ring of firethe ring of fire.
The taste of love is sweet
when hearts like our's meetI
fell for you like a child
oh, but the fire went wild..
I fell in to a burning ring of fire.....
Johny Cash
Bem sei que Match Point é provavelmente uma obra superior em todos os aspectos, mas "Walk The Line" tocou-me de uma outra forma. Por todos os motivos e mais alguns.
Ah, o o Joaquin Phoenix canta para cacete...
sexta-feira, fevereiro 17, 2006
terça-feira, fevereiro 14, 2006
O discurso tende um pouco para a generalização, mas tenho por provável que se trata da experiência de quem escreve, e como tal, o universo que mais lhe parece correcto.
segunda-feira, fevereiro 13, 2006
A falta de desejo é um problema em si mesmo bem maior, parece-me.
O desejo cria a racionalidade, porque esta só existe na evolução, e só evolui quem deseja.
Ao querer chegar a alguém, a lógica aplica-se.
Seja em que contexto for.
Só chegamos, evoluindo no que somos, para podermos aparecer como algo junto a alguém.
Só desejando chegar, podemos ter, porque querermos ser.
Parece-me...
Ter "manias" parece-me algo relacionado com o ter uma originalidade, paixão ou fraqueza imensas por um par de coisas ou mais. No meu caso, vai muito para além das 5, lamento confessar...
Assim sendo, cá vai.
Regulamento: "Cada bloguista participante tem de elencar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento". Ademais, cada participante deve reproduzir este "regulamento" no seu blogue."
1 - Barulho no cinema - fico positivamente doente com qualquer espécie de ruído parasita no cinema. Conversadores, pipoqueiros, atendedores de telemóvel, todos estes energúmenos me dão cada vez mais vontade de me empenhar até às orelhas, arranjar um plasma ou um lcd e ficar em casa a curtir cinema como deve de ser. Claro que nada se compara ao grande ecrã, mas pelo menos não tenho de levar com a malta que pensa que civismo deve ser o novo modelo da Honda...
2 - Roer as unhas - Não, nunca até ao sabugo, nem ao ponto de ficar com os dedos feitos em gelatina disforme, mas vou alisando os bordos com os dentes, num acto contínuo. Se estiver stressado ou concentrado, pior ainda.
3 - Querer saber tudo/ curiosidade - Péssima mania de querer dissecar, entender, perceber todos os mecanismos de causa efeito. Especialmente no que diga respeito às pessoas e suas atitudes, aos fundamentos do amor, da irritação, etc. A curiosidade leva-me sempre a querer ver, a querer perceber, entender, descobrir, por a nu. Por vezes pode ser desagradável para os interlocutores, mas ocasionalmente, nem isso me faz parar... não sei porquê - já viram o contra-senso?
4 - Casas de banho – esqueçam. Se não for a de minha casa, de casa dos meus pais, só um cataclísmico desarranjo intestinal me fará usar outra casa de banho que não a minha.
Bonne chance!!!!
sexta-feira, fevereiro 10, 2006
Que nos isolam numa imagem que se torna mágica não por nós, mas pelo seu talento vertido na fotografia.
Pela simpatia do trato, e a sinceridade nas partilhas das coisas simples que a amizade descomplexada traz.
Por uma lembrança para uma noite de música com ícones de 25 anos que mais parecem putos energéticos e pejados pelo talento de mil vidas. Por aquela sala enorme a cantar em uníssono.
Pela busca que faz do âmago dos outros sem afectações do glicodoce desnecessário.
Pelo Personal Jesus de há duas noite, obrigado....
segunda-feira, fevereiro 06, 2006
Acho que de alguma forma a noção de diálogo, seja entre estados ou pessoas, há muito que se perdeu numa apaixonada fogueira de ódios e lealdades, onde a teocracia ainda tem um peso imenso.
A ocupação dos territórios Árabes é, em meu ver, um escândalo que a comunidade internacional vê com um olhar meio filtrado, mas o recrudescimento do terrorismo mostra claramente que o fanatismo é uma excrescência da qual o mundo tem de se ver livre rapidamente.
quarta-feira, fevereiro 01, 2006
O quinteto que me vai levar o dinheiro, embora o Crash já tenha feito a sua quota parte no impacto que me provocou.
Tenho muita curiosidade em ver "Capote", especialmente pela aparição da personagem da Harper Lee, que escreveu um dos livros que mais gosto.
"Munich" pôs a comunidade judaica de Hollywood em desassossego. Só por isso vale a pena ver.
"Good Night and Good Luck" - caça às bruxas, ou como era o Bushismo com outro nome. Clooney a mostrar argumentos que não os habitualmente referidos pelas moças.
Gostei muito do livro "Shipping News", o que me leva a ter curiosidade em ver como pegaram nesta história da Annie Proulx, mesmo antes de ler o livro.
Enfim, a noite do Óscar traz glória a pequenos filmes, sobre realidades complexas e uma reflexão geral sobre o estado das coisas.
Espero até lá ter visto os 5.
Oscar Night is happy insomnia night...
segunda-feira, janeiro 30, 2006
As pessoas sorriam, e o cenário transformou-se, porque nada nos seus devidos lugares estava habituado a esta mudança de cenário. As árvores, as estradas, os carros, os animais de rua, todos se posicionavam numa estranheza simpática pela novidade que o dia havia trazido.
Havia um brilho diferente, uma espécie de carícia gelada do dia para aqueles que agradeciam de forma simples algo de comum na natureza, mas tão aparentemente deslocado.
A neve caiu, ainda por cima no meu dia de aniversário. Aliado ao calor que nem sei como agradecer da parte de alguns, várias coisas se conjugaram, e por vezes vemo-nos na contingência de olhar para as realidades da única forma que podemos.
Em admiração por aquilo que é transcendentemente belo e compensador, mas que o faz sem nos dar cavaco.
Domingo foi um dia branco em todos os sentidos, e por vezes seria inacreditavelmente autista não se agradecer pelas coisas simples que marcam memórias perenes, em geral, a todos quantos se preocuparam, sendo natureza ou Homem, em provocar-me um sorriso.
Obrigado. :)
sexta-feira, janeiro 27, 2006
The Path
Souls they float like the memories I've opened
Go and kiss all the butterflies I've broken
Sow their wings to the coat of my misfortune
Grow to reach the plains I have only spoken
I'm walking on a river
I'm handing out the bread to my father's son
I'm looking at this lonely land
And I'm standing in the eye of a hurricane
Waterfalls upon my hair
Wash away all the tangles in my head
I look inside the poolIt's my reflection
Now I've reached a higher place.
I'm tearin' down a temple
Be alright, gonna build me another one
Won't see me getting tired
I'd break my back just to be inside again
Be inside again...Be inside again...Be inside again...
Well I've had years and years of doubt
Now it's gone.
And I've had years and years of doubt
Now it's gone.
And I've had years and years of doubt
And now it's gone.
And I've had years and years of doubt
Now it's gone.
And I've had years and years of doubt
Now it's gone.
And I've had years and years of doubt
Now it's gone...
Manmade God
quinta-feira, janeiro 26, 2006
quarta-feira, janeiro 25, 2006
"The lords of life, the lords of life,
I saw them pass,
In their own guise,
Like and unlike,
Portly and grim, --
Use and Surprise,
Surface and Dream,
Succession swift and spectral Wrong,
Temperament without a tongue,
And the inventor of the game
Omnipresent without name; --
Some to see, some to be guessed,
They marched from east to west:
Little man, least of all,
Among the legs of his guardians tall,
Walked about with puzzled look.
Him by the hand dear Nature took,
Dearest Nature, strong and kind,
Whispered, "Darling, never mind!
To-morrow they will wear another face,
The founder thou; these are thy race!"
E num instante, voaste.
Saiste e a expressão estava lá. Nos gestos dos teus dedos, na comprensão de uma lógica outrora perdida. Exibias as marcas como a determinação de um segundo na vida, como uma dança de uma banda moribunda, e ficaste parada no compasso que não se completou.
Havia sorrisos nas ausências, e agora, nada nas mãos restava parado, nem sequer sustentado pela vaga noção do que havia a retribuir ou consertar.
Há, nas palavras, o reencontro com uma serenidade, um caminho nos passos de uma intenção, e toda a aceitação de um beijo do futuro.
Não tenho os riscos no papel, mas as frases desenham-se. São extraídas do que nunca pode ser roubado, porque sobrevém do risco de seres tu, no caminho, nos passos finais de uma perseguição.
E agora que o sol brilha, mesmo que o escondam em jeito de teste, a minha mão passa o espaço num palmo imaginário, e contorna-te o rosto.
Mais viva que nunca, é tempo.
Não de dívidas saldadas, mas de direitos que permanecem enquanto moldados às pegadas de agressões que nada significam.
Sorrir é brilhar. Mesmo sem sol, porque agora sim, és capaz de o imaginar...
Serenade
So sweet the hour, so calm the time,
I feel it more than half a crime,
When Nature sleeps and stars are mute,
To mar the silence ev'n with lute.
At rest on ocean's brilliant dyes
An image of Elysium lies:
Seven Pleiades entranced in Heaven,
Form in the deep another seven:
Endymion nodding from above
Sees in the sea a second love.
Within the valleys dim and brown,
And on the spectral mountain's crown,
The wearied light is dying down,
And earth, and stars, and sea, and sky
Are redolent of sleep, as I
Am redolent of thee and thine
Enthralling love, my Adeline.
But list, O list,- so soft and low
Thy lover's voice tonight shall flow,
That, scarce awake, thy soul shall deem
My words the music of a dream.
Thus, while no single sound too rude
Upon thy slumber shall intrude,
Our thoughts, our souls-
O God above!
In every deed shall mingle, love.
Poem by Edgar Allen Poe (1850)
segunda-feira, janeiro 23, 2006

"They say your entire life flashes in front of your eyes when you die.
It's not really your entire life... It's just the moments that stood out... And they're not the ones you'd expect, either... The moments you remember are tiny ones, some you haven't thought of in years... If you've thought of them at all... But in the last second of your life, you remember them with astonishing clarity...
Because they're just so...
beautiful... ...that they must have been imprinted, on like a cellular level...
For me it was, lying on my back at Boy Scout camp, watching falling stars...
And yellow leaves from the ginkgo trees that lined our street...
Or my grandmother's hands, and the way her skin seemed like paper...
And the first time I saw my cousin Tony's brand new Firebird
And the way I felt when Angela first smiled at me...
Carolyn...
And Janie.
And Carolyn's roses..
And beauty...
I guess I could be pretty pissed of f about what happened to me... but it's hard to stay mad, when there's so much beauty in the world. Sometimes I feel like I'm seeing it all at once, and it's too much, my heart fills up like a balloon that's about to burst... And then I remember to relax, and stop trying to hold on to it, and then it flows through me like rain and I can't feel anything but gratitude for every single moment of my stupid little life...
You have no idea what I'm talking about, I'm sure...
but don't worry...
You will someday."
Allan Ball - American Beauty - Original Script.
É um trecho repetente no Estações, mas as saudades não são apenas aplicáveis relativente às pessoas. Além disso, a imagem acima necessita de um texto à altura.
De volta, com a metáfora do fascínio.
Até já.
sexta-feira, janeiro 20, 2006
quinta-feira, janeiro 12, 2006
quarta-feira, janeiro 11, 2006
terça-feira, janeiro 10, 2006
O programa segue dentro de momentos.
Importa é vencer, meus amigos. Ganhar é tudo.
Lá fora é que a malta é desenvolvida e civilizada. Lá fora é que se trabalha...
Enfim...
quinta-feira, janeiro 05, 2006
Por tudo aquilo que mesmo sem a vontade a comandar, nos torna diferentes perante os olhares persistentes, cada carícia de luz que faz da escuridão sentida apenas uma breve recordação.
Afinal damos por nós a ser os carrascos das nossas perspectivas, como agentes que mesmo que incontrolados nos seus efeitos, ainda lançam uma mão mais ou menos segura, capaz apenas com a medida de si mesma.
E afinal somos mesmo responsáveis.
Mesmo numa relativa ignorância dos processos necessários.
quarta-feira, janeiro 04, 2006
(...)Qualquer coisa que esteja bem nestas tomadas de consciência, é mérito de quem as passou.O que estiver mal, estará por culpa de quem as interiorizou incorrectamente, ou seja, eu. Se vos parecer demasiadamente com um texto de auto ajuda, fica desde já esclarecida que não é essa a intenção, e apresentadas as desculpas por isso mesmo...
A LISTA - PARTE V
1. Lê um livro e aprimora o teu modo de vida. Arranja mais um ideal ou quem sabe um novo.
2. Faz um exercício de consumismo perfeitamente disparatado pelo menos uma vez na vida. Mas com algo que queiras pelo menos um pouco.
3. Viaja. De carro, avião, para outros países, pelo teu próprio, mas arranja maneira de caminhar sempre para qualquer lado que não conheces, ou rever aqueles nos quais não podes estar frequentemente.
4. Questiona-te sempre. E depois de obteres as respostas momentâneas, volta a questionar-te.
5. Nunca te leves demasiado a sério. Mas também não deixes que a importância que possas ter seja eterna e completamente desconsiderada.
6. Sê feliz à tua custa. Mas aceita ajuda de outros quando esta te parecer sincera. Se vier de quem está melhor que tu, é bom, se for de quem está pior, é óptimo!
7. Delimita os conceitos e atitudes até que te pareçam consistentes e reais. Mas recorda-te de que se tudo são símbolos, à tua interpretação não poderá faltar o cunho pessoal e a parcela de inexplicável.
8. Combate a prepotência e o despotismo. Mas primeiro, aprende a reconhecê-los em ti e começa por aí.
9. Cuidado com a sinceridade. Quando existe de menos, consegue viver-se até melhor que quando ela sobeja, mas a ilusão morrerá quando morrer o nível de poder pessoal e circunstancial que possas ter. No segundo caso, as pessoas reconhecerão o que podes fazer. No primeiro, apenas reconhecerão o que poderás fazer por elas.
10. Divide as tarefas da casa. Cozinha com grande aparato, suja a cozinha toda, mas lembra-te de a limpares somente no dia seguinte.
11. Cuidado com os “presentes de grego”. Há muitos simulacros muito mais subtis que um enorme cavalo de madeira, mas que fazem muito mais estragos.
12. Aproxima-te dos teus irmãos. Dos teus pais. Aprende a conhecê-los. Não os tomes por garantidos, apenas por se tratar da família.
13. Nunca desprezes ou desconsideres um festejo ou celebração abstractamente merecedora de atenção. É um tipo de passividade que se torna um hábito muito mais rapidamente do que se possa imaginar.
14. Preocupa-te. Mas nunca desesperes. E se não puderes evitar, resiste até sentires que podes passar o testemunho.
15. Procura uma certa estranheza. Se a encontrares, tenta adaptá-la, mas se não conseguires, recorda-te dela como exemplo para algo que eventualmente te aconteça.
16. Aceita conselhos, mas não adoptes cegamente quaisquer máximas.
17. Recorda-te o menos possível o que te deixa infeliz. Mas nunca te esqueças desse mesmo algo. Evitarás amargas surpresas e falsas ignorâncias.
18. Inventa qualquer coisa. Basta uma frase que nunca mais ninguém possa repetir.
19. Entende que o relativismo pode ser absoluto em conceito, mas altamente destrutivo se absoluto na realidade.
20. Quem nada teme, nada ama. Tem muito medo!
21. Aprende a jogar às cartas.
22. Olha atentamente para os cartazes de cinema e teatro. Podem ser o indicativo para umas horas que mudam uma vida.
23. O sofrimento verdadeiro só é alardeado em situações limite. Para aplacá-lo, é preciso saber procurá-lo.
24. Encontra um bom clube de vídeo!
25. Organiza os teus álbuns de fotografias. Mais tarde, serão arautos da tua memória e depositários de todos os pormenores.
terça-feira, janeiro 03, 2006
Forgetting someone is like forgetting to turn off the light in the backyard so it stays lit all the next day.
But then it is the light that makes you remember.
Yehuda Amichai
Vergonhosamente roubado a um dos melhores blogs do ano.
Harry Potter desbloqueia as urgências em Inglaterra...
Vejam porquê...
segunda-feira, janeiro 02, 2006
Que 2006 seja bem melhor que 2005.
O Estações ainda se encontra em cima da mesa do conselho de administração, para resolução do seu futuro.
Digamos que a passagem de ano não ajudou muito a polir os contornos desse mesmo futuro.
Mas é possível que em breve volte.
Feliz Ano Novo.
segunda-feira, dezembro 19, 2005
quinta-feira, dezembro 15, 2005
terça-feira, dezembro 13, 2005
Esses momentos tornam-se uma terapia, uma espécie de local seguro onde paramos quando estamos fartos de jogar à apanhada com o que quer que nos assole todos os dias. Uns usam drogas, outros bebida, outros ainda psiquiatras ou psicólogos. Os mais afortunados, usam amigos verdadeiros, mas esses são ainda mais raros que bruxas a recitar poesia.
Eu fecho os olhos e vejo aquela rapariga vestida de bruxa, com as formas do corpo jovem e belo desenhadas mas igualmente difusas na luz roxa, lendo um poema que faz exactamente as mesmas perguntas que eu e sem responder acaba por confortar-me. É um truque como todos os outros, É meu. Daí a sua validade idiossincrática e duvidosa.
Bem sei que é bem mais elegante ser cínico, e que a mais das vezes se confunde essa predisposição mental com a verdade ou sinceridade. Não haja também qualquer dúvida que eu próprio concordo algumas vezes com essa premissa ou atitude. Mas naquele instante essa noção irritar-me-ia se nela tivesse sequer pensado, como me irrita agora que a vejo em tela de recordação. Porque era algo ao qual eu desejava dar uma importância que acabou por verificar-se no decurso da minha vida, ainda que os restantes milhões de pessoas no mundo não pudessem estar-se mais nas tintas para isso. É uma realidade dura de enfrentar, e nada nova. Mas nunca me habituei a ela e calculo que ninguém o faça."
In the forests of the night,
What immortal band or eye
Could frame thy fearful symmetry?
In what distant deeps or skies
Burnt the fire of thine eyes?
On what wings dare he aspire?
What the hand, dare sieze the fire?
And what shoulder, and what art,
Could twist the sinews of thy heart?
And, when thy heart began to beat,
What dread hand? and what dread feet?
What the hammer? what the chain?
In what furnace was thy brain?
What the anvil? what dread grasp
Dare its deadly terrors clasp?
When the stars threw down their spears,
And watered heaven with their tears,
Did He smile his work to see?
Did He who made the Lamb make thee?
Tyger! Tyger! burning bright
In the forests of the night, What immortal hand or eye,
Dare frame thy fearful symmetry?
William Blake
A LISTA - PARTE IV
1. Reconhece que optas sempre, mas admite contentar outras vontades. Quem sabe se não acabarás por concordar?
2. Tem sempre sonhos. Alimenta-os sempre, por mais estapafúrdios que sejam. Poderá ser a coisa mais preciosa a partilhar com outra pessoa, ou a marca mais evidente da tua identidade.
3. Tem paciência. Mesmo quando já a tiveres perdido completamente, pelo menos recorda-te de que a tiveste e que a quiseste manter.
4. Persegue os que amas. Nunca desistas de obter uma confirmação exacta do que podes conseguir. Mas nunca exageres, e liberta-os sempre antes da ultima tentativa.
5. Faz amizade com um médico, um advogado e um empregado de papelaria e livraria.
6. Transforma-te no que puderes, mas não te faças no que não és.
7. Indigna-te sempre que achares legítimo. O cinismo é subtil, por isso acautela-te.
8. As coisas nunca estão tão más como parecem, mas também nunca ficarão tão bem como se espera. Se possível ,vive feliz nesse intermédio.
9. Aceita a desilusão. Mas nunca a aches natural.
10. Passeia pela internet e fala com alguns desconhecidos. Mas quando sentires necessidade de gesticular e fazer caretas ao monitor, então está na hora de descansar e ler um livro.
11. Faz surpresas a quem amas. Nunca são demais e repelem o cansaço da convivência. São o antídoto do veneno comodista.

E nos instantes em que nos reencontramos connosco, salvos do que nos carcomia, e encontrados na constância do instinto, aceitamos o respeito, a tolerância, e a dor doce dos impulsos, como os formatos esperados de algo que se jugava meio perdido, mas que se encontra somente protegido.
terça-feira, dezembro 06, 2005
É caso para dizer que, em certa medida, algumas ditaduras ainda se mantêm. Mais suaves e escondidas, mas ainda assim, socialmente visíveis.
E certos preços a pagar ainda são altos, embora de certa forma opcionais.
Mas só de certa forma . . .
segunda-feira, dezembro 05, 2005
O que estiver mal, estará por culpa de quem as interiorizou incorrectamente, ou seja, eu.
Se vos parecer demasiadamente com um texto de auto ajuda, fica desde já esclarecida que não é essa a intenção, e apresentadas as desculpas por isso mesmo :)
A LISTA - PARTE III
22. Quando amares, aceita-o. Quanto mais protestares contra ti próprio, mais tempo levas a desfrutar de quem te corresponde, ou a esquecer quem não o faz.
23. Engana apenas em ultimo caso. Mas nunca partas do princípio de que não o farás. Quanto mais o pensares, mais rapidamente acontecerá.
24. Conhece a fundo aquilo que detestas. É a forma mais eficaz de desmereceres aquilo que eventualmente o mereça, e de reconheceres o alcance dos teus preconceitos.
25. Opina, mas julga o menos possível.
26. Conhece a fundo aquilo que amas e em que acreditas. Dessa forma, poderás a mais das vezes ser contestado, mas nunca desarmado.
27. Pratica um desporto. Saboreia a competição. Mas tem cuidado com o teu desejo de ganhar perante a generalidade das regras.
28. Apoia os teus superiores e acarinha os teus subordinados. Mas somente quando aches que realmente o merecem, e se fores obrigado a fazê-lo, fá-lo pela medida mínima. Quem tiver de o fazer, cedo o perceberá.
29. Olha para outros que não o teu companheiro ou companheira. A diversidade é necessária e a tentação inevitável. Supera-se melhor aquilo que se conhece.
30. Mascara-te todos os Carnavais.
Quando estamos emersos em alguma espécie de confusão, especialmente quanto á própria identidade no espaço dos outros, tendemos a caminhar para alguma reclusão. E no meio do cansaço, surgem as inevitáveis perguntas, tão próprias de momentos e instantes que a pressão socializante tornam especialmente penosos.
Fiz a minha árvore de Natal, e congratulo-me por conseguir olhar para ela com alguma surpresa alegre. Pensei genuinamente que olhar para aquela iluminação colorida, na minha sala semi escurecida e cortada em pedaços por algumas velas, seria penoso. Mas não. É apenas uma percepção clara de que certas coisas germinam dentro de nós, mesmo contra qualquer intempérie menos clemente. Que a percepção de certa ideia permanece clara, e apesar de ferida de um certo respirar fundo, está lá, envolta nos elementos que a tornaram desde sempre querida ou importante.
Julgo que mais realidades deveriam ter esta característica de perenidade. Afinal, as memórias aparecem assim, feitas de parcelares detalhes que duram o espaço de uma vida, feitas dos sulcos que são as letras de cada uma das nossas histórias.
Estes são tempo extremamente dolorosos para algumas pessoas. Porque a pressão é avassaladora e plena de perguntas demasiado incómodas. Há uma atmosfera no ar que tem aquela particularidade de ser duplamente avassaladora. E desenganemo-nos. É de facto inclemente, como qualquer potenciação dos nossos melhores sentimentos, ou anseios por estes.
Mas a árvore está lá. As luzes piscam e não me ligam nenhuma, e as velas parecem mais brilhantes.
Para um agnóstico, a magia desta quadra parece uma piada. Mas não é.
Porque afinal de contas, ela é feita pelas outras pessoas.
E é por isso que se torna tão fantástica ou insuportável.

